quarta-feira, 3 de abril de 2024
NOS ANOS 60 E 70 AS TERTÚLIAS ROLAVAM SOLTAS NO MEIO DA NOITE
sábado, 16 de março de 2024
ELEGANTE, BONITA, BEM PRODUZIDA, PASTA EM UMA DAS MÃOS, MAS TÃO DESVALORIZADA!
Por José Mendes Pereira
Do alto de um sótão observei o seu jeito que vinha caminhando pela rua despreocupada, de salto alto sempre procurando um jeito para colocá-lo sobre as pedras, talvez, temendo ficar agarrado entre uma pedra e outra. Elegante, bonita, bem produzida, pasta em uma das mãos, morena, os seus cabelos longos e lisos voavam através do vento que nascia no Norte e se dirigia para o Sul. Uma elegância perfeita, lustrosa, bem produzida, sem defeito. Que pena que é tão desvalorizada!
Não senti o cheiro do seu perfume devido à distância, mas sei que com aquela elegância toda, ela estava muito bem perfumada, muito cheirosa, e só podia ser uma secretária executiva de uma autoridade qualquer, quem sabe, de um prefeito municipal, de um esculápio que não era empregado do "SUS", de um advogado de fama, de um delegado, de um promotor de justiça ou de um juiz que bate o martelo na mesa e sentencia um réu qualquer para pagar por detrás das grades o seu erro. Toda sua sabedoria estava enfiada em uma bolsa luxuosa segurada por uma das suas belas mãos.
Mesmo um pouco distante do sótão vi que o seu olhar era brilhante, cheio de esperança, agradecendo o que fez ontem com perfeição, no hoje que começa e no amanhã que há de vir. Sorriso nos lábios diante de todo o seu rosto. A alma fazia crer, que aquele dia seria mais um belo espetáculo que iria apresentar para os seus assistentes apreciarem e julgarem o seu trabalho. Não é em um trapézio que ela apresenta o seu espetáculo, porque ela não é trapezista, nem tão pouco bailarina ou moça de circo, aquela que faz os espectadores admirarem o seu vai e vem nos instrumentos de espetáculos; nem pensar em ser uma assistente de autoridade qualquer, mas apresenta o seu espetáculo que instrui, informa e forma a todos aqueles que sentados a esperá-la entre quatro paredes.
Aos poucos ela foi sumindo, sumindo e não a vi mais. Nem de perto e nem de longe. Ela caminhou para ocupar o seu ofício em qualquer lugar.
Fiquei pensando um bom tempo sobre aquela mulher que elegantemente passeava entre as ruas do meu bairro. Desci do sótão e perguntei a uma senhora que varria a sua calçada se a conhecia. E sem demora, a resposta chegou:
- Eu a conheço muito! Ela é minha prima.
- Ela trabalha aqui por perto?
- Ela é professora de uma escola que funciona do outro lado deste quarteirão...
- Sabe me informar quanto ela ganha?
- Um pouco mais de 1 salário mínimo.
Não suportei. A minha mente desmoronou os meus neurônios como se o meu célebre tivesse sido banhado por uma porção de sangue vencido.
Tão elegante, tão bonita, bem produzida, pasta em uma das mãos, e dentro da pasta carregava o seu material de trabalho, mas tão desvalorizada!
O que faz o Congresso Nacional que deixa um professor ganhar um pouco mais de...?
Tanta elegância, tanto carinho pela educação, tanto esforço, tanto amor pelos seus discípulos, tanta esperança que um dia isso poderá mudar..., entra ano e sai ano, e a educação continua de mal a pior, triste, doente, na UTI da irresponsabilidade de um congresso que só pensam e si. Um país tão rico e tão lindo...
Somente os professores continuam sonhando todos os dias que Deus dá, e insiste dizendo que vale a pena sonhar, mesmo sendo desvalorizados. A esperança na verdade é a última que morre, e não adianta abandoná-la.
Sou professor aposentado e vejo que todos aqueles que continuam no ofício, sonham que um dia virá o melhor, mas é muito impossível que isto venha acontecer.
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2023
“A HUMILDADE FAZ MAIS HISTÓRIAS DO QUE A ARROGÂNCIA"
domingo, 24 de setembro de 2023
AS QUATRO MUDANÇAS DO BICHO HOMEM.
Autor José Mendes Pereira
Quando Deus criou o
mundo
Pois logo a vida em
ação
Distribuiu em
espécies
Pra não haver
confusão
Deu “FASE” pra cada
ser
E o homem tinha que
ter
Na vida bom coração.
O bicho homem é
machão
Mas só é até aos
trinta
Novo, robusto e
valente,
Corajoso e boa pinta
Não tem medo do
perigo
Canta até mulher de
amigo
Mesmo que ela não consinta.
Toda noite sai pras
farras
Atrás de moça donzela
Arranja de qualquer
jeito
Não importa o tipo
dela
Não faz mal que seja
pobre,
Bem melhor que seja
nobre,
Mas gosta de todas elas.
Na balada dança muito
Não para nenhum
instante
Grudado na cavalheira
Achou-a naquele distante
Faz rodeio no salão
Mostrando que é
machão
E se sentindo importante.
Dinheiro tem de
montão
Pra gastar na noite
inteira
Vez por outra uma
cerveja
Faz àquela bebedeira
A cavalheira ofegante
Com seu sorriso
elegante
Gosta bem da
brincadeira.
Lá na festa se
apresenta
Como se fosse um
ricaço
A moça feliz na vida
Não pensa dele
fracasso
Bebidas pra todo
gosto
Quer mesmo mostrar o
rosto
Dentro do pequeno
espaço.
Assim que termina a
festa
Sai com ela passeando
No seu carro: “novo
ou velho”
A vida assim vai
levando
A sua linda dum lado
Faz-lhe esquecer o
passado
E assim é que vai
gostando.
Antes de raiar o dia
Em casa chega sem
planos
Vai ao quarto e lá se
deita
No rosto, coloca um
pano
A mãe lhe chama na
porta
Ele houve e não
importa
Pra não atrapalhar
seu sono.
Durante o dia
trabalha
Sempre pensando
enricar
Esquece que tem
família
Pais, irmãos para
ajudar
Quando chega o fim do
dia
Se enche de alegria
Pois pras farras vai
voltar.
E no vai-e-vem da
vida
Os anos vão se
passando
Não se lembra que a
velhice
Lentamente vai
chegando
Doenças, dores e
Vão o deixando mofado
Mas mesmo assim vai
gostando.
Assim que cai na real
Das mudanças em sua
vida
Logo fica encabulado
Lembra da época
vivida
Vai ao espelho se
olha
Pega água e o rosto
molha
E ver as rugas
nascidas.
Logo que completa os
trinta
Pensa logo em se
casar
Escolhe uma moça
linda
Diz que feia dá azar
Prepara casa e comida
Compra um monte de
bebidas
Pois festa vai ter no
lar.
Chega o dia do
casório
Feliz na vida ele
estar
Chamou um grupo de
amigos
Pra festa participar
Bebidas têm de montão
Carne de boi e leitão
Não vão faltar no seu lar.
Assim é que é a vida
De quem aos trinta
chegou
Viveu momentos de
glórias
E tudo que fez gostou
Admirou moças nobres
Namorou com moças
pobres
E com uma se casou.
Dos trinta aos
cinquenta anos
Entra na fase:
“JUMENTO”
Trabalha pra se
lascar
Vivendo num
sofrimento
Dedicado sempre aos
filhos
Colhendo feijão e
milho
Pra garantir o alimento.
Todo dia tem
problemas
Em seu lar pra
resolver
Falta tudo em sua
casa
Pois nada tem pra
comer
Arroz, farinha e
feijão,
Açúcar, carne e o pão
E nem água pra beber.
Durante o dia batalha
Pelo o pão da
filharada
Pra não ver ela com
fome
E nem pedindo na
estrada
Faz bico pra qualquer
um
Nunca rejeitou nenhum
Pois topa qualquer parada.
Se cai doente um dos
filhos
Logo tenta resolver
Tira a ficha e vai ao
médico
Para não o ver morrer
Mas dinheiro ele não
tem
No bolso nenhum
vintém
Pro remédio ele
trazer.
Quando a mulher cai
doente
Ele fica apavorado
Só lhe vem na mente
coisas
Que o deixa
desesperado
Faz oração todo dia
E pede a Deus que a
Maria
Se recupere ao seu
lado.
Quando o seu pai
adoece
Ele é quem vai resolver
Faz todas as
diligências
Só pra não o ver
sofrer
Leva logo ao hospital
Pro médico curar o
mal
Antes de o ver morrer.
Quando a filha perde
a honra
Já sabe o que vai
fazer
Aperta o seu namorado
Dizendo-lhe: - Pode
crer,
Se não se casar com
ela
Eu vou à sua goela
Pois sou homem até
morrer.
Mas o rapaz é valente
Diz: - Sou eu quem te
ameaço
Eu não me caso com
dona
Que já não tinha
cabaço
Ela é mais do que
galinha
Vive rodando a
bolsinha
Eu provo sem embaraço.
O homem fica sem
jeito
Mais não pode dizer
nada
Fica apenas
resmungando
O que disse o
camarada
Mas toda culpa é da
filha
Que abriu sua virilha
Pra àquela peste
tarada.
É assim o sofrimento
De quem vai para os
cinquenta
Mesmo sendo judiado
Quer ver se chega aos
sessenta
Pede a Deus pra não
morrer
Pois é nele que ele
crê
Pra ver se chega aos
setenta.
Dos cinquenta aos
setenta
Está na fase de:
"CÃO”
Fica rodeando a casa
Tentando dar proteção
Se dá ordem, ninguém
liga
E para não surgir
briga
Aceita de coração.
Se compra algum
objeto
Para casa ninguém
gosta
Um dos filhos lhe
pergunta:
- Por que comprou
essa bosta?
Ele fica encabulado
Perde até o rebolado
Mas fica sem dar
resposta.
Põe o chinelo num
canto
A filha mais nova
fala:
- Papai ponha essa
porqueira
Ali, bem fora da sala
O velho fica sem
jeito
Já sabe que está
sujeito
Sair de casa com a
mala.
Quando quer entrar em
casa
A filha não quer
deixar
Diz que a casa está
virada
E ela vai a estopar
Ele fica lá por fora
Já sabe que não tem
hora
Em sua casa entrar.
Se vai vestir uma
roupa
Vem outra logo o
reclama
Diz a ele: - A que
está suja
Não ponha em cima da
cama
Pois eu fiz limpeza
nela
Fiz no piso e na
janela
E se sujar sobre pra
dama.
Se tenta tomar um
banho
Vem outra e lhe diz:
- Cuidado!
Não deixe água no
piso
Pois eu já tinha o
lavado.
Ele a olha, mas se
cala
Resolve engolir a
fala
Pra não ser
desrespeitado;
E pra não criar
problemas
Ele se cala num canto
Aceita o que ela diz
Faz morada num
recanto
Da boca dela só sai
Palavras más com seu
pai
Mas não o chama de
santo.
Na hora que pede
janta
Ninguém liga o que
ele diz
As filhas se
entreolham
Com gestos que não
condiz
Ele percebe o
desprezo
Deseja que fosse um
preso
Talvez fosse mais feliz.
É assim o que acontece
Com quem vai para os
setenta
Voz ativa ele não tem
Imagine com oitenta
Vai ver o diabo de
chifre
Apontando-lhe um
rifle
Mas quer chegar aos
noventa.
Dos setenta aos
noventa
Está na fase:
“MACACO”
Todo mundo quer ri
dele
Ainda o chama de saco
A pele toda enrugada
A cara toda amassada
E o velho parece um caco.
Leva a vida quase só
Sem visitas de amigos
Rejeitado dos
parentes
Evitam ficar consigo
Uns lhe chamam de:
“nojento”
Outros: “velho rabugento”
Ainda dizem: “é
castigo”.
Depois que ficou
velhinho
Ninguém quer lhe
respeitar
Diz que ele está
caduco
Outro quer lhe
humilhar
Sempre lhe passam no
rosto
Isso só lhe dá
desgosto
Por quererem o
maltratar.
Quando cai doente,
sofre
Nas mãos dum filho
malvado
Vem e lhe pega por
trás
Deixando-o quase
aleijado
Ele sente o
sofrimento
Diz: - filho não sou
jumento
Pra ser assim
maltratado.
Se cai doente da
próstata
Diz: - Eu não tenho
coragem
Em ver o médico fazer
No meu reto
espionagem
Prefiro morrer sem
jeito
Mais não quero que o
sujeito
Em mim faça sacanagem.
Quando quer comer,
avisa
Diz pra velha: -
Estou com fome
Ela faz e põe na mesa
Mas ele olha e não
come
Em seguida quer café
Ela faz, ele não quer
E pra chatear se some.
Na hora de se vestir
Pega a calça e dá um
nó
Veste a camisa ao
avesso
Diz que é um paletó
Põe o chinelo no pé
Na cabeça, um boné
E diz: - Eu vou ao
forró.
Mas devido a
caduquice
Pensa ainda em
namorar
Veste a roupa e sai
de casa
Na intenção de
arranjar
Uma morena novinha
Cheirosa e bem
bonitinha
Só pra mão ele passar.
Mas lá na zona não
sabe
O que ali foi fazer
Senta-se ao pé da
mesa
Dizendo que tem
prazer
Em ver àquelas
meninas
Todas com roupas e
botinas
Mas nada pode fazer.
Quem não quiser
sofrer muito
Peça a Deus pra
perecer
Antes dos setenta
anos
Só pra vida não
sofrer
Pois se chegar aos
oitenta
E descambar pros
noventa
Vai sofrer até morrer.
Se você leu e não gostou, não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.
Biografia do autor:
José Mendes Pereira, filho
de Pedro Nél Pereira e de Antônia Mendes Pereira. Nasceu no dia 23 de maio d
1950, no Sítio Barrinha, município de Mossoró. Os primeiros anos primários
estudou na Escola Isolada de Barrinha. Concluiu o 5° ano na Casa de Menores
Mário Negócio, hoje extinta.
Foi tipógrafo durante
dez anos na Editora Comercial S/A.
Em 1969, fez o exame
de admissão na Escola Técnica de Comércio “União Caixeiral”, e sendo aprovado,
estudou o primeiro ano ginasial. E no ano seguinte, se transferiu para o
Ginásio Municipal de Mossoró, onde concluiu o ginásio.
Em 1973,
matriculou-se na Escola Estadual Jerônimo Rosado, e em 1975 concluiu o 2° grau
cientifico, nos dias de hoje, ensino médio.
Em 1976, inscreveu-se
no concurso vestibular da Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte
(FURRN), atual (UERN), em 1981, formou-se pelo Instituto de Letras e Artes da
referida universidade. Foi aluno fo curso de direito durante 2 anos, mas desistiu de segui.
Funcionário público Estadual, Professor aposentado, tendo trabalhado nas escolas: Escola Estadual Professor Manoel João, Escola Estadual José Martins de Vasconcelos e na Escola Estadual Antônio de Souza Machado. Não é poeta. Faz algumas estrofes por intuição.
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sexta-feira, 21 de abril de 2023
MARIA BONITA E O CANGACEIRO SABONETE
Por José Mendes Pereira
1910 - Benedita Gomes de Oliveira,
1913 - Antônia Gomes de Oliveira,
1916 - Amália Gomes de Oliveira,
1920- Joana Gomes de Oliveira,
1922 - Olindina Gomes de Oliveira,
Francisca Gomes de Oliveira,
Ozéas Gomes de Oliveira,
José Gomes de Oliveira,
Arlindo Gomes de Oliveira,
Ananias Gomes de Oliveira e
Isaías Gomes de Oliveira.
O cangaceiro Sabonete foi apelidado de Sabonete, por ser liso, escorregadio, e muito difícil de ser capturado, segundo algumas informações. Era irmão mais jovem do cangaceiro Borboleta.
Sabonete foi incumbido por Lampião para ser o guarda costas particular da sua rainha Maria Bonita, e nas batalhas era o responsável em levá-la para um lugar seguro, longe do tiroteio. Também ele ajudava nas tarefas diárias. Sabonete tinha como companheira a Catarina. Foi morto pelas volantes em 1937 na Bahia.
Morte do cangaceiro Sabonete
O cangaceiro Borboleta foi um dos que escapou da chacina aos cangaceiros na madrugada triste de 28 de julho de 1938, lá na Grota do Angico, em Porto da Folha, atualmente denominado de Poço redondo, no Estado nordestino Sergipe.
Quando houve a chamada de cangaceiros para se entregarem, indulto do presidente Getúlio Vargas, Borboleta em companhia dos cangaceiros Juriti e Maria, esposa deste último, foram ao encontro do perdão do capitão Aníbal Ferreira, lá em Jeremoabo, no Estado da Bahia.
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LAMPIÃO DE BURITIS MENTIU 70x7 PARA O CINEASTA JOSÉ GERALDO AGUIAR.
Por José Mendes Pereira
Após 17 anos de pesquisas, o escritor e cineasta José Geraldo Aguiar, natural de São Francisco no Estado de Minas Gerais, abandonou o seu estúdio fotográfico para coletar dados sobre o famoso capitão Lampião, que segundo ele, não teria sido assassinado em emboscada promovida pelas forças policiais na madrugada de 28 de julho de 1938, na localidade da Grota do Angico, em Porto da Folha, atual município de Poço Redondo, no Estado de Sergipe, e estas, todas comandadas pelo o tenente João Bezerra da Silva, que havia nascido na Serra da Colônia, município de Afogados da Ingazeira, no Estado de Pernambuco.
Baseado nas informações de um suposto Lampião que viveu alguns anos em Buritis, no Estado de Minas Gerais, o José Geraldo Aguiar ficou crente e informado que, o homem que supostamente se dizia ser o capitão Lampião do Nordeste do Brasil, era realmente aquele senhor que se escondia lá pelas terras da cidade de Buritis.
Mas é certo que este homem que aparece na foto acima, nunca foi e nunca será o sanguinário e perverso capitão Lampião, vez que a sua aparência, principalmente os seus olhos, são totalmente diferentes dos olhos do capitão que era cego do olho direito. O que tinha de defeito no olhar de Lampião de Buritis, era em sua pálpebra, e não na visão. Veja esta foto abaixo do capitão Lampião e compare com a do Lampião de Buritis que está lá no início do texto.
Segundo o fotógrafo-pesquisador José Geraldo Aguiar, o esquartejamento de Lampião e outros jagunços, não passava de uma farsa, vez que o verdadeiro cangaceiro teria desistido do ofício antes da emboscada, juntamente com Maria Bonita e outros seguidores, fugindo para a cidade de Paulo Afonso e, de lá, para o Norte de Minas Gerais, num roteiro que inclui Manga, Itacarambi, Missões, povoados de Brejo do Amparo, São Joaquim e Tijuco, em Januária, Pedras de Maria da Cruz, Matias Cardoso, Capitão Enéas, Arinos, Urucuia, São Francisco, e finalmente Buritis, onde ele veio falecer no ano de 1993, aos 96 anos de idade.
Mas vejam bem amigos leitores, no mesmo site e no mesmo texto diz que: "a história do livro (o livro que se refere é Lampião, o Invencível – Duas vidas e Duas mortes), relata que ao sair de Angico em 1938, o capitão Lampião teria procurado um porto seguro, e este, foi no Estado do Piauí. Lá, ele viveu por alguns anos, depois passou a residir na Bahia e, gradativamente, foi descendo pelas bordas do gigantesco Rio São Francisco, chegando em Minas Gerais, e esteve em muitas cidades de lá, sendo Manga a primeira delas.
Eu como quase leigo no assunto, e nem devia falar sobre isso, acho que quem está maluco sou eu, porque só leio coisas sobre este Lampião de Buritis que não são verdadeiras.
O escritor José Geraldo Aguiar diz lá bem próximo ao início do texto, segundo site abaixo, que o capitão Lampião teria fugido para Paulo Afonso no Estado da Bahia e depois para o Norte de Minas Gerais. Mas na sequência, ele afirma que ao sair de Angico, o capitão Lampião procurou um "porto seguro" no Piauí, mas não revela a cidade ou o sítio que morou. O leitor já tem conhecimento disto.
O escritor José Geraldo Aguiar falou ainda que, a partir do momento em que ele disse que queria filmar o Lampião de Buritis, nunca mais o viu. Leia as palavras do escritor:
“- No dia seguinte, quando retornei à sua casa, ele já havia ido embora para Buritis”.
Escritor José Geraldo Aguiar, se o senhor ainda estivesse aqui conosco, eu diria: Quando o senhor levou o assunto para filmá-lo, ele não quis, porque, sabia muito bem que tudo que dissera era mentira. Um verdadeiro impostor. Jamais ele foi Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião do Nordeste do Brasil, e pelo que eu tenho lido,nem um dia se quer, Lampião verdadeiro esteve no Estado de Minas Gerais.
Amigo leitor, o que eu escrevi, como protesto às informações do depoente, não tem nenhum valor para a literatura lampiônica. E em nenhum momento falei mal do saudoso escritor José Geraldo Aguiar.
Não tenho conhecimentos suficientes sobre o tema, sendo assim, não posso discordar de trabalhos lampiônicos de escritores e pesquisadores. Todas as minhas inquietações são sobre depoentes que escorregaram nas suas informações aos entrevistadores, e os profissionais deste tema que é cangaço, não têm culpas de forma alguma sobre mentiras ditas por eles.
Se você quiser conferir para não achar que eu estou criando fatos, aqui está o site:
https://www.tvriopretoburitis.com.br/2019/01/lampiao-morreu-em-buritis/
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O CANGACEIRO GORGULHO.
Por Fabio Costa Este Cangaceiro estava no grupo de Mané Moreno em Poço da Volta quando em meio ao forró foram emboscados pela volante de...
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Por José Mendes Pereira Por que "O Estadual" e não "A Estadual"? Simplesmente porque esta escola já foi "Co...
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Por José Bezerra Lima Irmão Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos m...
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Por José Mendes Pereira Colorida pelo professor e pesquisador Rubens Antonio Sobre esta imagem acima Ivanildo Régis afirma que Ivan...


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