Cada um de nós que estuda "cangaço" e principalmente quando se refere à empresa do capitão Lampião, tem a sua opinião, e não podemos desmerecer quando se trata de suposição. Mas quando é invencioníces, coisas que não aconteceram no cangaço e nem isoladamente com cangaceiros, todos os estudiosos deste tema, e aqueles que foram às caatingas para registrarem as verdades, têm obrigação de protestar a falsa informação. A literatura lampiônica não tem espaço para acomodar assuntos mentirosos sobre ela.
Sobre o velho guerreiro Lampião, uns dizem que ele era herói, outros o classificam como bandido, outros como um simples covarde, e outros dizem o que bem querem, vão mais além do normal. Mas é assim mesmo, porque são opiniões. Todo estudo tem as suas crenças e as suas contrariedades. porque, enquanto um opina assim, assim,,. outro já se vira e contraria tudo de uma hora para outra.
Desde do ano de 2008, todos os dias que Deus me dá, pela manhã, bem cedinho, eu me arrumo com os meus equipamentos de pesquisa, e bem camuflado para não me verem, sigo os passos do capitão Lampião e seu admirado bando de cangaceiros, dentro dos cerrados sertanejos. Vez por outra, sou necessário recuar, porque eles são como abelhas quando perseguidas pelos seus predadores.
Há anos que sou patrocinado pelos pesquisadores, escritores e cineastas, que amigavelmente, diariamente, me entregam o material para eu segui-los. Mas ainda me falta tanto chão para percorrer e registrar o que os cangaceiros fazem dentro da mata, porque, o tempo não foi ainda suficiente para acompanhá-los por todos os lugares que eles vão. Também, a literatura lampiôncia é bastante vasta, e não é fácil segui-la tão rápida como se pensa.
Nessas minhas andanças seguindo os facínoras presenciei o começo das desavenças da família Ferreira com o senhor Zé Saturnino, ou vice-versa, mas ainda eu não descobri quem tem razão nesta briga de vizinhos. O Zé Saturnino diz que quem começou a desavença foram os Ferreiras, e a razão é sua. Já os Ferreiras também se acham vítimas de um homem que se fazia amigo da sua família, e de repente, sem menos eles esperarem, se transformou em um grande adversário.
Presenciei também uma certa parte de invasões que o capitão fez por este sertão nordestino. Mas vi também o Lampião sendo assassinado, juntamente com a sua rainha Maria Bonita e mais nove cangaceiros da sua empresa, mortes todas feitas pelas forças policiais do tenente João Bezerra da Silva, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, em Porto da Folha, atualmente Poço Redondo, no Estado de Sergipe.
Eu também não tenho como afirmar que o meu amigo de andanças nas caatingas, o capitão Lampião foi herói. Na minha humilde e não válida opinião, ele nunca foi herói, mas também não quero o chamar de bandido, para não ferir os seus familiares, e assim, o considero como um verdadeiro delinquente, doente mental, que não quis obedecer a lei por desejo próprio, que não respeitava as regras ou não fazia o dever de casa no momento certo, ou ainda não aceitava seguir as regras de um grupo social de homens. O capitão Lampião não obedecia a lei, porque sabia muito bem que ficavam impune todas as desordens praticadas por ele.
Pedra da Emboscada, Fazenda Pedreira, Serra Talhada, Pernambuco.
Foi por trás dessa pedra que Zé Saturnino se escondeu e meteu bala contra Lampião e os seus irmãos. O motivo seria uma desavença entre vizinhos, causado por duelo abortado por Zé Saturnino, filho de pessoas que tinham muitas posses e que moravam vizinho as terras de Lampião e família.
"Lembrando ao leitor que, o que eu escrevi não tem nenhum valor para a literatura lampiônica, e nem contraria de forma alguma o que os cineastas gravaram, e nem o que os escritores e pesquisadores já escreveram.
Maria Bonita e Lampião. - Colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.
É fantástico estudar sobre a vida de Maria Gomes de Oliveira a rainha do cangaço a “Maria Bonita” e seu companheiro Virgolino Ferreira da Silva o rei do cangaço “Lampião”, mas, desde que seja um estudo gratuitamente, sem pressão, sem obrigação de maneira alguma, livremente, que possa usar tudo que se sabe e o que aconteceu durante a vida do casal de cangaceiros, e depois da sua morte. Com respeito ao infeliz casal de cangaceiros que o destino preparou para ele um monte de tristezas durante a sua vida aqui na terra. Que os seus familaires desistam de cobrar valores.
Deixa que os estudiosos do cangaço preparem a literatura do sofrido casal de facínoras, e que organizem a sua biografia. Deixa o casal viver em paz, pelo menos o seu nome, no meio de quem tem interesse de registrar o seu passado. Que não seja proibido e nem cobrado valores para o uso do seu nome e da sua foto nos lugares que as pessoas tentam homenageá-lo. Deixa Maria Bonita desfilar nas praças, nos clubes... Quantas pessoas amam a Maria, e que nem fazem parte da sua família, enquanto outros o que mais querem, é usarem o seu nome como mercadorias que são vendidas.
Lembrem-se que a vida é curta, e depois que todos os familiares partirem para outra esfera, quem irá cobrar de quem usa o seu nome e a sua foto, hein?
Valores monetários são valores que se desvalorizam com o passar do tempo, mas uma biografia feita por quem entende, será eterna. Deixa Maria Bonita enfeitar as vitrines das lojas, dos hotéis, das pousadas, dos clubes... Deixa que o estudo sobre ela siga em paz...
Itamar Lima quando criança. - Crédito da imagem Jean Carlos Pereira Rodrigues
O dito popular é: "quem procura, acha!".
Itamar Lima é filho de "Alcimar Campos" nossa prima, e de "Cristóvão Lima". Com a separação dos seus pais, ainda pequenino, foi morar na Barrinha (onde lá a maioria dos Néos nasceu), com meu tio José Néo Pereira, minha avó Heculana Maria da Conceição e minha tia Maria Nísia Pereira, avó do Jean Carlos Pereira Rodrigues, nosso primo, os quais cuidaram dele até perto da maioridade, e, posteriormente, ele desejou ir para a companhia do pai biológico, que residia e ainda reside em Macau no Rio Grande do Norte, tendo sido entregue no ano de 1985, ao seu pai, pelo meu pai Pedro Nél Pereira.
Esposa e o Jean Carlos - crédito da imagem - Jean Carlos Pereira Rodrigues
Depois da sua saída do sítio Barrinham e da companhia de toda família Néo todos os contatos foram cortados, e ninguém tinha ideias por onde andava o Itamar Lima. Mas, durante 8 anos, Incansavelmente, o Jean Carlos viveu na esperança de um dia encontrá-lo. Até que este dia chegou.
... e Alzimar Pereira Campos tia do Itamar
Alzimar Campos Pereira que é sua tia por parte de mãe, também se envolveu nesta procura, através do facebook. Assim como eu que o procurava nas redes sociais. Mas tanta luta para o encontrar, Alzimar e eu, não obtivemos sucesso.
Mas só agora, depois de 8 anos, Jean Carlos, o primeiro que tentou descobrir por onde ele andava, o encontrou, e está bem pertinho de nós, na Redinha, na capital do nosso Estado do Rio Grande do Norte - Natal.
Itamar Lima - crédito da imagem Jean Carlos Pereira Rodrigues
Quando Itamar foi embora para a companhia do seu pai minha avó e minha tia Maria Nísia ainda estavam vivas, mas ambas faleceram no mesmo ano. O José Néo Pereira que era considerado o pai adotivo do Itamar, faleceu no ano 2 mil, e infelizmente não teve o prazer de reencontrá-lo.
Itamar Lima - crédito da imagem Jean Carlos Pereira Rodrigues
Um triste acidente aconteceu com o Itamar.
Não me recordo o ano, nem muito menos o dia e o mês, mas isso se passou na Barrinha, onde ele morava com a minha avó e tios. Ao lado da casa do Dedé Rodrigues, pai do Jean que o encontrou, estava uma carroça estacionada, e o Itamar que brincava com outra criança, tentou se esconder em baixo dela. Só que ele não sabia que lá deitado, estava um cachodo, e não mais me lembro a quem pertencia o animal, se era do Dedé Rodrigues ou do presidente (Zé Néo).
Por infelicidade e pouca sorte, o Itamar pisou na calda do cão, e para se defender ou mesmo como vingança, ele pegou de cheio na sua boca, rasgando os lábios infeiror e o superior. Foi muito sangue e aperreio, porque ele chorava bastante.
A sorte foi que, no momento, o fazendeiro Chico Soares - Chico do Leite como é conhecido na região, vinha para Mossoró em seu carro, e nos levou até ao hospital da Ciança, que ficava em frente a antiga linha de trem.
Quem veio com ele para acompanhar o Itamar até ao hospital, foi minha Tia Nísia, Enestina que era esposa do Chico e eu, que sem demora, fomos diretos para o hospital. Só saímos de lá depois que os procedimentos médicos foram feitos. Não sei se o Itamar Lima se lembra desse ocorrido. Talvez não, porque no período, ele ainda era muito criança.
Agora, toda família Néo está satisfeita e bastante agradecida ao primo Jean Carlos, por ter encontrado o Itamar Lima que tanto era procurado, e que um dia, com certeza, ele há de nos visitar aqui em Mossoró.
Além de ter encontrado o Itamar Lima eu também agradeço ao primo Jean Carlos pela liberação das fotos para postagens em meu blog.
As histórias sobre "cangaço" algumas são criadas facilmente e cabeludas, e rodam o Brasil inteiro como se fossem verdades; enquanto que outras que foram escritas pelos escritores e pesquisadores de responsabilidades, e que são reais, poucas pessoas acreditam, desejam mais as que não têm nenhum fundamento, como é o caso do surgimento da mentira que Lampião não morreu em Angico, e sim, no Norte do Estado de Minas Gerais. - https://josemendeshistoriador.blogspot.com/2021/05/sera-mentira-ou-verdade-que-lampiao-de.html
Vejam o que encontrou o professor e pesquisador do cangaço Ruy Lima escrito pela Editora Saraiva, com o título "Por Dentro da História".
Professor Ruy Lima
Diz Ruy Lima:
Será mesmo?
A famosa Editora Saraiva publicou uma coleção denominada "Por Dentro da História", formada por vários autores, a qual, como diz o coordenador da coleção, "reconta a História empregando o recurso literário, ou seja, traz histórias sobre a História, Com grau de aprofundamento compatível com o público leitor, os livros abordam de forma crítica e analítica temas históricos presentes no currículo escolar."
Assim escreveu o coordenador da coleção.
Mas, o que tem o cangaço a ver com isso?
Há um livro dessa coleção que me chamou muito a atenção. intitulado "CANGAÇO - A guerra no sertão da Republica."
Oxente! Nunca eu tinha imaginado que existisse um livro didático, de "História", sobre o Cangaço e, em especial, sobre Lampião.
Achei o livro interessante, com páginas ilustradas, parecendo um folheto, Mas, fiquei triste, muito triste mesmo, quando li o seguinte trecho na página 25 do livro, sobre o motivo pelo qual Lampião entrou para a vida de cangaço:
"Quando seu pai foi assassinado a mando da família Carvalho, de Serra Talhada, ele entrou para o bando de Sinhô Pereira com a intenção de dar o troco. Isso aconteceu em 1917." (Não bate com os estudos do cangaço. - blogdomendesemendes).
Já na página 61 (o livro tem 72 páginas e um questionário (?). o autor escreveu, referindo-se a Corisco, ao saber da morte do seu compadre Lampião: "Cheio de ódio e inconformado com a morte do Rei do Cangaço, matou outro acusado chamado Pedro de Cândido, e se pôs a perseguir todos aqueles que tivessem o sobrenome Bezerra, simplesmente imaginando que fossem aparentados do tenente João Bezerra," Meu Deus! Já ouvi histórias de trancoso, contadas por minha avó, de Belo Jardim, mais verídicas do que essas. (Menos verdade. (Menos verdades. - Pedro de Cândido foi morto no ano de 1941. (Não bate com os estudos do cangaço -
Nascia hoje (ontem) o homem mais destemido que esse nordeste já teve. Ele escreveria sua história a ferro e fogo, deixaria suas marcas por onde passasse... Lampião viveu e morreu cercado de mistérios, e até hoje é um enigma a ser desvendado.
Lampião não foi um homem comum. Era inteligente,sabia de tudo um pouco, era "médico", curandeiro, conhecedor das ervas e seus poderes medicinas, fazia o parto das cangaceiras quando não tinham para quem pedir ajuda, foi artesão e cantador.... em plena caatinga, sabia exatamente onde encontrar água.
Sabia a direção que seus inimigos tomavam, conhecia os atalhos para desviar deles sem deixar rastros. O que causa admiração em muitas pessoas, não foram os crimes por ele cometidos, mas a jeito de viver e se defender das armadilhas da vida e dos seus inimigos, foi a sua perspicácia, o jeito guerreiro de enfrentar os desafios pela vida impostos.
O cangaceiro Lampião nos primeiros momentos de sua vida no Cangaço - https://tokdehistoria.com.br/2020/02/15/1921-os-primordios-da-saga-de-lampiao/
Lógico que eu não tenho nenhum tiquinho de conhecimento sobre economia, e nem tão pouco como caminha o Brasil em relação a valores, porque isso é assunto para economistas e pessoas instruídas em moedas, mas tentando satisfazer aos meus id, ego e superego, percebo que Virgolino Ferreira da Silva, o famoso e sanguinário capitão Lampião, foi um dos cangaceiros que mais prejudicou a economia do nordeste brasileiro.
Antonio Silvino - http://omundocomoelee.blogspot.com/2013/08/antonio-silvino.html
O afamado cangaceiro conhecido como "rifle de ouro" Antonio Silvino foi o primeiro antes de Lampião, mas não fez tantas estripulias sangrentas quanto fez o vesgo, e nem invasões que ultrapassassem os seus limites como desordeiro do sertão do Brasil. Antonio Silvino usou o seu limite como bandido.
No tempo de Lampião os sertões e as cidades nordestinas viviam preocupados, porque temiam uma possível visita do facínora, e principalmente, quando se tinha notícia que ele e seus comandados estavam em determinada região de um dos sete Estados do nordeste, e aí, sofriam todas as classes sociais, sendo elas: camponeses, fazendeiros, indústrias, comércios, vilas, vilarejos, pequenas cidades, porque eram obrigados a fecharem as suas portas, temendo a visita do marginal e seu grupo a qualquer hora, e com os fechamentos das portas das atividades, a economia despencava de vez, só porque não se fabricava e nem se vendia nada. E assim, o dinheiro deixava de circular no meio da população, tanto sertaneja como das pequenas cidades.
Mas muitas autoridades policiais, judiciárias e municipais tiveram culpas, porque, além de apoiarem o velho guerreiro, algumas delas davam apoio total a grupos de cangaceiros que pertenciam ao próprio Lampião, fazendo com que o poder moral do comandante fosse respeitado nos lugares por onde ele passava. E assim, o capitão fez vítimas causadas por pessoas que o apoiavam, quando deveriam ter evitado tantas mortes praticadas por ele.
Lampião não era um bandido qualquer, e sim, um bandido de fama nacional, e até mesmo internacional; um bandido que causava medo por onde passava. Um bandido dono de uma coleção de astúcias e crimes, e tudo que ele fazia de ruim, era bem calculado para não errar, contrário, seria vítima de si mesmo; e cada crime e astúcia praticados por ele, alguém estaria pronto para ser punido, com boas lapadas de chicotes, morte ou coisas semelhantes, iria ser assassinado com tiros a queima roupa, ou sangrado por punhal. Lampião era uma fera humana que metia medo a quem ficava à sua frente, e incomodava bastante a população sertaneja. Louco aquele que não desejava obedecê-lo, mas sabia que poderia pagar muito caro a sua desobediência na presença de Lampião.
Mas segundo os remanescentes de Lampião, e um deles, o ex-cangaceiro Balão, afirmou que o facínora não castigava ninguém sem motivo. Toda conta que ele cobrava de alguém, de qualquer jeito, tinha sempre a procedência, e uma delas era a covardia. O capitão não sabia de jeito nenhum perdoar a falcidade. E ele estava certo.
Lampião e seu grupo de cangaceiros - https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49505229
Era nele que os seus comandados depositavam confiança. Sem o capitão Lampião à frente no comando de um combate, mesmo sendo um grande grupo de desordeiros, eles se consideravam como formigas sem formigueiro, ou uma colméia sem a sua abelha rainha. Para eles, Lampião era um protetor das suas vidas, muito embora, um Deus do mal, mas era, porque ele tinha as suas amizades com grandes pessoas que eram autoridades, e assim, ele conseguia bem o que queria, e o seu grupo se sentia mais ainda protegido.
Até os homens da lei que o procuravam nas caatingas para eliminá-lo, temiam que o capitão Lampião fizesse uso das suas astúcias e os matassem nas tocaias covardes. Mas a covardia entre perseguidos e perseguidores faz parte de qualquer combatente, seja ele qual for. O desejo de cada um, tanto cangaceiro como volante, é matar, mas não deve esquecer que, o risco que corre o pau, corre o machado. Ninguém está no meio de um combate pensando que é uma guerrilha de brincadeira. E para se salvar dos estilhaços de balas, é ter o cuidado de não se descuidar, porque se facilitar, será uma presa fácil para os inimigos, do contrário, cairá sem vida entre aquela caatinga desprotegida de proteções. Então, é cada um por si e Deus por todos.
Será que o velho cangaceiro nasceu mesmo para ser bandido, ou o destino o fez? Cada um de nós veio ao mundo para cumprir uma missão, e a dele foi mesmo ser bandido, Mas acho que Lampião e seus irmãos nasceram mesmo para fazerem vítimas por onde passavam.
Informação: Estes parágrafos que escrevi são apenas pensamentos meus, e de forma alguma, prejudicará a literatura lampiônica e nem tão pouco os pesquisadores, escritores e cineastas.
Ninguém é obrigado a concordar comigo, porque discordar faz parte de cada um estudioso do cangaço. E se acha que estou conversando coisa com coisa, tranquilo fico se entrar em oposição, me explicando a razão das minhas falhas sobre o que escrevi, só assim irei aprender mais sobre o cangaço. O estudo cangaceiro é livre para se opinar. Não para informar fatos que não aconteceram.
Jamais ficarei chateado se você leitor, ficar contra as minhas opiniões. Não podemos mentir sobre este tema tão importante, mas cada um de nós é dono do seu raciocínio e opinião que traga a verdade. Opine, caso queira, mesmo discordando da minha.
Se já tivesse sido feito o exame de "DNA", na ossada do Lampião de Buritis, indivíduo nenhum faria esta pergunta a ninguém.
É de se estranhar e nem acreditar que tem gente que confirma que este senhor à direita era Virgulino Ferreira da Silva, o afamado e perverso capitão Lampião do nordeste. O certo é que, os cangaceiros que estavam lá na Grota do Angico, na madrugada de 28 de julho de 1938, no Estado de Sergipe, em Porto da Folha, terras atualmente pertencentes à cidade de Poço Redondo, afirmam com convicção, que Lampião e Maria Bonita foram ali mesmos assassinados pelas armas comandadas pelo tenente João Bezerra da Silva.
Foto feita na Grota de Angico 28-07-1938 após à chacina aos cangaceiros
Mas esta dúvida já deveria ter sido esclarecida, pois a Secretaria de Cultura de Serra Talhada, tem obrigação de provar sim ou não, através de exame de “DNA”, feito com a ossada do fazendeiro Lampião de Buritis, e depois de tudo pronto, entregar aos brasileiros e ao mundo, a verdade sobre a morte do rei Lampião no Estado de Sergipe ou no Estado de Minas Gerais.
O radialista Cid Charles neste vídeo abaixo sobre exame que identificou suposto Lampião do nordeste em Minas Gerais, através de três fotografias, as quais, foram feitas comparações, diz que foi comprovado que era realmente o Lampião do nordeste.
Será que este suposto exame de comparações com fotografias é real, ou é apenas uma maneira de afirmar que Lampião não morreu em Sergipe? Segundo o radialista, o nome do exame é "prosoprométrico".
A foto anterior mostra que o olho direito do verdadeiro Lampião tem glaucoma, emquanto que o outro Lampião de Buritis não apresenta nenhuma cegueira no seu olho, apenas a pálpebra superior está um pouco arriada.
Ver-se também que o queixo do Lampião verdadeiro era fino, e o queiro do Lampião de Buritis era bastante largo, e mesmo envelhecendo, se não diminuir, não há como aumentar a largura de mandíbula de animal nenhum, muito menos de ser humano.
O livro do fotógrafo e escritor José Geraldo Aguiar (já falecido), comprova a fuga do rei Lampião naquela madrugada, e foi residir no Norte de Minas Gerais. O livro ainda indica o cemitério onde o suposto cangaceiro foi sepultado, dia, mês e ano. Então, para isto, não há mais dúvidas de uma possível comprovação (sim ou não), é só a Secretaria de Cultura de Serra Talhada querer fazer o exame de "DNA" com a ossada do Lampião de Buritis.
Sinhô Pereira e seu primo Luiz Padre
Veja bem! Quando o Sinhô Pereira tentou fugir do nordeste pela primeira vez, com intenções de desistir da vida que levava, isto é, "o cangaço", esta tentativa não deu certo, só em 1922 que conseguiu, acompanhado do primo Luiz Padre, e foi muito difícil sair do nordeste, rumo ao Estado de Goiás, porque as perseguições das volantes policiais eram tantas que não lhes davam meios de fugas.
Clique no link abaixo, - http://www.piracuruca.com/index.php/historia/169-chefe-de-lampiao-foi-expulso-do-piaui.
E naquela época leitor, o sertão nordestino era quase sem estradas, imagina 16 anos depois, como foi que o rei Lampião, um bandido afamado e perseguido por 7 Estados do nordeste brasileiro, conseguiu sair dessas terras, sem ser visto pelos seus perseguidores, quando os Estados já estavam quase totalmente traçados e bem traçados por estradas, construídas pelos governos Estaduais e Federal? Não tinha como da noite pro dia o rei Lampião caminhar em busca de Minas Gerais, sem que nenhuma autoridade militar do nordeste brasileiro o incomodasse.
Para que o capitão Lampião tivesse fugido do nordeste em busca de Minas Gerais, teria ele se preparado pelo menos 2 meses, usando toda a sua estratégia para a fuga. E isso não aconteceu antes, já que os seus remanescente não confirmaram em suas entrevistas que o facínora vinha planejando uma possível desistência do cangaço. Só na noite anterior à chacina, foi que ele comunicou aos bandidos que estava querendo ir para Minas Gerias. "Quem quisesse ir com ele que o acompanhasse, e quem não quisesse ir, ele não ficaria chateado com nenhum deles". Interessante é que o capitão Lampião conhecia bem o nordeste, e não o Sudeste, região que nunca tinha posto os seus pés por lá.
Eu, mesmo sendo apenas um estudante do cangaço e com pouca bagagem na minha pasta mental, porque não sou um pesquisador de campo, não tenho dúvida, Lampião e sua rainha Maria Bonita foram assassinados lá na Grota do Angico, na madrugada de 28 de julho de 1938. Eu não estava lá, mas foram mortos ali mesmos.
Manoel Dantas Loyola o cangaceiro Candeeiro
Manoel Dantas Loyola que no mundo do crime era conhecido como sendo o cangaceiro Candeeiro, e que era um homem sem mentiras e bastante firme nas suas respostas, quando entrevistado pelo cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira, ele afirmou que o rei do cangaço Lampião e sua rainha Maria Bonita morreram lá na Grota do Angico, naquela madrugada triste, do dia 28 de julho de 1938.
E por que nós que não estávamos lá queremos duvidar de quem lá estava? É apenas questão de querermos contrariar a história sobre "Cangaço", ou aceitarmos para fugirmos do assunto e não opinarmos.
Aqueles que são funcionários e estudiosos da Secretaria de Cultura de Serra Talhada, deveriam solicitar da Secretaria o apoio para este fim, desvendar a morte ou não dos cangaceiros Lampião e Maria Bonita, rumando à Minas Gerais para retirarem materiais da ossada do Lampião de Buritis, ou da sua filha que vive por lá, para serem usados no exame de "DNA", e confirmar, sim ou não o Lampião verdadeiro. A Secretaria tem tempo para isso, antes que o túmulo do fazendeiro de Buritis seja deteriorado pelo tempo no cemitério. O certo é que, quando se fala gastar com cultura, parece que o dinheiro tem vergonha e se esconde.
Informação ao leitor: Não sou sábio no que se refere a cangaço, apenas me divirto, e o que escrevi, não prejudica o que os escritores, pesquisadores e cineastas já registraram.
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas. Desculpa-o antes, porque faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância.
Guarda na mente este lembrete quando estiver no trânsito. Não se exalte. Calma! Calma!
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