quarta-feira, 28 de julho de 2021

MARIA SULENA DA PURIFICAÇÃO

  Por José Mendes Pereira

A mãe dos Ferreiras tinha uma porção de nomes os quais são: Maria Sulena da Purificação, Maria Vieira do Nascimento, Maria Vieira da Soledade,  Maria Lopes da Conceição, Maria Santina da Purificação e Maria Lusulina da Purificação. E todas é uma só pessoa, isto é, uma só Maria, sendo a  mais conhecida Maria Lopes da Conceição.  

Era a esposa do pacato José Ferreira dos Santos ou Silva que foi assassinado pela volante do tenente Zé Lucena. Ela nasceu no ano de 1873, já se passaram 148 anos, no Sertão Pajeú, Serra Talhada, Pernambuco, às margens do Riacho São Domingos, um dos afluentes do Rio São Francisco. 

Era filha de Manuel Pedro Lopes e D. Maria Jocosa Vieira. Batizou-se na capela de Vila Bela de São Francisco em Pernambuco, e seus padrinhos foram: Manoel Pereira da Silva (Manoel da Passagem do Meio), irmão de Padre Pereira e dona Constância Pereira da Silva (sua segunda esposa) eram os pais de Sebastião Pereira (Sinhô Pereira, primeiro e único patrão fora-da-lei de Lampião). 

Sinhô Pereira 

O casamento de dona Maria Lopes com José Ferreira foi realizado na tarde do dia 13 de outubro de 1894, na igreja da Paróquia Senhor Bom Jesus dos Aflitos, em Floresta do Navio. Ele tinha 22 anos e ela tinha 21. A cerimônia foi presidida pelo cônego Joaquim Antônio de Siqueira Torres. 

Padre Joaquim Antônio de Siqueira Torres

Na pregação o Padre Quincas declarou: "- Tenho a satisfação de assistir a este enlace matrimonial de gente que conheço: boa, amiga e cristã. Faço votos ao Bom Jesus pela felicidade do casal e o futuro muito grande de seus filhos. 

O casal teve 11 filhos dos quais 2 crianças faleceram ainda pequeninas. O terceiro, ficou famoso: Virgolino, mais tarde, Lampião.  É aí, onde essa Maria com tantos nomes passou para a história.

Maria criou os filhos com autoridade dentro dos rígidos costumes sertanejos. A vida da família era pacata, até Virgolino virar cangaceiro. A situação tornou-se insuportável para ela, sendo obrigada a deixar sua casa, viver de sobressaltos, perseguições etc. O coração não suportou e Maria Sulena morreu no mundo de infarto, aos 47 anos, em Alagoas, no dia 30 de abril de 1920. Foi enterrada discretamente no Cemitério Santa Cruz do Deserto.  

Algumas informações do livro "Lampião a Rapósa das Caatingas" de José Bezerra Lima Irmão.

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O CAPITÃO LAMPIÃO, ANTONIO FERREIRA E SEUS COMANDADOS, POR PURA VINGANÇA, BAGUNÇAM O ESTADO DE ALAGOAS.

  Por José Mendes Pereira

No ano de 1927, após sete anos das mortes de dona Maria Sulena da Purificação (morte natural), e seu pai José Ferreira da Silva ou Santos, este assassinado por arma de fogo, quase cinco meses faltando para uma possível invasão à Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, Lampião e seu mano Antônio Ferreira da Silva, resolveram intranquilizar o Estado de Alagoas, com permanentes invasões, usando o ódio e o  poder de vingança sem piedade, e eliminando vidas sertanejas inocentes, mas sem medo, responsabilizando o militar da Polícia de Alagoas, o tenente coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão, maior desafeto policial de Lampião, por ter matado o seu querido e amado pai, enquanto o amado velho debulhava grãos em sua nova residência, no Estado de Alagoas. A maldade que haviam feito com o seu pai, assassinando-o sem motivo nenhum, porque o velho não tinha nada a ver com as suas desordens, o capitão Lampião e o irmão não pretendiam deixar impune. 

Tenente José Lucena responsável pela morte do pai de Lampiao.

Se o militar José Lucena o procuravam para eliminá-los do solo sertanejo, que tivesse se embrenhados até as caatingas do nordeste brasileiro, pois era por lá, que eles e toda cangaceirada da sua "Empresa de Cangaceiros Lampiônica  Cia" estavam com redes armadas e cachimbos acesos nos coitos que faziam por lá, e não tivesse eliminada a vida de um senhor admirado no meio de toda vizinhança do sertão Pajeuense, principalmente em Vila Bela, nos dias de hoje Serra Talhada.

Vlla Bela/Serra Talhada

Um dos motivos das desordens dos irmãos naquele Estado alagoano era para mostrarem ao tenente coronel José Lucena, que a sua imagem como militar, não passava de um simples homem covarde e oportunista, por ter exterminado a vida de um senhor pacato, amigo respeitado por  toda gente daquela região que antes morava. 

José Saturnino inimigo nº 1 de Lampião.

O outro motivo, foi para cobrar do Zé Saturnino por ter usado a sua covardia contra o seu pai, quando antes, ambos, eram compadres, amigos e vizinhos de propriedades, fazendo o velho sair dali, às pressas, privando o direito dele, da sua esposa e de toda família serem felizes na sua amada terra, onde nasceram e se criaram, obrigando-os fugirem do querido chão pernambucano, e os empurrando para as terras que só as conheciam como passeio. Clique neste link e leia sobre a morte de José Ferreira da Silva..., e conheça Senhor Maurício Vieira de Barros,  o homem que enterrou o velho Ferreira https://tokdehistoria.com.br/tag/pai-de-lampiao/

Família de Lampião a começar pela avó dona Jacosa, inclusive ele.

Lá em Pernambuco, seu pai e os seus familiares, com saudades, deixaram para trás, tudo que haviam adquirido com muito trabalho e esforço: propriedade, agricultura, criações e principalmente, um baú de sonhos, sonhos e muitos sonhos que pretendiam tornar realidade. Não querendo que seus filhos continuassem na desgraça, seu José Ferreira da Silva achou que a solução seria abandonar tudo ali, e sem muita demora, vendeu tudo que possuía por um valor insignificante, ganhando como prêmio, um grande prejuíso. Que tamanha infelicidade provocada por um homem que um dia se dizia ser um grande amigo do seu pai! 

Lá, em Alagoas, os Ferreiras, filhos e filhas tiveram o desprazer de caminharem para assistirem o sepultamento da sua mãe dona Maria Lopes, que faleceu quase que de repente, infartando. Sentindo bastante desrespeito do Zé Saturnino com o seu esposo, veio a óbito. E com poucos dias que a mãe partira para a eternidade,  foi a vez  de levarem o pai para enterrá-lo, porque fora assassinado pelas armas do tenente José Lucena. 

No silêncio do seu “EU”,acho que o rei dizia que não tinha dúvida, que o principal culpado das suas desventuras, era o Zé Saturnino, por não ter assumido a sua desonestidade, quando o assecla viu peles dos seus animais na casa de um dos moradores da Fazenda Pedreiras. Se o fazendeiro tivesse assumido o feito, não teria sido necessário ele e seus irmãos viverem de correrias dentro das matas, tentando ocultarem das volantes que os perseguiam.

O rei do cangaço, talvez, ainda se lastimava que todos os seus antes amigos, viviam passeando pelas redondezas do lugar, livres de perseguições, e diariamente aconchegados às mocinhas do povoado, frequentando festas e bailes. E enquanto os outros gozavam da liberdade, eles eram privados de participarem dos divertimentos que o povoado oferecia. Infelizmente, teriam que passar a vida inteira se amparando às árvores, castigados pelas chuvas, sol, poeiras, dormindo no chão, misturados com  insetos de todos as espécies, no meio de violentos tiroteios, tentando se livrarem dos estilhaços de balas. E na maioria das vezes, fome, fome, e muita fome, vivendo um horroroso sofrimento. 

Lampião e seu irmão Antonio sabiam que na região do Pajeú, todas as cidades dali, como Itapetim, Tuparetama, São José do Egito, Ingazeira, Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Flores, Calumbi, Serra Talhada, Floresta e Itacuruba, muitas os condenavam como homens perigosos, mas que todos que os julgavam como bandidos cruéis, entendessem o porquê das suas práticas criminosas. Fizeram simplesmente para defenderem o que lhes pertencia, e em prol das suas honras. Se eles não defendessem o que eram seus, com o passar dos tempos, todos iriam querer pisá-los como se nada valessem na vida.

Enquanto descansava sobre o chão dos seus coitos, Lampião ainda imaginava   que, se o Zé Saturnino não tivesse manipulado o tenente Zé Lucena para assassinar o seu generoso pai, quem sabe, talvez ele não tivesse se tornado um bandoleiro; e sim, um fazendeiro, um engenheiro, um rábula qualquer, ou outra coisa parecida. Ou ainda se casado com serra-talhadense e construído uma linda e maravilhosa família. 

E agora, depois de tantas decepções que os dois manos passaram, principalmente a dolorosa e sofrida morte do José Ferreira da Silva, como os irmãos Ferreiras se vingariam das maldades que fizeram contra eles?

Lampião e o seu mano Antonio Ferreira decepcionados e de cabisbaixas diante da vizinhança, e privados de tudo e de todos, já que não havia como assassinarem os causadores das suas declinações e morte do seu pai por armas de fogo, decidiram que o mais propício para amenizarem as suas dores e sofrimentos, seria fazerem invasões constantes no Estado de Alagoas, não importando com o tipo de atrocidade, vingando-se a maneira deles. Já que tinham perdido o respeito diante da vizinhança lá em Pernambuco, uma ou umas desordem a mais, não influenciavam nada.  

E a partir de 11 de janeiro de 1927, Lampião e Antonio Ferreira organizaram-se e com os seus comandados partiram para bagunçarem o Estado de Alagoas, a terra do tenente Zé Lucena, onde destruíam tudo que viam pela frente, não dando tranquilidade aos moradores sertanejos, e geralmente, rios de sangue ficavam escorrendo por onde os vingadores passavam. 

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Informação ao amigo leitor:

Nesse período, Lampião tinha no cangaço apenas o seu irmão Antônio Ferreira da Silva, porque o Livino Ferreira, seu irmão, tinha sido assassinado no ano de 1925. Mas com poucos dias destas bagunças, o Antônio foi morto acidentalmente por balas. Veja vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=nXXlE_76gZU&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

O Ezequiel Ferreira da Silva, irmão do capitão Lampião, só entrou para o cangaço, quando o Antônio foi morto, e foi neste mesmo ano de 1927. Quem causou a sua morte foi o cangaceiro Luiz Pedro, um dos cangaceiros da velha guarda de Lampião.

https://www.youtube.com/watch?v=nXXlE_76gZU&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Muitos fatos que aparecem aqui no texto que eu escrevi, são verídicos, mas outros, são apenas as minhas imaginações. 

Imaginar, não quer dizer que atrapalha a literatura lampiônica. Sendo para discordar do que foi escrito por pessoas que fazem os seus trabalhos com seriedades, eu sou a primeira  pessoa a protestar. 

Eu escrevo mais para cultivar a leitura sem atrapalhar os escritores, pesquisadores e cineastas encarregados de organizarem a literatura lampiônica. 

Não contrario e nem tão pouco tenho  conhecimento para guerrear contra estes catedráticos, no que diz respeito à literatura lampiônica. Eu sou como um cão que fica esperando pelo resto de comida do prato de quem come.

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terça-feira, 6 de julho de 2021

UM FILME REAL COM LAMPIÃO E SEU RESPEITADO BANDO DE CANGACEIROS, FEITO NA CAATINGA NORDESTINA POR BENJAMIN ABRAHÃO CALIL BOTTO.

  Por José Mendes Pereira

https://www.youtube.com/watch?v=lmqd-ijH2cQ&ab_channel=Hist%C3%B3riadoCinemaBrasileiro

Meu grande amigo que está tentando estudar o cangaço de Lampião ou de modo geral, tenha interesse de ver estas filmagens feitas na caatinga do nordeste brasileiro, pelo então Sírio-libanês Benjamin Abrahão Calil Botto "Zahlé" (em árabe), também chamada de Zahlah ou Zahleh) e é a capital de BeqaaLíbano. Benjamin Abrahão nasceu no ano de 1890. 

Abrahão foi amigo e secretário do padre Cícero Romão Batista, e fotógrafo responsável pelo registro iconográfico do cangaço e de seu admirado líder cangaceiro nordestino Virgolino Ferreira da Silva, o facínora mais estudado, biografado, respeitado, afamado e sanguinário capitão Lampião. 

O Sírio-libanês Abrahão Benjamin Calil Botto teve uma morte muito triste, quando foi esfaqueado com 42 facadas, no dia 7 de maio de 1938, aos 48 anos, durante o Estado Novo, 2 meses antes da morte do capitão Lampião, que foi tocaiado e assassinado na fatídica madrugada do dia 28 de julho de 1938, em terras de Porto da Folha, atual Poço Redondo, na Grota do Angico, Fazenda Forquilha, no Estado de Sergipe. 

Benjamin Abrahão Botto

O Benjamin foi comerciante de tecidos, de miudezas e de produtos típicos nordestinos. Principalmente em Recife, e depois fez comércio no Juazeiro do Norte do Padre Cícero Romão batista, e em sua companhia seguiam, dois burros de nome "Assanhado e Buril", mais um cavalo nomeado de "Sultão". Todo este seu esforço, era simplesmente atraído pela grande frequência de romeiros na cidade do padre.

Benjamin Abrahão conheceu Virgolino Ferreira da Silva o Lampião em 1926, quando este fez visita ao Juazeiro, com a finalidade de receber a bênção do padre e a patente de capitão do exército, para perseguir a Coluna Prestes. Em 1924, Lampião e Benjamin estiveram na cidade de Juazeiro, mas não cehgaram a se conheceram. 

A patente foi feita com ordem do padre pelo então funcionário federal Pedro de Albuquerque Uchoa, e falam que esta tal patente foi uma autorização dada ao deputado federal Floro Bartolomeu, pelo próprio presidente da república "na época", Artur da Silva Bernardes (1875-1955),  patente que não tinha nenhum valor, porque ela não foi considerada nos demais Estados nordestinos, e além do mais, teria que está ligada ao exército brasileiro. 

E assim, nem Lampião e nem os cangaceiros efetuaram perseguição à Coluna Prestes, vez que o ódio dominou o capitão, ao saber que era apenas uma maneira de ludibriá-lo. E a partir dali, ficou decepcionado, mas muitos pagaram por isso, até mesmo pessoas inocentes que foram assassinadas pelas suas armas.

Eu não sei o porquê de Lampião ter caído nesta de ser patenteado no Juazeiro do Norte como capitão. Baseio-me na sua inteligência, porque, para ser capitão do exército brasileiro, tem que passar primeiro pelas seguintes patentes: 

1 - Soldado, 2 - Taifeiro, 3 - Cabo, 4 - Terceiro-sargento, 5 - Segundo-sargento, 6 - Primeiro-sargento (cuida de tarefas administrativas), 7 - Subtenente, 8 - Aspirante, 9 - Segundo-tenente, 10  - Primeiro-tenente, e aí será  capitão, e nesse caso, seria a 11ª. patente no exército brasileiro.

Após a morte do Padre Cícero, Abrahão Benjamin resolveu solicitar uma coisa perigosa, que foi mandar pedir ao rei do cangaço, a permissão para acompanhá-lo na caatinga e filmá-lo juntamente com  o seu bando de facínoras, e realizar as imagens que o imortalizaram. E sem nenhuma dificuldades o capitão aceitou. Mas para realizar este legado, ele teve a ajuda do cearense Ademar Bezerra de Albuquerque, dono da ABAFILMEM que, emprestou os equipamentos de filmagem, e ainda ensinou como operá-los. 

Ademar Bezerra de Albuquerque dono da Abafilmes

Os  trabalhos do Abrahão foram apreendidos pela ditadura de Getúlio Vargas. Guardada pela família Elihimas, migrantes libaneses, em Pernambuco, a película foi analisada pelo Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP, um órgão de censura atuante durante o Estado Novo

Sobre a morte do Abrahão, uns dizem que teria sido queima de arquivo. Outros afirmam que não. A causa da morte do Benjamin, teria sido praticada por um jovem que estava com ciúmes da sua esposa com o libanês, e acabou o assassinando. 

Mas ainda outros falam que ele morreu após ser agredido com quarenta e duas facadas, crime que jamais foi esclarecido, tanto na autoria como na motivação, e a especulação, ter sido mais uma das mortes arquitetadas pelo sistema, como outras ocorridas em situação análoga, a exemplo de Horácio de Matos, embora exista a versão de que o fotógrafo sírio-libanês teria sido alvo de roubo, apesar de com este nada de valor haver.

Mas vamos deixar pra lá o Benjamin. Você que está começando a estudar o tema "cangaço", você eu, vamos assistir com cautela ao vídeo real, tendo como personagens "de verdade, não são atores" Lampião, Maria Bonita e todos os seus corajosos algozes. 

Só como ilustração

O filme foi feito na caatinga nos anos de 1936 e 1937, mas foi proibido pela ditadura de ser exibido em telas cinematográficas, e as latas que guardavam as películas, foram estragadas pela ferrugem, restando apenas um pouco mais de 14 minutos de projeção.

Às vezes encontramos pessoas que nos condenam, simplesmente, porque estudamos cangaço. Que mal faz  estudar cangaço? E o que faremos com a história de Jesus que sofreu um inferno, por ter sido pregado em uma cruz pelos carrascos que o condenavam? Teremos que abandonar o estudo bíblico? E as guerras que matam e destroem cidades inteiras? Então, temos que abandonar todo tipo de estudo, onde matam pessoas, já que é considerado crime? Não somos nós que cometemos crimes. 

O filme não tem uma sequência, como por exemplo, romance, história..., mas foram gravadas imagens do dia a dia dos congaceiros dentro da caatinga nordestina, como seja um documentário e de grande valor.

Leia o que eu encontrei sobre a sua morte: 

(...) 

A morte dele foi um tanto quanto confusa. O que se sabe é que ele mantinha relações com a mulher de um sapateiro, que era deficiente. Mas o Benjamin também tinha filmado o Lampião, pessoas importantes que tinham relacionamento com Lampião, e eu acho que essa foi a causa da morte dele. Como ele mantinha relacionamento com essa mulher, não sei até onde foi que colocaram na cabeça do sapateiro que ele precisava dar um fim no Benjamin. O genro e o filho do sapateiro mataram o Benjamin com 42 facadas”, diz Araujo.

(...) 

Clique aqui: https://operamundi.uol.com.br/politica-e-economia/4142/quem-era-o-imigrante-libanes-que-fez-as-unicas-imagens-de-lampiao

Leitor, que está começando a estudar o tema cangaço, vá em frente! Ler cangaço é cultura. 

Leia sobre cangaço seguindo os blogs: 

http://cariricangaco.blogspot.com

http://lampiaoaceso.blogspot.com

https://tokdehistoria.com.br

http://joaodesousalima.blogspot.com, 

http://cangaconabahia.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com, 

além de tantos outros que guardam muitas histórias sobre o cangaço.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quarta-feira, 23 de junho de 2021

O CAPITÃO LAMPIÃO FOI HERÓI OU FOI BANDIDO?

  Por José Mendes Pereira


Cada um de nós que estuda "cangaço" e principalmente quando se refere à empresa do capitão Lampião, tem a sua opinião, e não podemos desmerecer quando se trata de suposição. Mas quando é invencioníces, coisas que não aconteceram no cangaço e nem isoladamente com cangaceiros, todos os estudiosos deste tema, e aqueles que foram às caatingas para registrarem as verdades, têm obrigação de protestar a falsa informação. A literatura lampiônica não tem espaço para acomodar assuntos mentirosos sobre ela.

Sobre o velho guerreiro Lampião, uns dizem que ele era herói, outros o classificam como bandido, outros como um simples covarde, e outros dizem o que bem querem, vão mais além do normal.  Mas é assim mesmo, porque são opiniões. Todo estudo tem as suas crenças e as suas contrariedades. porque, enquanto um opina assim, assim,,. outro já se vira e contraria tudo de uma hora para outra. 

Desde do ano de 2008, todos os dias que Deus me dá, pela manhã, bem cedinho, eu me arrumo com os meus equipamentos de pesquisa, e bem camuflado para não me verem, sigo os passos do capitão Lampião e seu admirado bando de cangaceiros, dentro dos cerrados sertanejos. Vez por outra, sou necessário recuar, porque eles são como abelhas quando perseguidas pelos seus  predadores. 

Há anos que sou patrocinado pelos pesquisadores, escritores e cineastas, que amigavelmente, diariamente, me entregam o material para eu segui-los. Mas ainda me falta tanto chão para percorrer e registrar o que os cangaceiros fazem dentro da mata, porque, o tempo não foi ainda suficiente para acompanhá-los por todos os lugares que eles vão. Também, a literatura lampiôncia é bastante vasta, e não é fácil segui-la tão rápida como se pensa.

Nessas minhas andanças seguindo os facínoras presenciei o começo das desavenças da família Ferreira com o senhor Zé Saturnino, ou vice-versa, mas ainda eu não descobri quem tem razão nesta briga de vizinhos. O Zé Saturnino diz que quem começou a desavença foram os Ferreiras, e a razão é sua. Já os Ferreiras também se acham vítimas de um homem que se fazia amigo da sua família, e de repente, sem menos eles esperarem, se transformou em um grande adversário. 

Presenciei também uma certa parte de invasões que o capitão fez por este sertão nordestino. Mas vi também o Lampião sendo assassinado, juntamente com a sua rainha Maria Bonita e mais nove cangaceiros da sua empresa, mortes todas feitas pelas forças policiais do tenente João Bezerra da Silva, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, em Porto da Folha, atualmente Poço Redondo, no Estado de Sergipe.

Eu também não tenho como afirmar que o meu amigo de andanças nas caatingas, o capitão Lampião foi herói. Na minha humilde e não válida opinião, ele nunca foi herói, mas também não quero o chamar de bandido, para não ferir os seus familiares, e assim, o considero como um verdadeiro delinquente, doente mental, que não quis obedecer a lei por desejo próprio, que não respeitava as regras ou não fazia o dever de casa no momento certo, ou ainda não aceitava seguir as regras de um grupo social de homens. O capitão Lampião não obedecia a lei, porque sabia muito bem que ficavam impune todas as desordens praticadas por ele. 

Pedra da Emboscada, Fazenda Pedreira, Serra Talhada, Pernambuco. 

Foi por trás dessa pedra que Zé Saturnino se escondeu e meteu bala contra Lampião e os seus irmãos. O motivo seria uma desavença entre vizinhos, causado por duelo abortado por Zé Saturnino, filho de pessoas que tinham muitas posses e que moravam vizinho as terras de Lampião e família.

"Lembrando ao leitor que, o que eu escrevi não tem nenhum valor para a literatura lampiônica, e nem contraria de forma alguma o que os cineastas gravaram, e nem o que os escritores e pesquisadores já escreveram. 

São apenas os meus pensamento sobre cangaço. 

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quarta-feira, 16 de junho de 2021

É PRECISO LIBERDADE PARA O USO DA FOTOGRAFIA DE MARIA BONITA EM QUALQUER LUGAR PÚBLICO E COMERCIAL.

  Por José Mendes Pereira

Maria Bonita e Lampião. - Colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

É fantástico estudar sobre a vida de Maria Gomes de Oliveira a rainha do cangaço a “Maria Bonita” e seu companheiro Virgolino Ferreira da Silva o rei do cangaço “Lampião”, mas, desde que seja um estudo gratuitamente, sem pressão, sem obrigação de maneira alguma, livremente, que possa usar tudo que se sabe e o que aconteceu durante a vida do casal de cangaceiros, e depois da sua morte. Com respeito ao infeliz casal de cangaceiros que o destino preparou para ele um monte de tristezas durante a sua vida aqui na terra. Que os seus familaires desistam de cobrar valores. 

Deixa que os estudiosos do cangaço preparem a literatura do sofrido casal de facínoras, e que organizem a sua biografia. Deixa o casal viver em paz, pelo menos o seu nome, no meio de quem tem interesse de registrar o seu passado. Que não seja  proibido e nem cobrado valores para o uso do seu nome e da sua foto nos lugares que as pessoas tentam  homenageá-lo. Deixa Maria Bonita desfilar nas praças, nos clubes... Quantas pessoas amam a Maria, e que nem fazem parte da sua família, enquanto outros o que mais querem, é usarem o seu nome como mercadorias que são vendidas.

Lembrem-se que a vida é curta, e depois que todos os familiares partirem para outra esfera, quem irá cobrar de quem usa o seu nome e a sua foto, hein? 

Valores monetários são valores que se desvalorizam com o passar do tempo, mas uma biografia feita por quem entende, será eterna. Deixa Maria Bonita enfeitar as vitrines das lojas, dos hotéis, das pousadas, dos clubes... Deixa que o estudo sobre ela siga em paz... 

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SE PROCURAR, ACHA!

  Por José Mendes Pereira

Itamar Lima quando criança. - Crédito da imagem Jean Carlos Pereira Rodrigues

O dito popular é: "quem procura, acha!". 

Itamar Lima é filho de "Alcimar Campos" nossa prima, e de "Cristóvão Lima". Com a separação dos seus pais, ainda pequenino, foi morar na Barrinha (onde lá a maioria dos Néos nasceu), com meu tio José Néo Pereira, minha avó Heculana Maria da Conceição e minha tia Maria Nísia Pereira, avó do Jean Carlos Pereira Rodrigues, nosso primo, os quais cuidaram dele até perto da maioridade, e, posteriormente, ele desejou ir para a companhia do pai biológico, que residia e ainda reside em Macau no Rio Grande do Norte, tendo sido entregue no ano de 1985, ao seu pai, pelo meu pai Pedro Nél Pereira.

Esposa e o Jean Carlos - crédito da imagem -  Jean Carlos Pereira Rodrigues

Depois da sua saída do sítio Barrinham e da companhia de toda família Néo todos os contatos  foram cortados, e ninguém tinha ideias por onde andava o Itamar Lima. Mas, durante 8 anos, Incansavelmente, o Jean Carlos viveu na esperança de um dia encontrá-lo. Até que este dia chegou.

... e Alzimar Pereira Campos tia do Itamar

Alzimar Campos Pereira que é sua tia por parte de mãe, também se envolveu nesta procura, através do facebook. Assim como eu que o procurava nas redes sociais. Mas tanta luta para o encontrar, Alzimar e eu, não obtivemos sucesso.

Mas só agora, depois de 8 anos, Jean Carlos, o primeiro que tentou descobrir por onde ele andava, o encontrou, e está  bem pertinho de nós, na Redinha,  na capital do nosso Estado do Rio Grande do Norte - Natal.

Itamar Lima - crédito da imagem Jean Carlos Pereira Rodrigues

Quando Itamar foi embora para a companhia do seu pai minha avó e minha tia Maria Nísia ainda estavam vivas, mas ambas faleceram no mesmo ano. O José Néo Pereira que era considerado o pai adotivo do Itamar, faleceu no ano 2 mil, e infelizmente não teve o prazer de reencontrá-lo.

Itamar Lima - crédito da imagem Jean Carlos Pereira Rodrigues

Um triste acidente aconteceu com o Itamar.

Não me recordo o ano, nem muito menos o dia e o mês, mas isso se passou na Barrinha, onde ele morava com a minha avó e tios. Ao lado da casa do Dedé Rodrigues, pai do Jean que o encontrou, estava uma carroça estacionada, e o Itamar que brincava com outra criança, tentou se esconder em baixo dela. Só que ele não sabia que lá deitado, estava um cachodo, e não mais me lembro a quem pertencia o animal, se era do Dedé Rodrigues ou do presidente (Zé Néo). 

Por infelicidade e pouca sorte, o Itamar pisou na calda do cão, e para se defender ou mesmo como vingança, ele pegou de cheio na sua boca, rasgando os lábios infeiror e o superior. Foi muito sangue e aperreio, porque ele chorava bastante.

A sorte foi que, no momento, o fazendeiro Chico Soares - Chico do Leite como é conhecido na região, vinha para Mossoró em seu carro, e nos  levou até ao hospital da Ciança, que ficava em frente a antiga linha de trem. 

Quem veio com ele para acompanhar o Itamar até ao hospital, foi minha Tia Nísia, Enestina que era esposa do Chico e eu, que sem demora, fomos diretos para o hospital. Só saímos de lá depois que os procedimentos médicos foram feitos. Não sei se o Itamar Lima se lembra desse ocorrido. Talvez não, porque no período, ele ainda era muito criança. 

Agora, toda família Néo está satisfeita e bastante agradecida ao primo Jean Carlos, por ter encontrado o Itamar Lima que tanto era procurado, e que um dia, com certeza,  ele há de nos visitar aqui em Mossoró. 

Além de ter encontrado o Itamar Lima eu também agradeço ao primo Jean Carlos pela liberação das fotos para postagens em meu blog.

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MAIS UMA HISTÓRIA QUE NÃO CONDIZ COM A VERDADE..

  Por José Mendes Pereira


As histórias sobre  "cangaço" algumas são criadas facilmente e cabeludas, e rodam o Brasil inteiro como se fossem verdades; enquanto que outras que foram escritas pelos escritores e pesquisadores de responsabilidades, e que são reais, poucas pessoas acreditam, desejam mais as que não têm nenhum fundamento, como é o caso do surgimento da mentira que Lampião não morreu em Angico, e sim, no Norte do Estado de Minas Gerais. - https://josemendeshistoriador.blogspot.com/2021/05/sera-mentira-ou-verdade-que-lampiao-de.html

Vejam o que encontrou o professor e pesquisador do cangaço Ruy Lima escrito pela Editora Saraiva, com o título "Por Dentro da História". 

Professor Ruy Lima

Diz Ruy Lima:

Será mesmo?

A famosa Editora Saraiva publicou uma coleção denominada "Por Dentro da História", formada por vários autores, a qual, como diz o coordenador da coleção, "reconta a História empregando o recurso literário, ou seja, traz histórias sobre a História, Com grau de aprofundamento compatível com o público leitor, os livros abordam de forma crítica e analítica temas históricos presentes no currículo escolar."

Assim escreveu o coordenador da coleção.

Mas, o que tem o cangaço a ver com isso?

Há um livro dessa coleção que me chamou muito a atenção. intitulado "CANGAÇO - A guerra no sertão da Republica."

Oxente! Nunca eu tinha imaginado que existisse um livro didático, de "História", sobre o Cangaço e, em especial, sobre Lampião.

Achei o livro interessante, com páginas ilustradas, parecendo um folheto, Mas, fiquei triste, muito triste mesmo, quando li o seguinte trecho na página 25 do livro, sobre o motivo pelo qual Lampião entrou para a vida de cangaço: 

"Quando seu pai foi assassinado a mando da família Carvalho, de Serra Talhada, ele entrou para o bando de Sinhô Pereira com a intenção de dar o troco. Isso aconteceu em 1917." (Não bate com os estudos do cangaço. - blogdomendesemendes).

Já na página 61 (o livro tem 72 páginas e um questionário (?). o autor escreveu, referindo-se a Corisco, ao saber da morte do seu compadre Lampião: "Cheio de ódio e inconformado com a morte do Rei do Cangaço, matou outro acusado chamado Pedro de Cândido, e se pôs a perseguir todos aqueles que tivessem o sobrenome Bezerra, simplesmente imaginando que fossem aparentados do tenente João Bezerra," Meu Deus! Já ouvi histórias de trancoso, contadas por minha avó, de Belo Jardim, mais verídicas do que essas. (Menos verdade. (Menos verdades. - Pedro de Cândido foi morto no ano de 1941. (Não bate com os estudos do cangaço -

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O CANGACEIRO GORGULHO.

    Por Fabio Costa Este Cangaceiro estava no grupo de Mané Moreno em Poço da Volta quando em meio ao forró foram emboscados pela volante de...