sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

SEU GALDINO RECEBE EM SUA FAZENDA O JORNALISTA DO CANAL GLOBO FRANCISCO JOSÉ

Por José Mendes Pereira - (Crônica 42)
Francisco José e o escritor e pesquisador do cangaço Antonio Silva Galdino - http://www.pauloafonsotem.com.br/inicio/2014/11/o-globo-reporter-ira-mostrar-a-beleza-do-canion-do-sao-francisco-e-a-natureza-da-regiao/

Seu Galdino nunca tinha pensado que um dia receberia em sua pequenina fazenda um repórter qualquer, de rádio, de jornal..., mas viu que estava ficando famoso mesmo, e esta fama, agradecia ao seu talento de ser o único homem do Brasil que pegava onça na carreira. Sabia que todas as cidades adjacentes à Mossoró (inclusive Porto do Mangue, cidade do vaqueiro do ricaço de Mossoró o Soutinho, o Antonio Tomas de Aquino), todas estas, conheciam a sua coragem, a sua bravura, enfrentar onças apenas com um chicote, uma corda atravessada no peito como se fosse cartucheira, e o seu afiado facão rabo de galo em mãos. Sentia orgulhoso, ser visitado por um jornalista de nome e renome como é o Francisco José do maior canal de televisão do Brasil, “Globo”.

Antes do início da entrevista seu Galdino convidou o jornalista Francisco José e toda sua equipe para um café reforçado. Ali, na sala do meio, como geralmente é chamada em fazendas, o jornalista e sua equipe ocuparam as cadeiras que rodeavam a mesa. Tudo de bom sobre a mesa, leite quentinho, queijo, batata da terra, jerimum, macaxeira, gergelim pisado com rapadura e farinha, cuscuz novinho e quentinho..., uma porção de alimentos satisfazia o gosto da equipe. E durante o café, assunto diferente da futura entrevista foi exposto, e seu Galdino estava pra lá de feliz. 

Assim que encerrou o café um por um foi saindo em direção ao alpendre, para montarem todos os equipamentos que iriam gravar a entrevista feita com o seu Galdino pelo Francisco José. Tudo pronto. Ansioso para saber o que seria perguntado naquela entrevista seu Galdino senta-se em seu velho bando com firmeza.

O jornalista prepara-se e faz-lhe a primeira pergunta:

Francisco José -  Como se chama?

Seu Galdino – Eu me chamo Galdino Borbagato de Mendonça Filho. O Borbagato do meu nome, senhor jornalista, é emendado. Meu pai se chamava Galdino que era curandeiro daqui da região.

Francisco José – O senhor nasceu aqui em Mossoró?

Seu Galdino – Sou da gema mesmo. Nasci nestas terras que escorraçou o bandido Lampião em 13 de junho de 1927.

Francisco José – A sua fama de matador de onça está por todo Brasil, o que levou o senhor a se dedicar matar onça, seu Galdino?

Seu Galdino – Quem disse ao senhor que eu mato onça? Quem lhe informou, seu repórter, mentiu, porque este homem aqui, dizia seu Galdino batendo no peito, nunca no mundo matou uma onça. Agora, quando eu pego uma delas a peia come, porque eu não aceito que onça coma os meus bichinhos.

Francisco José – Mas eu soube que o senhor foi chamado à presença de um delegado para explicar o motivo de tantas onças mortas que apareceram em sua propriedade. É verdade?

Seu Galdino – É verdade sim. Fui chamado à presença do delegado Ambrósio Soares para explicar sobre onças que morreram em minha propriedade, mas não fui eu quem as matou.

Francisco José – E quem as matou?

Seu Galdino – Eu não sei, eu não sei. Só sei lhe dizer com toda franqueza, não fui eu quem as matou. Eu sou um homem que protege os animais. A natureza precisa deles...

Francisco José - Mas é verdade que o senhor pega onça na carreira?

Seu Galdino – Isto sim, é verdade. É a minha especialidade.

Francisco José – E como é que o senhor inicia a pegada de onça?

Seu Galdino – Quando um fazendeiro me chama para capturar uma onça eu fico bem escondido no local que ela foi vista. E assim que ela se aproxima de mim, que muitas levam dois ou três dias para eu as ver, dou um grito forte. E assim ela tem medo de mim e faz carreira. Aí é a minha vez. Faço carreira atrás dela até ela cansar. Quando ela fica cansadinha eu me aproximo, e vagarosamente, vou tentando passar-lhe a corda no pescoço. Feito isto, ela está totalmente dominada.

Francisco José – Mas para dominá-la o senhor usa algum tipo de reza, hipnotismo ou outra coisa semelhante?

Seu Galdino – Que reza e hipnotismo que nada, seu repórter! Eu pego onças é através da minha força e coragem de enfrentá-la. E muito suor descendo no corpo todo.

O jornalista fez uma porção de perguntas a seu Galdino e todas foram respondidas ao pé da letra. E como atualmente o assunto sobre política está em toda parte do Brasil Francisco José quis sabe a opinião do seu Galdino sobre a roubalheira que os congressistas vêm fazendo:

Francisco José – Seu Galdino, o que o senhor acha dos políticos atuais do nosso Brasil?

Seu Galdino – Quando alguém fala sobre a situação que está o nosso Brasil eu até choro por dentro, (e por fora também, porque, quando o repórter lhe fez a pergunta, as lágrimas rolaram sobre o seu rosto), de ver um país tão bonito, tão rico, com tantos minérios, tantos cânions..., e atualmente está entregue a um bando de ladrões que só quer mesmo é roubá-lo. Como é que um país como o Brasil pode produzir frutos de primeira qualidade se as figueiras são podres, senhor jornalista Francisco José?

Francisco José – Verdade – disse o jornalista.

Continuou seu Galdino - O Brasil não pode formar adolescentes honestos porque o Congresso Nacional que deveria dá exemplos aos jovens, é ele quem ensina os nossos adolescentes serem desonestos. O bando de ladrões do Congresso Nacional diz que nada pode fazer pela educação, saúde e segurança, porque não tem dinheiro. Ora, se o bando de ladrões roubou tudo e nada é devolvido, como é que o Brasil tem dinheiro para cuidar disso? Todos os ladrões acusados irão ficar impunes, além do mais, mangando da gente. "- Não devolveremos nada, bandos de brasileiros bestas! Estamos aguardando os seus votos para o próximo ano." Eu estudei quase nada, senhor jornalista, mas eu sei o que é bom para nossa juventude...

Francisco José - E o que é bom, seu Galdino? - Atalhou o jornalista.

Seu Galdino - Em um pais, para proteger as crianças e os adolescentes, etc... é preciso que sejam criadas escolas de músicas, escolas de teatros, escolas de atletismos, incentivo à leitura, incentivo à cultura... 

Francisco José – Excelente o que o senhor me disse..., e qual é a sua opinião para evitar que o Congresso Nacional deixe de roubar o que é do Brasil?

Seu Galdino – Faz um bom tempo que venho jogando na Loteria Federal, aguardando que eu seja sorteado para eu resolveu o que penso. Basta eu tirar 2 milhões de reais, e este dinheiro já tenho destino certo. Vou formar vários grupos de homens corajosos, para pegarem onças nas matas, e em seguida, levá-las em jaulas para Brasília, e lá, todas serão soltas dentro do Congresso Nacional para elas atacarem os congressistas. Somente um político será salvo das onças, é o Tiririca e mais uma meia dúzia que é honesta. O restante irá passar pelas mandíbulas das onças.

Francisco José – Boa opinião do senhor, seu Galdino! A sua ideia é idêntica a minha. – Admirou-se o repórter soltando risos exageradamente.

Continuou seu Galdino - Gostaria muito que Dom Pedro II viesse viver novamente aqui na terra, e  com certeza, o Congresso Nacional tinha que trabalhar mesmo. Ele nunca deu chances a políticos malandros, safados que se apoderavam do dinheiro da nação. Essa bandalheira de políticos corruptos ele a colocaria detrás das grades. Ladrão nas mãos de Dom Pedro II era assim. Foi um imperador de vergonha, nunca pôs a sua mão naquilo que pertence à humanidade do meu país. Mas pela covardia, pela ambição de quererem meter a mão nas riquezas do Brasil, que sendo ele dirigente desta terra nunca aceitou e nem aceitaria, e para desfrutarem do que tanto ele zelou dos nossos brasileiros, sabendo eles que Dom Pedro II sendo imperador, eles não teriam chances de fazerem roubalheiras, infelizmente, foi expulso da minha terra Brasil sem direito à defesa. “Tirem essas mãos sebosas das riquezas do país, para não ensebarem as coisas belas do meu amado Brasil”.

Mais outras e outras perguntas foram feitas a seu Galdino Borbagato de Mendonça Filho. Terminada a entrevista a equipe de reportagem agradeceu a seu Galdino, entrou no seu automóvel e foi embora.

E eu brinco?!

Importante! Só como conhecimento:

D. Pedro II nos ensina a amar o Brasil acima de tudo. Punia exemplarmente os políticos e funcionários corruptos, usando dos poderes que a Constituição lhe garantia para removê-los de seus cargos. Venceu importantes disputas diplomáticas, inclusive chegando a desafiar a toda poderosa Grã-Bretanha. - Zeloso que era com as verbas públicas, recusou sucessivas propostas de aumento de seu salário, trabalhando durante meio século com o mesmo pagamento, ainda que, durante seu reinado, a economia brasileira tenha crescido dez vezes. Quanto às suas poucas viagens custeava-as com seu próprio dinheiro. - http://imperiobrazil.blogspot.com.br

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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

MARIA BONITA

Por José Mendes Pereira - (Crônica 41)

Maria Gomes de Oliveira era o seu nome de batismo. Mas entre os familiares era conhecida como Maria Déia. E no cangaço recebeu duas alcunhas, levando-a para a fama mundial: “Maria Bonita ou Rainha do cangaço”. Foi uma mulher honesta, e em nenhum momento denegriu a imagem do seu homem.
          
O escritor Roberto Vila Nova fala em um dos seus textos, “Caçador de cangaceiros revela segredos do cangaço”, 11 de outubro de 2005, que o ex-soldado Josias Valão dos Santos, que era comandado do sargento Aniceto, conta um fato que aconteceu envolvendo Maria Bonita. Diz o escritor. Na integra: (... outro episódio que chamou a atenção de Josias foi a rebeldia do cangaceiro apelidado de “Diferente”, que era viciado em baralho e, quando estava perdendo, falava palavrões. Numa partida em que se encontravam Lampião, Luiz Pedro, Maria Bonita e Sabonete, o cangaceiro soltou palavrões e foi recriminado por Luiz Pedro, que o chamou a atenção para a presença de Maria Bonita na mesa. E o cangaceiro desbocado reagiu, dizendo que Maria Bonita não era nenhuma santa. “Você ...come ela...”, relatou Josias, dizendo que essa passagem foi contada ao sargento Aniceto por um coiteiro. “A surpresa é que Lampião fez que não ouviu nada”, ...
           
O que o policial informou a Roberto Vila Nova foi o “DISSE ME DISSE”, pois a história já vinha de um coiteiro que contou ao sargento Aniceto e o Josias contou a Vila Nova.
          
Eu não me refiro A Roberto Vila Nova, pois ele apenas registrou o que Josias lhe informou. Mas eu acho muito difícil que isso tenha acontecido com Maria Bonita, pois ela detestava traições de cangaceiras.
          
No momento eu não tenho o nome do escritor que escreveu o que segue:
          
“Certa vez, uma posição tomada por Corisco em relação à honra masculina, foi do caso amoroso entre Cristina e Português. Ela havia o traído com Jitirana, do bando de Corisco.
          
Português sentindo-se decepcionado, contratou o cangaceiro Catingueira para limpar sua honra. Quando Catingueira chegou ao coito de Corisco, chamou Jitirana para terem uma conversa particular.

Nesse momento Maria Bonita e Lampião que estavam no coito de Corisco, aproximaram-se do local. Maria Bonita opinou que Cristina era a culpada, e deveria ser eliminada por Catingueira.
          
Foi quando Corisco lhe respondeu: “- Ela deu o que era dela! “Ninguém tem nada com isso”!

Não satisfeita com a resposta, Maria Bonita disse que Português iria ficar desmoralizado.

Corisco deu um basta à discussão, exclamando: "-Ele que cuide da mulher dele! De Jitirana cuido eu!”. 
            
Eu não estou aqui querendo santificá-la, mas eu acredito na honestidade de Maria Bonita.

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EU, CACHORRO...

Por José Mendes Pereira - (Crônica 41)

Alguns me chamam Pety, Leão, Scoob, Joy, nomes que me fazem feliz. Enquanto outros me chamam de Vira-lata, Cachorro..., Mas de todos que mais me aborrece é quando me tratam de Cão. Não tenho nenhuma aparência de Lúcifer. E por que me comparam com ele?

Nunca fui tratado com respeito e dignidade, apenas vez por outra alguém me agrada, mas logo me ameaça com chicotes, dando-me violentas pancadas. 

Se eu adoecer, são poucos que têm dó de mim, levando-me a um simples prático veterinário, que ainda abra a boca e diz para o meu comandante: “Se ele fosse meu, eu o sacrificaria”.

Estou sempre pronto para defender o meu comandante, e ai daquele que se atrever em tocar-lhe a mão, parto sem armas para cima do agressor, e por ele, com os meus afiados caninos, sou capaz de morrer ao seu lado.

Sou eu quem defende todos, mas não me dão mais do que um resto de comida misturado com ossos, que às vezes me engasgo, chegando até  morrer. 

Sei que sou cão e quase nada valho para os que me ordenam. E sou realmente cachorro, mas não sou tão cachorro tanto quanto um homem cachorro. 

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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O LEILÃO E O REFRESCO DE TAMARINDO

Por José Mendes Pereira (Crônica 41)

Nesse período em que isto me aconteceu eu era criança e ainda não era interno da Casa de Menores Mário Negócio, e vivia sobre as ordens do meu pai, na sua minúscula propriedade, denominada "Sítio São Francisco", a uma distância da cidade de Mossoró, mais ou menos 9 quilômetros. 

Eu ali vivia correndo pelos campos, no meio das carnaubeiras, plantando e colhendo milho, feijão, melancias, jerimuns, empilhando palhas da carnaubeira, cuidando dos nossos animais, carregando água sobre o meu lombo ou sobre o lombo de jumentos.

Como vivia em terras alheias, o meu pai Pedro Nél Pereira fez economias, e anos depois, comprou uma pequena propriedade de um senhor chamado Luiz Duarte, irmão de Manoel Duarte Ferreira, este já é do conhecimento do leitor, um dos que resistiu aos desrespeitos à Mossoró, feito por Virgulino Ferreira da Silva, o afamado e sanguinário cangaceiro Lampião.

Dona Chiquinha Duarte era madrasta do Lili e do Manoel Duarte, e que era uma das maiores proprietárias de terras de Mossoró, e nela, tanto os meus pais, tios, meus irmãos e eu, nascemos lá.

Sendo ela uma senhora que tinha prazer em ver os filhos dos seus moradores estudando e progredindo, e como eu fabricava gaiolas, aviões, revólveres e carrinhos de madeira, aconselhava-me que eu deveria cuidar de fazer outras miniaturas, e levá-las até à feira de Mossoró. Mas como eu não tinha conhecimento de comércio nunca sair de lá para vender os meus inventos na feira, exceto, canários, graúnas, periquitos que eu os roubava da natureza.

O meu pai era leiloeiro, e em outubro de cada mês, realizava a festa de São Francisco, com leilões e forró de pé de serra, até ao amanhecer do dia. E com os lucros das festas construiu a capela de São Francisco em sua propriedade.

Estava para acontecer um leilão e eu sonhava em possuir um relógio "grão duque", sendo que já era conhecido no comércio por um excelente marcador de horas. E como as comemorações do São Francisco estavam em dias de acontecerem, idealizei vender refresco de tamarindo durante a festa, para angariar dinheiro, e com o valor apurado, eu faria a compra desse tal relógio "grão duque". 

Os ingredientes do refresco eram: a água, o tamarineiro, sendo que estes dois não seriam necessário comprá-los, principalmente o tamarindo, porque os tamarineiros haviam produzido seus frutos em abundâncias.

Como eu não tinha dinheiro para comprar o açúcar solicitei da fazendeira, que me emprestasse o valor necessário para pagar alguns quilos de açúcar, e no dia seguinte, após o leilão, acertaria a minha dívida com ela, que com certeza, a venda iria atingir o esperado.

Chega a noite festiva. Pouco tempo o leilão iniciou,  e lá eu estava ao redor do botequim, bem vestido e bem calçado, esperando os futuros fregueses do meu novo invento. Eu havia feito três latas de refresco, cada uma com 18 litros, mas ainda achando que deveria ter feito mais refresco, já que era uma noite de festa.

A noite foi se passando e ninguém me solicitava um copo de refresco, e sabendo que se eu não o oferecesse, ninguém iria comprar. Passei a fazer oferta do meu produto. Eu estava vizinho ao botequim, onde o dinheiro caía em abundância, e quando um sujeito vinha beber pingas, cervejas.., eu lhe oferecia a minha mercadoria. Mas, as respostas eram desagradáveis, dizendo-me: - Eu lá quero porqueira de refresco de tamarindo, menino! O que eu quero é beber cachaça!, Refresco à noite é coisa para criança...

Só sei que perdi o meu tempo e nesta noite não vendi a dinheiro um copo sequer, salvo três copos fiados a um vizinho nosso, que me prometeu, que no dia seguinte, me pagaria. Infelizmente ele morreu e não me pagou.

O dinheiro que eu havia tomado emprestado à fazendeira ela dispensou, dizendo-me, que sabia que refresco de tamarindo, principalmente em noite de festas, seria muito difícil à procura.

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CERVEJA ASTRA

Por José Mendes Pereira - (Crônica 38)


O Brasil já fabricou e continua fabricando cervejas de todas as marcas, e das melhores qualidades, mas as mais solicitadas pelos brasileiros são:

Em primeiro lugar, indiscutivelmente, a cerveja Antárctica,  conhecida como a melhor fábrica de cervejaria do Brasil. 

Em segundo lugar, vem a cerveja Brahma, que há anos entrou no nordeste brasileiro e continua sendo uma das melhores cervejas fabricadas no Brasil.

No ano de 1970, do século passado, o grupo J. Macêdo S.A, Comércio, Administrações e Participações inaugura no Ceará a Fábrica de Cervejaria Astra, uma cerveja que ganhou fama, não como as outras já existentes, mas teve uma boa aceitação pelo povo nordestino. Sendo um dos donos J. Dias de  Macêdo que havia nascido no dia 08 de Agosto de 1919, na cidade de Camocim, no Estado do Ceará.


No dia da inauguração da cerveja Astra lá estavam presentes as maiores autoridades do Estado, entre eles, César Cals de Oliveira Filho, que tinha sido escolhido pelo presidente Emílio Garrastazu Medici, para governar o Estado do  Ceará. E, para assumir o cargo, deixou a presidência da Companhia Hidrelétrica de Boa Esperança.

No momento em que iniciou a inauguração da nova cerveja, muitos deles tomaram goles a mais, e um deles foi o próprio mestre que havia feito a cerveja para a recepção.

Um dos sócios da nova cerveja vendo que o seu mestre já estava pra lá de embriagado, e esperando dele uma confirmação que  a cerveja Astra era excelente, e das melhores do Brasil, perguntou-lhe:

- E aí mestre, a cerveja Astra é boa mesmo?

- Muito boa! Muito boa!..., respondeu o mestre com a voz tropa, devido ter ultrapassado os goles.

- E depois de beber esta excelente cerveja o que você desejaria agora para tirar um pouco a ressaca? - Perguntou-lhe o sócio da fábrica.

- Para tirar a ressaca eu só desejo agora beber um copo da Cerveja Antárctica... Ali sim, é que é cerveja!

No dia seguinte, o mestre já estava na rua, devido a sua sinceridade com a cerveja Antarctica, afirmando que ela é a melhor do Brasil.

Mas a cerveja Astra sempre fora bem solicitada pelos brasileiros. Se o mestre estava bêbado, assim não valia.

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DONA PORCINA SIMEÃO DA SILVA UMA MÃE QUE MUITOS DESEJARAM SER SEUS FILHOS

Por José Mendes Pereira - (Crônica 37)
Dona Porcina Simeão da Silva

Sobre a dona Porcina eu já havia postado algo em setembro de 2014, nesta mesma página: facebook, grupo: "RELEMBRANDO MOSSORÓ, mas muitos que a conheceram, e que não viram a sua foto, estou repostando para que a vejam e lembrem-se dela. 

Rever a querida dona Porcina Simeão da Silva que quem estudou em décadas passadas na Escola Estadual Jerônimo Rosado, sem dúvida, comprou algo a ela, e a conheceu de perto.

A foto foi gentilmente enviada por Dilma Régis, e só tenho que agradecê-la pela boa vontade de colaborar e fazer muitas pessoas recordarem a fisionomia de dona Porcina Simeão da Silva.

Esta foto também será apresentada a Assis Nascimento o qual achava que não tinha foto dela. Mas aqui está, grande Assis Nascimento, dona Porcina Simeão da Silva, muito embora, em foto, e que bom que ela estivesse em carne e osso no nosso meio.
  

Quem estudou na Escola Estadual Jerônimo Rosado conheceu muito bem a dona Porcina Simeão da Silva que negociava com seus bolinhos, cafés, pastéis, refrigerantes e tudo mais, e sua casa fica em frente (ainda existe) ao portão da escola, à Rua Ferreira Itajubá.

A lanchonete da dona Porcina funcionava de 6:00 horas da manhã, até às 10:00 horas da noite, exceto aos domingos e feriados. Dona Porcina era uma senhora de estatura média, morena, e muito sorridente.

Não tenho a data do seu falecimento, e muito menos, não sei se ela nasceu em Mossoró, ou se era de outra cidade e Estado. Mas vale rever a dona Porcina Simeão da Silva que muito forneceu merendas aos alunos do Colégio Estadual Jerônimo Rosado, e que ajudou muito aos moradores da Casa do Estudante de Mossoró. Ela considerava aqueles da Casa do estudante como se fossem seus filho.

Valeu, Dona Porcina! Um bom lugar no reino de Deus, com certeza, a senhora está muito bem abrigada, protegida pelo Senhor pai Celestial, porque durante o tempo em que morou na terra, só fez coisa boas diante dos olhos de Deus.

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

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MAS QUEM NÃO É? - PERGUNTAVA CHICO ANYZIO


Por José Mendes Pereira - (Crônica 36)

Em todas as cidades brasileiras anualmente são construídas milhares e milhares de casas populares, programa do Governo Federal, para solucionar muitos problemas de pessoas que são inteiramente pobres, sem condições de possuírem um teto, e não dispõem de empregos para sustentarem as suas famílias.

Logo que as residências são entregues aos inscritos do programa, de imediato, o conjunto habitacional é nomeado com um apelido ou vários, como: Inferno colorido, Favela do Veio, Rochedo, Onde o Vão Perdeu as Esporas, Malvinas, Iraque, Tranquilim..., e um deles, será escolhido pelos moradores, como identificação onde moram.

Mas estes apelidos são dados aos conjuntos sem nenhuma maldade, e geralmente, são originados das constantes brigas que acontecem entre os moradores, principalmente criadas por algumas mulheres (entre aspas), que constantemente ficam fazendo fuxico entre a vizinhança.

Na década de 60 o governo do Estado do Rio Grande do Norte, o afamado cigano feiticeiro, Aluízio Alves construiu o primeiro conjunto residencial em Mossoró, denominado “COHAB”, no chamado grande alto de “São Manoel”.

Posteriormente, assumiu o governo deste Estado o monsenhor Walfredo Gurgel, este também colaborou com mais residências, e em seguida, outros e outros fizeram casas populares para os sem tetos de Mossoró.

Com o falecimento do monsenhor Walfredo Gurgel que havia sido governador do Rio Grande do Norte, apoiado pelo ex-governador Aluízio Alves, este conjunto habitacional deixou de ser (COHAB), recebendo o nome do governador falecido, e passou a ser (Conjunto Habitacional Walfredo Gurgel).

Logo que este conjunto (COHAB) foi entregue aos moradores inscritos, foi apelidado de CORNAP (Corneado Às Pressas), nomeado pelos próprios moradores, daquela época, que afirmavam que casa sim, casa não, tinha um corno, e ao retornar pela mesma rua, todas as casas tinha um corno. Mas isso a gente sabe que era apenas uma simples brincadeira, criada por pessoas engraçadas, porque ali viviam e ainda vivem mulheres honradas, e que jamais imaginaram tal coisa.

Fazendo o papel de memorialista tenho que registrar o que aconteceu e acontece em Mossoró, principalmente este fato.

Mas o mais interessante é que, neste conjunto habitacional moravam dois senhores da alta sociedade de Mossoró (não coloquei os seus verdadeiros nomes porque já faleceram, e preservar a identidade de quem já partiu, é uma obrigação nossa).

Um deles era o Dr. Paulo, na época, já beirava os 50 anos de idade. Médico, formado em odontologia, e que havia sido traído pela sua primeira esposa. Após a traição, foi morar na COHAB, maritalmente com uma jovem, aparentemente formosa.

Mas a dona Candinha que tem uma família numerosa, com 21 filhos, que enquanto 7 dormem, 7 estão ouvindo e os outros 7 estão falando, já comentava que a nova esposa do dentista andava o corneando.

O outro era o militar Pedro, que na época já se aproximava dos 60 anos. Este havia sido delegado de um dos bairros de Mossoró, e durante à sua administração como xerife, foi um dos mais cruéis delegados de bairro da nossa cidade, usando todos os tipos de torturas com as suas vítimas.

Jamais havia sido corneado pela sua esposa, porque ela era uma senhora honrada e que conservava as tradições familiares, e ainda achava que o adulterismo é coisa do diabo.

Mas como o nosso delegado não gostava de deixar quieto o que as mulheres do seu tempo guardavam debaixo das saias fora traído por várias delas, quando resolvia colocá-las em uma casa, para serem suas (outras).

Os dois moravam na COHAB, apenas um muro dividia as suas residências, e certa noite, sentados sobre à calçada, ali, eles conversavam sobre isto ou sobre aquilo, e de imediato o Pedro disse para o Paulo.

- Paulo, nesta COHAB só tem duas casas que não tem corno.

- Eu já sei, Pedro. É a minha e a sua. - disse Paulo querendo fugir da cornagem.

Pedro olhou para um lado e para o outro, e em seguida, virando-se para o Paulo, disse:

- Não, Paulo. Você está totalmente enganado. Aqui na COHAB, as casas que não têm cornos, são aquelas duas que estão fechadas enfrente às nossas casas. Mas só não tem cornos porque elas não têm moradores.

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COM DAVI, IRMÃO DO VAQUEIRINHO GABRIEL.

  Por Rangel Alves da Costa Hoje (Sábado 12/09), após a Missa de Sétimo Dia, conversei alguns instantes com o irmão do Vaqueirinho Gabriel, ...