quarta-feira, 21 de outubro de 2026

SABORES E SUORES

 Por Hélio Xaxá

Queria sentir teu gosto...
O sabor do teu cheiro...
Antes de qualquer Janeiro...
Antes da próxima chuva...
Para teu coração agosto
Entender a semente no chão
E o teu corpo, árvore da paixão
Em minha boca seria uva...
No céu de minha boca
Estrela você seria
E a noite seria pouca
Para degustar o teu sabor...
Na fantasia mais louca
O sal do teu suor faria
Florescer madrugadas amanhecidas
No céu do teu amor...
Sonhos e delírios
Que doce confusão...
Nuvens formam rios
Teu suor salga o chão
Onde pisa o que é eterno...
Correm suores frios
Desejos em profusão...
Beijos e abraços macios
À sombra de um vulcão
Adormeço e sempre desperto...

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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

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terça-feira, 20 de outubro de 2026

EMPREITADA

Clerisvaldo B. Chagas, 20 de outubro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3492

 

Pensei que não iria mais escrever mais livros, até porque tenho 4 mais antigos ainda inédito, porém, a gente nunca sabe com certeza como será o dia de amanhã. Portanto, de repente peguei firme na  determinação que chegou e em nove dias, fiz um livro que esperava que os outros fizessem há muito. Estar entre os cinco agora esperando a oportunidade de publicação. Trata-se do livro que interessa a todo o estado de Alagoas: BATINA PRETA, EM SERTÃO SELVAGEM, TRAJETÓRIA DO PADRE em livro documentário que conta a trajetória de duas grandes repartições públicas federais pelo nosso sertão BULHÕES. E para enriquecer mais o  livro, pude contar com o prefácio do escritor parceiro literário, Marcello Fausto.


Ora, sem esperar, novamente fui convocado para escrever sobre outro livro de altíssima relevância para Santana do Ipanema e  todo o semiárido. Pus a mão no fogo para forjar a obra e os primeiros resultados já estão bem longe do início. São os escritos que estão se transformando  Na obra DNER – DNOCS, DOIS GIGANTES DO BRASIL GIGANTE, NA TERRA DE SANTA ANA. Posso afirmar aos meus amigos e amigas que não é uma tarefa fácil porque, praticamente todos que fizeram parte direta dessas repartições já partiram. Mesmo assim, não podemos colocar no lixo o que já foi resgatado para os que vieram após o século XX.

Vamos, então, rastejando nas pesquisas, seguindo pegadas misteriosas como fazem os rastejadores do Sertão Brabo.  Uma visita aqui, uma observação ali e a presença de um tal Google que não sabe todo mais coopera com um bocado de coisa. Aguardemos, pois.

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

BIOGRAFIA DA MARIA BONITA.

 Por João de Sousa Lima

Pessoal, na próxima quinta-feira, dia 22, das 19h às 20 horas, receberemos no nosso programa Minemosine Livros & Livrarias, na 362KTV, o escritor e historiador João de Sousa Lima, autor da biografia de Maria Bonita e de vários outros livros relacionados à participação das mulheres no cangaço, movimento criminoso sediado no sertão nordestino e que teve como seu principal representante Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião (1898-1938). Não percam, será uma conversa sensacional com o responsável por refazer a casa onde vivia Maria Bonita, no sítio Malhada do Caiçara, e criar o Museu Casa de Maria Bonita. Aguardo todos lá e até amanhã publico o link para vocês assistirem, abraços!

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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

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domingo, 18 de outubro de 2026

MEMÓRIA HISTÓRICA DO PAJEÚ: O OUTUBRO SANGRENTO DE 1907

 Por Valdir Nogueira.

​Ainda sobre o crime de emboscada que vitimou o coronel Manoel Pereira da Silva Jacobina em 15 de outubro de 1907 e abalou o Pajeú, debrucei-me sobre o Processo Judiciário da Comarca de Vila Bela.
​Transcrevo abaixo o revelador depoimento prestado pelo Major José Gomes Diniz, da Fazenda Maravilha:
​
DEPOENTE:
​Nome: José Gomes Diniz (39 anos, casado, criador)
​Residência: Maravilha, município de Belmonte (na divisa com Vila Bela)
​Parentesco: Parente comum das famílias Pereira, Nogueira e Carvalho.
​
AS SUSPEITAS E OS MANDANTES:
​"Seguia a suspeita de que o fato partira da família Carvalho, firmando-se finalmente a opinião de que o assassinato fora a mandado de David Bernardino (morador no Massapê) em comum acordo com João Nogueira (morador na Serra Vermelha)."
​
A movimentação dos cangaceiros:
​Os cangaceiros Luiz de França (ligado a João Nogueira), Manoel Thomé e Mariano Mendes de Moura (ambos ligados a David Bernardino) foram vistos no Massapê sempre reunidos.
​Antes do crime, foram vistos transitando da Serra Vermelha para o Massapê, parando em plena rua no povoado de Santa Maria.
​No domingo anterior ao assassinato, João Nogueira foi à casa de David Bernardino, passando nas Preces (casa de Praxedes Nunes e Esequiel, seu cunhado).
​
A FUGA APÓS O CRIME:
​Após o assassinato, Luiz de França e Manoel Thomé foram guiados por caminhos desconhecidos por um sujeito chamado Juvenal (morador de João Nogueira).
​Foram se esconder na casa de Antônio Lopes de Barros (homem velho e paralítico, morador em Jatolá-Belmonte).
​Essa rota foi confirmada pelas mulheres da casa de Lopes de Barros, por seu genro (Temístocles Vitorino de Barros) e por seu cunhado (João Lopes de Barros).
​Após o ocorrido, o tal Juvenal fugiu da região.
​
MOTIVAÇÕES E INTRIGAS ANTIGAS:
​Padre Pereira vs. David Bernardino:
Inimizade e acentuada intriga familiar. Tudo começou quando Antônio Quelé (genro de David Bernardino) assassinara Manoel Maranhão (sobrinho do Padre Pereira) em Vila Bela. A rixa se agravou por uma disputa pela posse de um tronco de cedro envolvendo Quelé e Sinhô Maroto (sobrinho e genro do Padre Pereira), gerando inclusive tiroteio entre seus homens.
​Padre Pereira vs. João Nogueira:
Existiam fortes divergências políticas locais entre ambos.
​
A VINGANÇA (O PÓS-CRIME):
Ao assassinato do coronel Manoel Pereira da Silva Jacobina, seguiram-se em poucos dias:
​Os assassinatos de Joaquim Nogueira (18 de outubro) e Eustáquio de Carvalho (21 de outubro);
​Cerco e tiroteio na casa de João Nogueira;
​Queima de cercados e destruição de gado de José Nogueira.
​Segundo o depoente, toda essa reação foi executada por um grupo formado na povoação de São Francisco e liderado por Manoel Pereira da Silva Filho (Né Dadu).
​
Pesquisa: Valdir José Nogueira de Moura
Foto: Major José Gomes Diniz, da Fazenda Maravilha, autor deste depoimento.

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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser bem feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! 

Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. 

Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

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DOIS RANCOROSOS PATENTEADOS.

  Por José Mendes Pereira 

Coronel Joaquim Resende e Melchiades da Rocha

Conta o escritor Alcino Alves Costa em seu livro: “Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico”, que o rio São Francisco foi um grande agasalhador do povo sertanejo. E lá, o povoamento foi se formando nos alarmados declives de sua margem.

Já no ano de 1611, um minúsculo povoado nascera lá, onde os sofridos sertanejos construíram as suas barracas, na intenção de sobreviveram através da pesca, uma vez que as dificuldades alimentares eram presentes. Como o rio era favorável à pesca, mesmo faltando-lhes outros alimentos necessários à sobrevivência, todos preferiam viver ali mesmo, no intuito de não morrerem de fome em outras regiões. E nessa época, o lugarejo pertencia ao município de Mata Grande, conhecido em todas as regiões adjacentes por Jaciobá. Os tempos foram se passando, e a cada ano eram construídas mais casinholas, fazendo com que o lugarejo fosse se expandindo gradativamente. E no ano de 1881, no dia 18 de junho, através da lei nº. 756, finalmente o lugarejo foi emancipado, tomando posse como primeiro intendente, ou seja, prefeito, um senhor chamado Serafim Soares Pinto. E assim que passou a ser cidade, começou a se desenvolver mais ainda, tornando-se um importante município nas terras alagoanas. Mas posteriormente, este valoroso município passou a ser chamado definitivamente de Pão de Açúcar. 

E já no século XX, o município passou a ser comandado pelo coronel Joaquim Resende, um senhor de grande força política que chegou a ser odiado por alguns e admirado por outros. Era um homem rancoroso ao extremo, uma vez que não temia a ninguém. Mas apesar de ter seus adversários, mesmo assim, era um homem muito respeitado por todos que moravam lá, e pelos povoados adjacentes. O coronel Joaquim Rezende tinha as suas intrigas, tendo como inimiga, a família Maia, uma das mais tradicionais que também não se rendia ao patenteado.
           
No ano de 1935, dois rancorosos e poderosos pela primeira vez se encontraram, ambos patenteados. Por um lado, o poderoso e zeloso da sua patente militar, o coronel Joaquim Resende. E pelo outro, o afamado e considerado o governador dos sertões, o amante das armas, o perverso e sanguinário capitão Lampião. No encontro marcado para os afamados, a única finalidade era discutirem os desejos de ambos como donos da lei. 


Como Lampião queria na força e na raça ser governador do sertão e o coronel Joaquim Resende achando que o rei não podia lhe dar ordem, o assecla se sentindo desprestigiado, organizou uma maneira de atormentar a administração de Joaquim Resende. E sempre que colocava os pés naquela região sertaneja, fazia invasões com depredações e ainda praticava mortes. 

Sendo disposto e exigente com a sua soberania, o coronel Joaquim Resende dizia abertamente, que os arrufos de qualquer ser humano não lhe metiam medo. E nem tão pouco de cangaceiro, assim como Lampião.
                                                            
Como o rei ficou chateado com o que dissera o oficial contra a sua pessoa, o capitão Lampião resolveu fazer uma perseguição a alguns dos seus amigos. E assim que principiou o ataque aos amigos do coronel, este não querendo deixá-los sozinhos, isto é, entregue às vontades do perigoso Lampião, passou a apoiar as decisões que os seus aliados tomavam contra o assecla.
                                               
Com a decisão tomada por Joaquim Resende, tanto os amigos do patenteado, como os amigos do rei Lampião, ficaram bastante preocupados, afirmando que, se o oficial não medisse as palavras que soltava ferindo o rei do cangaço, a vingança não tardaria acontecer. E a partir dessa desavença entre os poderosos, os protetores das duas autoridades deram início a uma forma de aquieta, aquieta, na finalidade de acabarem com a briga entre as suçuaranas humanas. O medo que eles tinham era se Joaquim Resende continuasse usando certos termos desrespeitando a majestade, uma vez que este não o perdoaria, e com certeza, a sua vingança seria devastadora. 

Na verdade, quem não quisesse ser desmoralizado ou derrotado, não adiantava criar problemas com Lampião, pois além de ser destemido, era altamente perigoso e vingativo. E quando não conseguia dominar os seus inimigos e perseguidores, iniciava uma destruição em massa, sem reservar nada e nem a quem, tentando vencê-los na força, com combates e na coragem. Mas era do conhecimento de todos que o rei Lampião sempre dizia: “-Tenho respeito por juízes e coronéis. E só brigo com estes patenteados quando eles querem, pois se depender de mim, eu não brigo”.

Mas como em todas as brigas tem sempre uma pessoa que faz o papel de sossega-leão, um senhor chamado Zuza Tavares, foi um dos incumbidos pelos amigos para resolver a questão entre os dois indomáveis leões. 

Os amigos de ambas as partes marcaram uma reunião, e decidiram que o importante para os dois se entenderem, seria organizar um encontro entre as duas feras humanas. 

E quando seria este encontro? Logo no início do ano de 1936. E o local do encontro?Seria na Fazenda Floresta, lá nas terras sergipanas, no Maitá, já que o rei, rainha e sua respeitada saga estavam de redes armadas e cachimbos acesos naquele lugar. E quem ficaria encarregado de providenciar o transporte até a fazenda? O grande honrado para adquirir o transporte foi um senhor chamado Messias de Caduda. E qual seria a locomoção que o famoso rei iria até a casa do coronel Joaquim Resende? Lógico que seria em uma bela e zelada canoa, já que no lugar não tinha iates, barcos ou outra coisa parecida. E de quem seria esta canoa? Seria a canoa  de um senhor de nome João de Barros porque apesar de ser pescador, era um homem de grande confiança. 

Este foi o confiado para levar o rei ao encontro do coronel. E sem muita demora, foi feito o contrato do aluguel da canoa para este fim.

João de Barros se sentindo importante, por ter sido escolhido para transportar a majestade, deu início a uma grande limpeza no honrado transporte, tirando o excesso de salmouras de peixes entre as tábuas. Afinal, nele iria entrar um dos homens mais importantes do nordeste. Depois o higienizou com um cheiroso detergente. E em seguida, partiu para o local combinado. Canoa pronta, sua majestade dentro dela. E sem mais tardar, João de Barros remou o belo transporte em direção a Pão de Açúcar, até a Fazenda Floresta.    

Mas, desconfiado, sagaz e cuidadoso com a sua vida e as dos seus comandados o rei Lampião achando que poderia existir alguma armadilha na fazenda Floresta, antes de chegarem ao local combinado, mandou que o João de Barros encostasse a canoa à beira do rio. Este obedeceu a sua ordem. O assecla incumbiu que o Messias descesse e fosse até à fazenda Floresta, e lá, fizesse uma rigorosa vistoria, olhando todos os cômodos da casa, revistasse tudo, tim-tim por tim-tim. Assim que terminasse a revista por dentro da mansão, fosse vistoriar as suas laterais, e não deixasse nada por revistar. E ainda o rei o advertiu que não queria nenhuma novidade inesperada, pois se isso acontecesse contra ele e os seus asseclas Messias já sabia muito bem que ganharia uma penalidade horrorosa. Ou o rei o mataria com um tiro, ou o enfiaria o seu longo punhal na sua clavícula.
                                                              
Messias ao entrar na casa deu início à revista.  E enquanto fazia a revista, olhou para um dos lados e viu um senhor que pelo seu jeito de se vestir, pareceu-lhe ser  uma autoridade. E era mesmo. Sem dúvida, o coronel Joaquim Resende, o grande e respeitado oficial. O Messias que ainda não o conhecia, depois de algumas conversas, pediu que o perdoasse por ter entrado ali sem a sua generosa autorização, e alegou que era ordem do capitão Lampião para revistar o ambiente.   

O coronel Joaquim Resende não tendo nada a opor disse-lhe que Lampião tinha razão, pois ele estava mais do que certo. É claro que o coronel não iria tirar a razão de Lampião em mandar alguém para uma averiguação, pois a majestade precisava de proteção, tanto para ele como para os seus comandados.  E sem querer usar os seus poderes, apesar de ser uma autoridade, disse ao coiteiro que naquele momento aquela mansão estava entregue a ele. Autorizando-lhe que percorresse todos os cômodos e dependências, inclusive revistasse as laterais da residência.  Terminada a revista o Messias retornou ao local onde estava a majestade e os seus valiosos asseclas.            

Mas o capitão Lampião podia ficar tranquilo pois o coronel Joaquim Resende e os seus comandados não eram covardes para prepararem uma armadilha contra ele. O que ali iria acontecer era simplesmente um acordo entre os dois arrogantes, e jamais seria feita uma traição. O rei quando dava uma palavra, cumpria. E por que Joaquim Resende não poderia cumprir a sua? Assim que o coiteiro retornou à presença do rei, ainda meio preocupado com a segurança, e  não acreditando, Lampião exigiu que o coronel fosse até a beira do rio São Francisco onde ele se encontrava.                                             
Não temendo o chamado, mas o respeitando, o coronel Joaquim Resende dirigiu-se para o local sem se sentir inferiorizado e sem nenhum problema. Na hora do encontro, todos foram abraçados pelo assecla, principalmente o patenteado. Em seguida, tomaram rumo ao palacete do oficial. Lá, foi necessário que o Zuza Tavares se retirasse do local, pois Lampião precisava conversar com o famoso coronel Joaquim Resende  um assunto a dois.  A reunião muito se demorou e só terminou lá pela madrugada. E com certeza, foi de grande interesse entre os dois poderosos.

Quando terminou o encontro os amigos de ambas as partes se sentiram realizados, uma vez que as queixas de Lampião contra o pessoal do coronel Joaquim Resende, principalmente uma que ele tinha com um fazendeiro de nome Juca Feitosa, as rixas, e as amizades foram vistas com carinho, bons olhos e reconquistadas.

O coronel Joaquim Resende que se tornou amigo de Lampião, prefeito de Pão de Açúcar, e chefe político do partido UDN, foi assassinado numa manhã do mês de setembro do ano de 1954, em São José da Tapera. Na época, este era um pequeno povoado do município de Pão de Açúcar. Foi morto com tiros de parabelum. 

Seus assassinos foram Elísio Maia e seu irmão Luiz Maia, que se diziam perseguidos pelo mesmo. Inclusive, conforme declarações do próprio Elísio Maia, feitas na fase do inquérito policial, a vítima vinha armando várias emboscadas para matá-lo, que era Prefeito na época do ocorrido. Após ter  assassinado o coronel Joaquim Resende, Elísio Maia abandonou o  mandato de Prefeito e se mandou  para o Sul do Brasil.

Fonte de pesquisa: "Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico".

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser bem feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! 

Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. 

Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

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SABORES E SUORES

  Por Hélio Xaxá Queria sentir teu gosto... O sabor do teu cheiro... Antes de qualquer Janeiro... Antes da próxima chuva... Para teu coração...