segunda-feira, 13 de julho de 2020

DOIS CORONÉIS DO CANGAÇO NA BAHIA

Por José Mendes Pereira
Coronel Petronillo de Alcântara Reis de Santo Antônio da Glória. Foto do acervo do professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio. - http://cangaconabahia.blogspot.com

O coronel Petronillo de Alcântara Reis era lá de Santo Antonio da Glória no Estado da Bahia, cidade que segundo o escritor João de Sousa Lima desapareceu do mapa pelas barragens do Rio São Francisco. O coronel Petronillo comprou propriedades e animais em sociedade com o capitão Lampião e findou o traindo, porque o coronel foi esperto, registrou as propriedades somente em seu nome.
Rarissima foto de Santo Antonio da Glória, Bahia. Era a cidade de referência, no alto Sertão. Foto do acervo do escritor João de Sousa Lima 

O capitão Lampião quando tomou conhecimento da safadeza feita pelo coronel Petronillo de Alcântara Reis não gostou nem um pouquinho, e com isso, jurou matá-lo. Mas não conseguiu, porque antes que a desgraça acontecesse o coronel foi mais esperto do que ele. Foi embora para o Estado de Alagoas. Com o passar dos tempos Lampião deixou pra lá, não iria mais fazer vingança  pela covardia do dito coronel.
O rei Lampião

Acho eu que ele imaginou que não valia a pena perder tempo com quem não tinha palavra e responsabilidade. É possível que ele tenha dito: "- Sou bandido, sou cangaceiro, mas sou homem e cumpro com a minha palavra. O homem não é obrigado dar a sua palavra, mas se der, tem que cumprir. Eu cumpro!".

João de Sousa Lima

Mas o escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima diz em um dos seus trabalhos que em 1928, quando  Lampião saiu de Pernambuco para o Estado da Bahia, um dos seus primeiros contatos foi com o coronel Petro, que era uma figura importante, sendo o chefe político de Santo Antônio da Glória.

Diz ainda o escritor que quando houve na Baixa do Boi em Paulo Afonso a batalha que nela foi assassinado Ezequiel Ferreira da Silva, o irmão mais novo do capitão e último que fez parte do cangaço, Lampião achou em um dos bolsos de um policial que foi morto no combate, um bilhete do coronel Petro endereçado ao comandante da volante, e neste estava escrito  onde eram os esconderijos dos cangaceiros.

Ezequiel Ferreira da Silva irmão de Lampião

Logo Lampião arquitetou sua vingança sem dó, com muito ódio e grandes prejuízos. Iniciou de tal forma perversa, incendiando em torno de 18 fazendas do coronel Petronillo de Alcântara Reis, começando por Glória, em seguida cruzando o Raso da Catarina, além de tocar fogo nas fazendas o capitão Lampião  matava os pobres animais.

Segundo Guilherme Alves o ex-cangaceiro Balão em entrevista à "Revista Realidade" em Novembro de 1973, disse que o povo pensa que o capitão  Lampião matava por qualquer coisa. Mas nunca ele viu Lampião mandar matar alguém a sangue frío. E as fazendas por ele destruídas eram dele mesmo. 

O cangaceiro Balão

Diz Balão que o rei Lampião havia comprado as terras em sociedade com um tal de coronel Petronillo de Alcântara Reis, as quais eram Tronqueira, Cachoeirinha, Formosa..., mas ele as registrou apenas em seu próprio nome, e com este tipo de sabotagem Lampião zangou-se. " - Eu mesmo ajudei a matar muito gado a tiro na Cachoeirinha" - afirmou ele.

Acredita-se que o coronel Petronillo Reis como estava com medo da vingaça do capitão Lampião de imediato fugiu para  o Estado de Alagoas, no nordeste do Brasil, que nesse tempo, o perverso e sanguinário capitão já havia saído das terras alagoanas e estava reinando em outros Estados. 


Conheça o Raso da Catarina clicando neste link abaixo: 


Coronel Antônio de Souza Benta
 Coronel Antonio de Souza Benta - Foto do acervo do professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio. - http://cangaconabahia.blogspot.com

Antônio de Souza Benta era natural de Chapada Velha, município de Brotas de Macaúbas. Ele originalmente veio para o Ventura, onde se estabeleceu em um garimpo que o permitiu ficar rico. Posteriormente mudou-se para Morro do Chapéu.
De sua união com Honestina Virgília Benta, em 1895, nasceu um filho, de nome Flodoaldo de Souza Benta, que morreu em 11.09.1917, aos 21 anos de idade, na fazenda Roça Grande, situada entre o Ventura e Bela Vista (hoje Utinga). O cavalo que montava foi beber água, tropeçou, atolou e caiu por cima do mesmo. O rapaz cursava o segundo ano de engenharia civil em Salvador.

O coronel teve outro filho José de Souza Benta, formado em direito em 1919, com Josepha Maria D’Assumpção. Em 13.01.1925 o jornal A TARDE noticia que o Dr. José Benta suicidou em Mucugê. Era ex-juiz de Remédios e foi injustamente acusado de desvio de 20 contos de réis da uma casa comercial. Após a morte de Flodoaldo o coronel Benta criou um menino de nome Remo. 

Benta era um grande amigo, seguidor politico e braço armado do Coronel Dias Coelho.

Os coronéis da região quando tinham qualquer caso de crime mandavam o jagunço para Dias Coelho abrigar em Morro do Chapéu. Dias Coelho mandava esses criminosos para o coronel Benta, que era seu homem de armas e possuía garimpos na serra de Martim Afonso onde mantinha as despesas de mais de 100 homens, que eram garimpeiros e jagunços. Se um criminoso ia para lá, para trabalhar, e não obedecia as ordens ele mesmo tinha que abrir sua sepultura.

Benta exerceu o cargo de Intendente no periodo de 1904-1906. Com a morte de Dias Coelho, em 1919,  vplta a assumiu, a prefeitura, no período de 19.02 – 10.04.1919, numa fase agitada, em face da existência de uma forte oposição política, que  havia implantado o “Pequeno Jornal”, dirigido por Adelmo Pereira e seu filho Osvaldo Dourado Pereira, para divulgação de suas idéias.

Na eleição de 1923, os partidários do coronel Benta apresentaram como candidato ao cargo de intendente, o coronel José Martins de Araújo, de Canabrava do Miranda (atual Canarana), que concorre com o professor Faustiniano Lopes Ribeiro. A eleição gera um impasse, pois ambos os candidatos se declaram eleitos. O Senado Estadual decide a questão, reconhecendo a eleição do professor Faustiniano. Esse fato gera o início de uma fase politicamente muito agitada, inclusive com a vinda da capital de uma força policial, comandada pelo tenente Macedo, em apoio ao prefeito, correligionário do governador Góes Calmon. Essa crise tem como consequência a criação do municipio de Irecê.
O coronel Benta foi membro da Comissão Pacificadora das Lavras Diamantinas, nos conflitos em torno do coronel Horácio de Matos, em 1920. Em 30.01.1922, o coronel Benta e sua esposa se mudaram para Senhor do Bonfim.

Muritiba et. al. (1997) citam que na época em que apoiou com jagunços o coronel Galdino César de Moraes (1857-1946), na sua luta armada contra o coronel Ernestino Alves Pires, em Jacobina, o Coronel Benta se orgulhava de ser capaz de ter ao seu dispor 450 homens .

Tavares (2001) cita que nos primeiros dias da revolução de 1930, telegramas do presidente Washington Luis, de Pedro Lago, governador eleito, e de outros políticos baianos, convocaram coronéis da Chapada Diamantina, do São Francisco e do Sudoeste a enviarem homens armados para engrossar as forças governistas. Quase todos atenderam ao apelo acreditando ser uma repetição da luta contra a Coluna Prestes.

Cunegundes (1999) cita que após a revolução de 1930, o coronel Benta foi preso em Feira de Santana, por comandar um Batalhão Patriótico para combater as forças revolucionárias que pretendiam, como obtiveram, a deposição do presidente Washington Luiz. Anos depois, durante uma campanha política, o governador Juracy Magalhães, de passagem por Morro do Chapéu, ficou hospedado na sua casa e sempre repetia a pergunta: o que é que o senhor quer do meu governo? Benta então dizia: eu não quero nada. O senhor mandou me prender. Portando considere-se hospede apenas da minha esposa e não meu convidado Por mais que Juracy explicasse que a ordem de prisão não partira dele, Benta não mudou de idéia.

Antônio de Souza  Benta foi o primeiro proprietário de carro em Morro do Chapéu, um caminhão apelidado de Leão do Norte.

Uma reunião realizada em Duas Barras, em dezembro de 1935, deliberou encaminhar aos poderes competentes, o pedido para mudar o nome dessa localidade para Souza Benta.

O coronel Antônio de Souza Benta faleceu em Morro do Chapéu, em 23.02.1946. A sua importância histórica para Morro do Chapéu é muito relevante. Sob sua liderança a cidade viveu a crise politica que resultou na criação do município de Irecê, a passagem da Coluna Prestes, a passagem de Lampião e a Revolução de 1930.

Benta também foi um destacado construtor de estradas, muitas vezes aplicando recursos proprios.


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segunda-feira, 6 de julho de 2020

MINHAS INQUIETAÇÕES ASSIM DIZIA O ESCRITOR ALCINO ALVES COSTA

Por José Mendes Pereira - (Crônica 49)
Manoel Dantas Loyola (cangaceiro), Aderbal Nogueira (pesquisador do cangaço) e José Alves de Matos  ex-cangaceiro Vinte e Cinco.

Em um material que eu li ou em um vídeo não tenho muita lembrança e que no momento não disponho da fonte, que o bom mesmo é apresentar ao leitor a origem do fato registrado, mas que eu não estou criando isto, e não tenho segurança em afirmar que foi em um documento (Vídeo ou escrito) do cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira, que o Manoel Dantas Loyola o ex-cangaceiro Candeeiro afirma que Maria Bonita chegou a ter ciúmes da amizade dele com Lampião. Mas o facínora Candeeiro não explicou o motivo dos ciúmes.

Aí surgem as perguntas:

1 - Qual teria sido o motivo que despertou ciúmes de Maria Bonita sobre a amizade do cangaceiro Candeeiro com o perverso e sanguinário capitão Lampião?

2 - Será que Candeeiro sabia da vida amorosa do rei do cangaço com alguma mulher por este sertão sofrido e Maria Bonita suponhava isto? 

3 - Ou teria Maria Bonita colocada em sua mente que aquela amizade de Lampião com Candeeiro nada mais era do que trazendo bilhetes de futuras amantes do seu companheiro?

Não tinha nenhum problema que Candeeiro e Lampião mantivessem as suas boas amizades, porque, durante um ano e poucos meses que o cangaceiro fez parte do cangaço do velho guerreiro, era ele quem levava as solicitações de dinheiro às vítimas escolhidas pelo capitão Lampião, e também trazia os recados dos fazendeiros, informando que no momento não tinham condições de servirem ao facínora. 

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JOANNA EPIPHANIA SOFREU NAS MÃOS DO CAPITÃO LAMPIÃO PORQUE O MARIDO FOI ACUSADO PELOS CANGACEIROS DE SER INFORMANTE DA POLÍCIA.

Por José Mendes Pereira

No tempo do cangaço os sertanejos do nordeste brasileiro não sabiam bem de que lado deveriam ficar, se eram obedecendo às volantes polícias dos governos estaduais, que viviam os acusando de darem abrigos aos cangaceiros, ou aceitando as terríveis exigências dos marginais que confiando nas suas armas mortíferas não respeitavam ninguém. Mas o que se sabe é que, se os facínoras eram perversos quando escolhiam as suas vítimas, bem mais  eram as próprias volantes políciais, as quais tinham obrigação de protegerem os sertanejos, mas elas faziam o contrário, ditavam as suas regras maldosas e impiedosas contra os sofridos homens camponeses. Ou eles indicavam o rumo que haviam tomado os cangaceiros quando por lá passavam, ou iriam ser judiados com surras e outras tristes formas de agressões e violências, e muitas vezes, havia deramamento de sangue, matando algum membro daquela família, e geralmente, o marcado para morrer sem dúvida era o patriarca. 

João de Sousa Lima

O escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima que hoje tem mais de 20 livros publicados declara que quem mais fazia perversidade com os camponeses era a própria polícia, e para confundi-los, usava o mesmo tipo de uniforme que era usado pelos cangaceiros, somente para atribuir os crimes feitos por ela nos sertões ao bando de cangaceiros ou ao próprio perverso e sanguinário capitão Lampião. 

E assim os pobres catingueiros não tinham a quem recorrerem segurança. Ali estavam entre a cruz e a espada. Ou eram amigos dos cangaceiros e inimigos da polícia ou eram amigos dos policiais e inimigos dos cangaceiros, mas numa condição, morrerem nas mãos de um grupo ou do outro não seria tão difícil. E para que isso não acontecesse o melhor mesmo era venderem o que tinham adquirido com muito trabalho, e se mandarem para outro Estado que os cangaceiros ainda não haviam feitos seus coitos por lá. 

Rubens Antonio

O baiano professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio diz em um dos seus trabalhos com o título "Joanna Facão" que Joanna Epiphania Cardoso foi uma das vítimas do capitão Lampião em 11 de abril do ano de 1931O motivo desta vingança foi porque o seu esposo Manoel José Cardoso foi acusado pelos facínoras da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia." de ser informante da polícia. O sertanejo que por ventura  dedurasse os cangaceiros à polícia  jamais seria perdoado, porque com certeza, tinha feito a encomenda da sua morte.   

A gestante Joanna Epiphania não dedurou ninguém, mas a suspeita de dedurar fora atribuída ao seu marido pelos cangaceiros, e por isso ela foi capturada juntamente com ele no lugar chamado de  Arraial São Paulo, próximo à Uauá, em terras baianas. 

No período deste ocorrido ela estava com  23 anos de idade e no oitavo mês de gravidez, sendo o 3º. parto. Assim que os bandoleiros dominaram o casal resolveram de imediato assassinar o esposo da Joanna, e em seguida,  ela foi brutalmente espancada com violentas chibatadas e laterais de facão, todas aplicadas pelo próprio capitão Lampião.


Joanna foi obrigada a montar num burro totalmente despida e sair desfilando pelo arraial. Os seus cabelos da cabeça e genitália foram cortados a facão por este cangaceiro. Terminado o serviço em espécie de vingança os cangaceiros obrigaram a gestante ir com eles, e só foi liberada a quilômetros de distância do arraial. A infeliz vítima de Lampião foi nomeada pela população do Arraial de "Joanna Facão". E conta o professor Rubens Antonio que ela viveu muito e só veio a falecer na década de 1990.

Sepultura de Joanna Facão
Imagens gentilmente disponibilizadas por Basílio Gomes Gonçalves.

Naquela época de intranquilidade dos matutos era um verdadeiro inferno, porque as esperanças de um dia reinar novamente a harmonia no pedaço de chão sofrido do nordeste, era uma incerteza total. Os perseguidores tanto os cangaceiros como os policiais não davam tréguas aos catingueiros, e com isso viviam num desassossego dos danado. Num descuido de olhos apareciam as almas perversas na caatinga dos infelizes catingueiros.


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NO TEMPO DO CANGAÇO MESMO HUMILHADO, NINGUÉM TEVE MAIS SORTE NO SEU MUNDO DO CRIME DO QUE O CAPITÃO LAMPIÃO.

Por José Mendes Pereira

Às vezes eu mesmo imagino que escrevo besteiras sobre o movimento social do cangaço, mas fico satisfeito, porque os meus relatos são bem recebidos pelos amigos do blog do “Mendes e Mendes” e do facebook, com bastantes acessos em ambos, e não escrevo para ferir nenhuma autoridade no que diz respeito ao tema, como os escritores, pesquisadores e historiadores, apenas apresento as minhas inquietações sobre alguns depoentes que não usaram a seriedade quando foram entrevistados, disseram isso e depois algum desmentiu a si mesmo, mas outros fizeram o papel de bons declarantes, sem acrescentarem fatos que não aconteceram nas jornadas cangaceiras.

Uma das razões quando eu digo que escrevo besteiras é não ser conhecedor como muitos que estudam o cangaço e conhecem desde o século XVIII, com o aparecimento do primeiro cangaceiro do Nordeste do Brasil, que foi o pernambucano José Gomes o Cabeleira; e detalham cada reinado de chefes famosos de bandos de cangaceiros com firmeza como o Jesuíno Brilhante, o Antonio Silvino, Sinhô Pereira e o próprio Lampião, os quais viveram os seus movimentos desastrosos em épocas diferentes. Mas o cangaço teve seu fim no dia 25 de maio de 1940, quando o último cangaceiro que ainda reinava no sertão do Nordeste o Corisco ou Diabo Loiro foi baleado e preso pelas armas do então tenente Zé Rufino, e com horas depois veio a óbito.

Eu vi de perto através das minhas lentes oculares, aqui em minha casinhola, sentado em uma cadeira, num banco ou numa rede, sem sair do lugar, nos livros que eu tenho lidos o que os escritores e pesquisadores escreveram e continuam escrevendo, tudo que viram nas suas pesquisas por estes sertões de catingueiros. Ma eu não vi os personagens que participaram de toda trama e da maldade feitas por eles nos sertões sofridos e desprezados pelas autoridades governamentais. 

O ex-cangaceiro Asa Branca

Somente conheci um personagem do cangaço, não só de terno e gravata, mas pessoalmente, Antonio Luiz Tavares o ex-cangaceiro Asa Branca, apesar de que morávamos em Mossoró no mesmo bairro e bem próximos um do outro, mas sem nunca eu ter conversado com ele. Em anos remotos todos nós temíamos um papo com  pessoas que eram chamadas de assassinas.

Não resta dúvida o capitão Lampião foi um dos que mais sofreu covardias e humilhações durante os seus anos vividos aqui em nosso chão. O primeiro que tentou vencê-lo foi o seu vizinho Zé Saturnino quando o futuro cangaceiro descobriu peles dos animais do seu pai em uma casa de um morador do fazendeiro. Ele não aceitando a sua descoberta, a partir dali, o ódio entre as duas famílias começou. Lampião tinha desejo de matá-lo, apesar das tentativas,  mas nunca conseguiu.

Zé Saturnino - Primeiro inimigo de Lampião - YouTube

O segundo acontecimento triste foi quando a mãe dona Maria Sulena da Purificação infartou, a causa, ficara desgostosa com o que fizera o seu vizinho e amigo Zé Saturnino com a sua família. O seu coração não aguentando tamanha pressão, veio a óbito no ano de 1920. 

Caiçara dos Rios dos Ventos: A MORTE DO PAI e DA MÃE de LAMPIÃO
Os pais de Lampião

Dias depois o pai José Ferreira dos Santos perdeu a sua vida para o militar Zé Lucena, que em perseguição aos seus filhos Antonio Levino e Virgolino Ferreira, findou assassinando um homem que tinha boa conduta e nada a ver com as desordens dos seus filhos. O tenente Zé Lucena seria bem mais difícil de  Lampião passá-lo no seu mosquetão, porque ele vivia rodeado de policiais.

Lampião aceso: O inimigo nº 2 de Lampião
Coronel Zé Lucena

Posteriormente, o terceiro acontecimento covarde foi praticado pelo o coronel Isaías Arruda nascido na cidade de Aurora, no Estado do Ceará, quanto tentou matar o capitão juntamente com os seus empregados, servindo um almoço para toda cabroeira com comidas  envenenadas

Biografia do Coronel Isaias Arruda, ex-prefeito de Missão Velha ...

A sorte foi que o capitão Lampião tinha uma colher de metal e ao colocá-la em um dos alimentos, percebeu que a comida estava envenenada. Tudo já estava combinado caso o capitão caísse nessa armadilha preparada pelo o coronel Isaías Arruda. Mas ele foi astuto, conseguiu fugir com o seu bando do cerco que fizeram ao redor da casa. Depois Lampião teve vontade de matá-lo, mas não houve oportunidade, já que não estava mais em terras cearenses.

Blog do Mendes & Mendes: INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA....Livro: " SAGA ...

A quarta covardia  foi feita pelo fazendeiro Antônio Teixeira Leite seu Antonio da Piçarra, em Jati, também no Estado do Ceará, entregando o capitão Lampião  às autoridades militares do governo, enquanto eles estavam com o coito armado na barreira do seu açude, e nessa noite, houve combate e o chefe perdeu o seu maior amigo desde a velha-guarda, o cangaceiro Sabino Gomes.

No detalhe, cangaceiro "MERGULHÃO" (Antonio Juvenal), quando posava para a câmera de Alcides Fraga, em 17/12/ 1928, no lugarejo Ribeira do Pombal/BA.

Este foi ferido e como não tinha mais jeito de sobreviver pediu a Lampião que o matasse, mas Lampião disse-lhe que não tinha coragem para matar um amigo e nem ordenava a sua execução. Depois de tanta conversa entre os cangaceiros Mergulhão vendo o estado crítico do seu companheiro disse ao rei Lampião que tinha coragem de executá-lo. E com um tiro no ouvido Mergulhão o matou. 

MORENO - (100 anos) Cangaceiro * Tacaratu, PE (01/11/1909) + Belo ...
O cangaceiro Moreno

Alguns falam que o capitão Lampião incumbiu o cangaceiro Moreno para vingar a covardia feita pelo seu Antonio da Piçarra, mas parece que Moreno não confirmou aos escritores e pesquisadores que este pedido Lampião havia lhe feito.

Mas mesmo com todo sofrimento o que não faltou para Lampião foram as proteções que chegavam de todos os lados. Parece que mesmo tendo sido um marginal de alta periculosidade o poder supremo não lhe via como um demônio e vingativo sobre a terra, porque ele continuava fazendo as suas algazarras, e com isso, viveu quase vinte anos no mundo do crime e das desordens sem nunca ser preso.

Blog do Mendes & Mendes: COMO MANTER O BANDO ABASTECIDO!
Lampião pagando ao coiteiro seus serviços prestados.

Lampião teve tanta sorte no seu mundo de crimes que recebeu apoio de uma porção de gente, e nesse meio, estavam figuras importantes como grandes fazendeiros, coronéis, padres, juízes, políticos, prefeitos, catingueiros, coiteiros, policiais que não cumpriam com a sua responsabilidade. 

E para facilitar mais ainda a sua vida de bandoleiro e dos seus comandados, quase não existiam estradas e rodagens, e assim, o velho guerreiro e o seu bando podiam percorrer quantos pedaços de chão sertanejos sem medo, apenas aqui e acolá, um ataque de volantes aparecia em seu rasto. Mas geralmente Lampião e seu grupo de cangaceiros eram vencedores.

Mas estes apoios teriam sido dados porque as armas mortíferas do capitão e dos seus comandados estavam em suas mãos e eles os temiam? Ou era porque o velho guerreiro sabia muito bem conquistar o seu futuro povo que poderia o ajudar nessa jornada?

O capitão Lampião tinha jeito de conquistador, de bom rapaz, dono de bom papo, usava o respeito como uma maneira de ludibriar aqueles que ele desejava fazê-los de amigos. Apesar dos seus crimes cabeludos, Lampião era generoso e tentava a paz, mas não era visto por alguns com bons olhos. 

Os remanescentes de Lampião nenhum falou mal do rei e o que os pesquisadores ouviram deles que restaram da “Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia., que pertencia ao grande chefe, era um homem educado, Mente brilhante, humildade e sabedoria, prestativo, atencioso a quem conversava com ele, respeitador e amigo daqueles que queriam fazer parte do seu círculo de amizades. Lampião poderia ser um ser indesejável no planeta, mas parece que as pessoas o viam como um bom homem mesmo.

Coiteiro do capitão lampião Mané Félix.

O coiteiro Mané Félix que de todos eles que prestavam os seus serviços aos cangaceiros, principalmente ao capitão Lampião  foi o último a falar com ele na noite do dia 27 de julho de 1938, o recadeiro o tinha como um amigão, e chegou a dizer aos pesquisadores que em Poço Redondo ele nunca fez nada contra a ninguém. 

Nós que estudamos cangaço sabemos que o capitão Lampião não era nenhum santo sobre a face da terra, ele era simplesmente o que era, mas não tanto como as pessoas diziam que ele fazia só maldades. Ele chegou a ajudar algumas pessoas, mas não souberam aproveitar a sua boa vontade. Traído por alguns desses que ele os ajudou e não agradeceram, o mais correto para ele era se vingar. E assim fazia a vingança da sua maneira.

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terça-feira, 30 de junho de 2020

O CANGACEIRO ZÉ SERENO E SUA RESPEITADA MALTA

Por José Mendes Pereira
O cangaceiro Zé Sereno - https://m.facebook.com/HistoriasdoCangaco/posts/1319820924773443:0

Segundo os pesquisadores e escritores do "cangaço" contam que um dos mais terríveis  cangaceiros de Lampião era o José Ribeiro da Silva o Zé Sereno, que no cangaço e mesmo após este, era companheiro da cangaceira Sila a Ilda Ribeiro de Sousa. Como ele era chefe de um dos subgrupos do capitão Lampião, além dele próprio matar, ordenava aos seus comandados que, antes de exterminar qualquer indivíduo, podiam judiar bastante aquele que estava marcado para morrer.


O que segue, aconteceu com o cangaceiro "Novo Tempo" por nome legítimo de Abdias, e que era irmão da ex-cangaceiro Sila companheira do ex-cangaceiro Zé Sereno, você irá encontrar este relato nos livros: "Gente de Lampião" de Antonio Amaury e "Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico" do escritor Alcino Alves, contam o triste acontecimento com esse cangaceiro que foi atingido nos dois braços pelas balas da volante do tenente Zé Rufino, no tiroteio chamado de "Fogo da Laginha, na Lagoa do Domingo João.


O cangaceiro passou três dias numa condição terrível porque para chegar a um lugar qualquer tinha que se arrastar no chão tentando chegar a uma das fazendas de Antonio Caixeiro pai de Eronides Ferreira de Carvalho para pedir socorro. Foi recebido, mas  posteriormente foi traído por um dos cabras da fazenda chamado Zé Vaqueiro, que ao lhe socorrer viu que aquele infeliz não escaparia daquela desgraça em estado gravíssimo, mas mesmo assim, o  Zé Vaqueiro  tentou ajudá-lo. 

Diz o jornalista Juarez Conrado em seu livro: "Lampião Assaltos e Morte em Sergipe" que vendo que o cangaceiro não estava se recuperando e temendo que as volantes policiais descobrissem que ele estava acobertando cangaceiro, covardemente o Zé Vaqueiro resolveu liquidá-lo com um tiro no ouvido. E sem mais pensar, sapecou-lhe um besourinho de chumbo em um dos ouvidos do infeliz facínora.

Feita a crueldade com o desgraçado cangaceiro que estava muito debilitado, e pensando que ele tinha morrido, o coiteiro Zé Vaqueiro foi até em sua casa, e levou ferramentas para fazer a cova, e ali mesmo, seria o seu plano: enterrar o suposto morto, vez que ninguém nunca iria saber, que na propriedade tinha um cangaceiro enterrado. Se às pressas ele foi em sua casa, muito mais às pressas ele voltou. Mas o coiteiro foi muito infeliz, porque a sorte o abandonou. E ao chegar ao local onde havia assassinado o cangaceiro (assim pensava o coiteiro), não encontrou o “Novo Tempo” nem morto e nem vivo.

E agora? Com certeza, caso os cangaceiros soubessem desse terrível acontecimento contra um dos seus companheiros, e se descobrissem que a crueldade fora feita por quem eles tanto confiavam, que era o coiteiro Zé Vaqueiro, sem dúvida, ele tinha assinado a sua sentença de morte, e a cobrança dos cangaceiros seria inevitável.

Apesar do balaço que recebera no ouvido o cangaceiro “Novo Tempo”, mesmo ferido, conseguiu sobreviver desta crueldade, e fugiu de imediato do local em que fora baleado no ouvido pelo coiteiro. E assim que localizou o bando de cangaceiros do seu cunhado Zé Sereno, “Novo Tempo” participou a eles o que havia lhe feito o coiteiro  Zé Vaqueiro. E a partir daí, Zé Sereno criou ódio, e sem muita demora, ordenou a vingança sem perdão e sem piedade.

E com ordem do chefe de subgrupo de Lampião os cangaceiros Juriti, Sabiá, Mergulhão e Marinheiro foram ao encontro do vaqueiro. É possível que ao ver os cangaceiros em sua porta o vaqueiro deve ter os recebido como de sempre, e talvez não imaginasse que o “Novo Tempo” tinha escapado. 

E lá, ele foi amarrado, xingado, levando boas bofetadas, além de chicoteadas e pontapés, sendo obrigado a cortar xiquexiques e mandacarus, e destes Cactáceos, fizeram uma cama; depois de despido, o coiteiro Zé Vaqueiro foi jogado sobre os espinhos, morrendo pouco tempo depois todo ensanguentado saindo pelos furos dos espinhos. Tocaram fogo, deixando a labareda se alimentando das gorduras do infeliz Zé Vaqueiro.

domingo, 28 de junho de 2020

O CANGACEIRO VOLTA SECA PERDEU-SE QUANDO DISSE QUE TERIA VISTO MARIA BONITA VIVA, E 33 ANOS DEPOIS AFIRMOU QUE ELA MORREU JUNTA COM LAMPIÃO.

Por José Mendes Pereira

Em 7 de abril do ano de 1948, Antônio dos Santos, conhecido no mundo do crime como sendo o cangaceiro "Volta Seca" (conferir no site no final da página), em entrevista à imprensa, declarou que Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita do capitão Lampião (informação sem fundamento), ela não morreu na madrugada de 28 de julho de 1938, quando aconteceu a chacina aos cangaceiros, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, em terras de Porto da Folha, que atualmente é Poço Redondo. Segundo ele, ela estava viva, e que teria a encontrado em uma das suas fugas da Penitenciária de Salvador, no Estado da Bahia. 

Sou admirador do amigo Volta Seca, mas não posso acreditar no que falou, e acho que ele estava querendo aparecer de terno e gravata aos seus entrevistadores, por ser uma informação sem fundamento.

A foto não tem o nome da pessoa que a coloriu, então eu não vou ariscar de quem seria o trabalho artístico.

Para você leitor, que quer saber da verdade, é que no ano de 1973, quando o cangaceiro foi entrevistado pelo jornal "O Pasquim" tendo os seguintes jornalistas: Jaguar, Millôr, Ziraldo, Aparício e Sérgio Cabral, ele disse que Maria Bonita gostava tanto do capitão Lampião que findou morrendo junta com ele. 

Veja o depoimento do cangaceiro "Volta" Seca aos jornalistas que eram de "O Pasquim".

(...) 

"Volta Seca" interpretando as palavras de Lampião e Maria Bonita.

No caso, seria Lampião e Maria Bonita conversando no primeiro encontro em Malhada da Caiçara, segundo o site dito pelo o cangaceiro, ela insistindo que a levasse para participar do cangaço, e ele sempre a aconselhando que não dava certo. Vamos ouvir o casal conversando:

(...)

- Bom, o seguinte é esse, você não pode ir comigo, minha vida é a pé, é a cavalo, é de todo jeito, é pelos matos... - Disse Lampião. 

Maria Bonita insiste dizendo-lhe: 

- Eu vou também!

E o capitão Lampião rebate novamente: 

- Mas eu posso morrer hoje, amanhã...

Maria Bonita novamente teimava:

- Eu morro junta com você. Mas num lhe deixo mais.

E num deixou mesmo, terminou morrendo junta com ele mesmo. - Palavras do "Volta Seca". 

E por que o cangaceiro "Volta Seca" desmentiu ele mesmo, quando afirmou aos jornalistas, que em 1948 Maria Bonita estava viva, porque  havia se encontrado com ela  em uma das suas fugas da Penitenciária de Salvador, no Estado da Bahia? 

Dona Cyra Britto e o capitão João Bezerra da Silva

No dia 11 de abril do ano de 1948, o capitão João Bezerra da Silva, Militar do Estado de Alagoas, nascido  no ano de 1898, e faleceu em 1970, que foi o chefe da operação da Grota do Angico, em Poço Redondo, no Estado de Sergipe, tendo sido ele que desmanchou o coito dos cangaceiros  da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia.", eliminando 11 cangaceiros, incluídos na chacina os reis do cangaço, o capitão Lampião e sua amada Maria Bonita; o capitão militar desmentiu a declaração de "Volta Seca" que Maria Bonita não fora morta junta com os outros bandoleiros. 

Disse o militar: 

“Não atino porque "Volta Seca" vem agora (dez anos depois) com essa invencionice”.

O capitão João Bezerra da Silva tinha toda razão de desmentir quem não cumpriu com a sua palavra firme e real. O Volta Seca deixou de ser um elemento confiável no que diz respeito à entrevistas. Com esta, não há dúvida que ele foi o primeiro a inventar que Maria Bonita e Lampião escapou da chacina de Angico, apesar dele não falar o nome do rei do cangaço no seu depoimento

você amigo leitor, para não ficar com uma pulga detrás da orelha, e achando que eu estou com invencionice, assim disse o capitão João Bezerra da Silva com a confirmação mentirosa do cangaceiro Volta Seca, confira cuidadosamente nos sites abaixo. E se não quiser ler o texto por completo da entrevista que cedeu o "cangaceiro Volta Seca" ao "Jornal O Pasquim", procura a parte de Maria Bonita. A entrevista é muito extensa, e onde fala nela é mais próximo ao final da página.

Veja bem: Em 1932, o cangaceiro "Volta Seca" foi preso. E na madrugada de 28 de julho de 1938, Maria Bonita foi assassinada na chacina da Grota do Angico, e nesse intervalo entre 1932 a 1938, período de seis anos, anos da sua morte, o facínora não teria se encontrado com ela, por ser ainda a companheira do capitão Lampião, e jamais  ela abandonaria o seu marido para andar sozinha por aí, principalmente pelas ruas das cidades de Salvador na Bahia, ou em qualquer outro Estado. 

De 1938 até o ano de 1951, este último ano em que o "Volta Seca" foi solto, de forma alguma teria encontrado a rainha Maria Bonita em lugar nenhum. A companheira do perverso e sanguinário capitão Lampião já estava morta". O amigo Volta Seca quase se tornava num embusteiro.

Eu sou um amigão do cangaceiro Volta Seca e já que não tem mais jeito de serem só coisas da paz",  tenho muita admiração pelas suas aventuras, mas ele desmente a si mesmo, quando em 1948 afirma que teria se encontrado com a cangaceira em uma das suas fugas da Penitenciária de Salvador. E em 1973, 33 anos depois que havia afirmado ter visto a rainha do cangaço, ele disse aos repórteres do jornal "O Pasquim" que Maria Bonita morreu junta com o capitão Lampião. 

Prova que alguns deles que participaram da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia." diziam o que bem queriam aos entrevistadores, isto é, alguns puxavam a sardinha para o seu prato, e muito lamentável que tentavam criar as suas histórias cabeludas. Mas ainda acreditamos que no meio dessa gente teve cangaceiro que fez o seu papel como depoente e com muita responsabilidade, só informando o que ocorreu no cangaço com seriedade. Um deles, segundo o cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira e outros pesquisadores famosos e de responsabilidades,  Manoel Dantas Loyola, o cangaceiro "Candeeiro" era um homem sem mentiras. Só falava a verdade.

Morre Candeeiro, último integrante do bando de Lampião - Jornal O ...
Cangaceiro Candeeiro

Manoel Dantas Loiola no cangaço era conhecido como Candeeiro, e era pernambucano de Buique. Nasceu em 1916 em Buíque e faleceu em Arcoverde em 24 de julho de 2013. Foi um cangaceiro integrante do bando de Lampião. 

Entrou ao cangaço quando a fazenda onde trabalhava no Estado de Alagoas foi cercada pelo bando de Lampião. Recebeu do próprio comandante o seu apelido, ao se destacar num combate em Angico, em 1937. Sua principal missão, porém, era entregar cartas aos comerciantes para exigir pagamentos. Também era conhecido como Seu Né.

O cangaceiro Candeeiro faleceu  aos 97 anos, em um dos hospitais em Arcoverde, onde havia sido internado depois de sofrer um derrame. Deixou esposa e cinco filhos.

Aqui estão os links à sua disposição leitor, os quais são sites famosos e de responsabilidades. Então clique neles para conferir o que eu falo sobre as informações meio sem graça dadas pelo o ex-cangaceiro "Volta Seca". 

As provas estão nos sites, mas lembrando que o que eu escrevi não tem nenhum valor para a literatura lampiônica. São apenas as minhas inquietações. 


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CANGACEIRO GORGULHO.

    Por Fabio Costa Este Cangaceiro estava no grupo de Mané Moreno em Poço da Volta quando em meio ao forró foram emboscados pela volante de...