domingo, 24 de setembro de 2023

AS QUATRO MUDANÇAS DO BICHO HOMEM.

 Autor José Mendes Pereira


Amigos poetas José Di Rosa Maria, José G. Diniz, Veridiano Dias Clemente e Hélio Xaxá, não sou poeta, não tenho talento e nem vocação para ser, mas espero que os senhores façam uma leitura no meu simples cordel. Este blog também é meu. mas só para eu arquivar os meus trabalhos simples.


AS QUATRO MUDANÇAS DO BICHO HOMEM.

Quando Deus criou o mundo

Pois logo a vida em ação

Distribuiu em espécies

Pra não haver confusão

Deu “FASE” pra cada ser

E o homem tinha que ter

Na vida bom coração.

 

O bicho homem é machão

Mas só é até aos trinta

Novo, robusto e valente,

Corajoso e boa pinta

Não tem medo do perigo

Canta até mulher de amigo

Mesmo que  ela não consinta.

 

Toda noite sai pras farras

Atrás de moça donzela

Arranja de qualquer jeito

Não importa o tipo dela

Não faz mal que seja pobre,

Bem melhor que seja nobre,

Mas gosta de todas elas.

 

Na balada dança muito

Não para nenhum instante

Grudado na cavalheira

Achou-a naquele distante

Faz rodeio no salão

Mostrando que é machão

E se sentindo importante.

 

Dinheiro tem de montão

Pra gastar na noite inteira

Vez por outra uma cerveja

Faz àquela bebedeira

A cavalheira ofegante

Com seu sorriso elegante

Gosta bem da brincadeira.

 

Lá na festa se apresenta

Como se fosse um ricaço

A moça feliz na vida

Não pensa dele fracasso

Bebidas pra todo gosto

Quer mesmo mostrar o rosto

Dentro do pequeno espaço.


Assim que termina a festa

Sai com ela passeando

No seu carro: “novo ou velho”

A vida assim vai levando

A sua linda dum lado

Faz-lhe esquecer o passado

E assim é que vai gostando.

 

Antes de raiar o dia

Em casa chega sem planos

Vai ao quarto e lá se deita

No rosto, coloca um pano

A mãe lhe chama na porta

Ele houve e não importa

Pra não atrapalhar seu sono.

 

Durante o dia trabalha

Sempre pensando enricar

Esquece que tem família

Pais, irmãos para ajudar

Quando chega o fim do dia

Se enche de alegria

Pois pras farras vai voltar.

 

E no vai-e-vem da vida

Os anos vão se passando

Não se lembra que a velhice

Lentamente vai chegando

Doenças, dores e enfado

Vão o deixando mofado

Mas mesmo assim vai gostando.

 

Assim que cai na real

Das mudanças em sua vida

Logo fica encabulado

Lembra da época vivida

Vai ao espelho se olha

Pega água e o rosto molha

E ver as rugas nascidas.

 

Logo que completa os trinta

Pensa logo em se casar

Escolhe uma moça linda

Diz que feia dá azar

Prepara casa e comida

Compra um monte de bebidas

Pois festa vai ter no lar.

 

Chega o dia do casório

Feliz na vida ele estar

Chamou um grupo de amigos

Pra festa participar

Bebidas têm de montão

Carne de boi e leitão

Não vão faltar no seu lar.

 

Assim é que é a vida

De quem aos trinta chegou

Viveu momentos de glórias

E tudo que fez gostou

Admirou moças nobres

Namorou com moças pobres

E com uma se casou.


Dos trinta aos cinquenta anos

Entra na fase: “JUMENTO”

Trabalha pra se lascar

Vivendo num sofrimento

Dedicado sempre aos filhos

Colhendo feijão e milho

Pra garantir o alimento.

 

Todo dia tem problemas

Em seu lar pra resolver

Falta tudo em sua casa

Pois nada tem pra comer

Arroz, farinha e feijão,

Açúcar, carne e o pão

E nem água pra beber.

 

Durante o dia batalha

Pelo o pão da filharada

Pra não ver ela com fome

E nem pedindo na estrada

Faz bico pra qualquer um

Nunca rejeitou nenhum

Pois topa qualquer parada.

 

Se cai doente um dos filhos

Logo tenta resolver

Tira a ficha e vai ao médico

Para não o ver morrer

Mas dinheiro ele não tem

No bolso nenhum vintém

Pro remédio ele trazer.

 

Quando a mulher cai doente

Ele fica apavorado

Só lhe vem na mente coisas

Que o deixa desesperado

Faz oração todo dia

E pede a Deus que a Maria

Se recupere ao seu lado.

 

Quando o seu pai adoece

Ele é quem vai resolver

Faz todas as diligências

Só pra não o ver sofrer

Leva logo ao hospital

Pro médico curar o mal

Antes de o ver morrer.

 

Quando a filha perde a honra

Já sabe o que vai fazer

Aperta o seu namorado

Dizendo-lhe: - Pode crer,

Se não se casar com ela

Eu vou à sua goela

Pois sou homem até morrer.

 

Mas o rapaz é valente

Diz: - Sou eu quem te ameaço

Eu não me caso com dona

Que já não tinha cabaço

Ela é mais do que galinha

Vive rodando a bolsinha

Eu provo sem embaraço.

 

O homem fica sem jeito

Mais não pode dizer nada

Fica apenas resmungando

O que disse o camarada

Mas toda culpa é da filha

Que abriu sua virilha

Pra àquela peste tarada.

 

É assim o sofrimento

De quem vai para os cinquenta

Mesmo sendo judiado

Quer ver se chega aos sessenta

Pede a Deus pra não morrer

Pois é nele que ele crê

Pra ver se chega aos setenta.


Dos cinquenta aos setenta

Está na fase de: "CÃO”

Fica rodeando a casa

Tentando dar proteção

Se dá ordem, ninguém liga

E para não surgir briga

Aceita de coração.

 

Se compra algum objeto

Para casa ninguém gosta

Um dos filhos lhe pergunta:

- Por que comprou essa bosta?

Ele fica encabulado

Perde até o rebolado

Mas fica sem dar resposta.

 

Põe o chinelo num canto

A filha mais nova fala:

- Papai ponha essa porqueira

Ali, bem fora da sala

O velho fica sem jeito

Já sabe que está sujeito

Sair de casa com a mala.

 

Quando quer entrar em casa

A filha não quer deixar

Diz que a casa está virada

E ela vai a estopar

Ele fica lá por fora

Já sabe que não tem hora

Em sua casa entrar.

 

Se vai vestir uma roupa

Vem outra logo o reclama

Diz a ele: - A que está suja

Não ponha em cima da cama

Pois eu fiz limpeza nela

Fiz no piso e na janela

E se sujar sobre pra dama.

 

Se tenta tomar um banho

Vem outra e lhe diz: - Cuidado!

Não deixe água no piso

Pois eu já tinha o lavado.

Ele a olha, mas se cala

Resolve engolir a fala

Pra não ser desrespeitado;

 

E pra não criar problemas

Ele se cala num canto

Aceita o que ela diz

Faz morada num recanto

Da boca dela só sai

Palavras más com seu pai

Mas não o chama de santo.

 

Na hora que pede janta

Ninguém liga o que ele diz

As filhas se entreolham

Com gestos que não condiz

Ele percebe o desprezo

Deseja que fosse um preso

Talvez fosse mais feliz.


É assim o que acontece

Com quem vai para os setenta

Voz ativa ele não tem

Imagine com oitenta

Vai ver o diabo de chifre

Apontando-lhe um rifle

Mas quer chegar aos noventa.

 

Dos setenta aos noventa

Está na fase: “MACACO”

Todo mundo quer ri dele

Ainda o chama de saco

A pele toda enrugada

A cara toda amassada

E o velho parece um caco.

 

Leva a vida quase só

Sem visitas de amigos

Rejeitado dos parentes

Evitam ficar consigo

Uns lhe chamam de: “nojento”

Outros: “velho rabugento”

Ainda dizem: “é castigo”.

 

Depois que ficou velhinho

Ninguém quer lhe respeitar

Diz que ele está caduco

Outro quer lhe humilhar

Sempre lhe passam no rosto

Isso só lhe dá desgosto

Por quererem o maltratar.

 

Quando cai doente, sofre

Nas mãos dum filho malvado

Vem e lhe pega por trás

Deixando-o quase aleijado

Ele sente o sofrimento

Diz: - filho não sou jumento

Pra ser assim maltratado.

 

Se cai doente da próstata

Diz: - Eu não tenho coragem

Em ver o médico fazer

No meu reto espionagem

Prefiro morrer sem jeito

Mais não quero que o sujeito

Em mim faça sacanagem.


Quando quer comer, avisa

Diz pra velha: - Estou com fome

Ela faz e põe na mesa

Mas ele olha e não come

Em seguida quer café

Ela faz, ele não quer

E pra chatear se some.


Na hora de se vestir

Pega a calça e dá um nó

Veste a camisa ao avesso

Diz que é um paletó

Põe o chinelo no pé

Na cabeça, um boné

E diz: - Eu vou ao forró.

 

Mas devido a caduquice

Pensa ainda em namorar

Veste a roupa e sai de casa

Na intenção de arranjar

Uma morena novinha

Cheirosa e bem bonitinha

Só pra mão ele passar.

 

Mas lá na zona não sabe

O que ali foi fazer

Senta-se ao pé da mesa

Dizendo que tem prazer

Em ver àquelas meninas

Todas com roupas e botinas

Mas nada pode fazer.

 

Quem não quiser sofrer muito

Peça a Deus pra perecer

Antes dos setenta anos

Só pra vida não sofrer

Pois se chegar aos oitenta

E descambar pros noventa

Vai sofrer até morrer.

 

Se você leu e não gostou, não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.

Biografia do autor:

José Mendes Pereira, filho de Pedro Nél Pereira e de Antônia Mendes Pereira. Nasceu no dia 23 de maio d 1950, no Sítio Barrinha, município de Mossoró. Os primeiros anos primários estudou na Escola Isolada de Barrinha. Concluiu o 5° ano na Casa de Menores Mário Negócio, hoje extinta.

Foi tipógrafo durante dez anos na Editora Comercial S/A.

Em 1969, fez o exame de admissão na Escola Técnica de Comércio “União Caixeiral”, e sendo aprovado, estudou o primeiro ano ginasial. E no ano seguinte, se transferiu para o Ginásio Municipal de Mossoró, onde concluiu o ginásio.

Em 1973, matriculou-se na Escola Estadual Jerônimo Rosado, e em 1975 concluiu o 2° grau cientifico, nos dias de hoje, ensino médio.

Em 1976, inscreveu-se no concurso vestibular da Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte (FURRN), atual (UERN), em 1981, formou-se pelo Instituto de Letras e Artes da referida universidade. Foi aluno fo curso de direito durante 2 anos, mas desistiu de segui.

Funcionário público Estadual, Professor aposentado, tendo trabalhado nas escolas: Escola Estadual Professor Manoel João, Escola Estadual José Martins de Vasconcelos e na Escola Estadual Antônio de Souza Machado. Não é poeta.  Faz algumas estrofes por intuição.

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sexta-feira, 21 de abril de 2023

MARIA BONITA E O CANGACEIRO SABONETE

 Por José Mendes Pereira


Maria Bonita teve 11 irmãos, os quais foram:

1910 - Benedita Gomes de Oliveira,

1913 - Antônia Gomes de Oliveira,

1916 - Amália Gomes de Oliveira,

1920- Joana Gomes de Oliveira,

1922 - Olindina Gomes de Oliveira,

Francisca Gomes de Oliveira,

Ozéas Gomes de Oliveira,

José Gomes de Oliveira,

Arlindo Gomes de Oliveira,

Ananias Gomes de Oliveira e

Isaías Gomes de Oliveira.

O cangaceiro Sabonete foi apelidado de Sabonete, por ser liso, escorregadio, e muito difícil de ser capturado, segundo algumas informações. Era irmão mais jovem do cangaceiro Borboleta.

Sabonete foi incumbido por Lampião para ser o guarda costas particular da sua rainha Maria Bonita, e nas batalhas era o responsável em levá-la para um lugar seguro, longe do tiroteio. Também  ele ajudava nas tarefas diárias. Sabonete tinha como companheira a Catarina. Foi morto pelas volantes em 1937 na Bahia.

Morte do cangaceiro Sabonete

https://www.youtube.com/watch?v=AeXZRq589T0&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

O cangaceiro Borboleta foi um dos que escapou da chacina aos cangaceiros na madrugada triste de 28 de julho de 1938, lá na Grota do Angico, em Porto da Folha, atualmente denominado de Poço redondo, no Estado nordestino Sergipe. 

Quando houve a chamada de cangaceiros para se entregarem, indulto do presidente Getúlio Vargas, Borboleta em companhia dos cangaceiros Juriti e Maria, esposa deste último, foram ao encontro do perdão do capitão Aníbal Ferreira, lá em Jeremoabo, no Estado da Bahia. 

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LAMPIÃO DE BURITIS MENTIU 70x7 PARA O CINEASTA JOSÉ GERALDO AGUIAR.

  Por José Mendes Pereira


Respeito com muita sinceridade o trabalho do cineasta José Geraldo Aguiar, e que aqui, nada contra o seu livro sobre os Lampiões, apenas sem acreditar no que afirmou o Lampião de Buritis ao saudoso escritor e pesquisador. 

Após 17 anos de pesquisas, o escritor e cineasta José Geraldo Aguiar, natural de São Francisco no Estado de Minas Gerais, abandonou o seu  estúdio fotográfico para coletar dados sobre o famoso capitão Lampião, que segundo ele, não teria sido assassinado em emboscada promovida pelas forças policiais na madrugada de 28 de julho de 1938, na localidade da Grota do Angico, em Porto da Folha, atual município de Poço Redondo, no Estado de Sergipe, e estas, todas comandadas pelo o tenente João Bezerra da Silva, que havia nascido na Serra da Colônia, município de Afogados da Ingazeira, no Estado de Pernambuco. 

https://www.conhecaminas.com/2016/08/conheca-buritis-cidade-de-belas.html

Baseado nas informações de um suposto Lampião que viveu alguns anos em Buritis, no Estado de Minas Gerais, o José Geraldo Aguiar ficou crente e informado que, o homem que supostamente se dizia ser o capitão Lampião do Nordeste do Brasil, era realmente aquele senhor que se escondia lá pelas terras da cidade de Buritis. 

Mas é certo que este homem que aparece na foto acima, nunca foi e nunca será o sanguinário e perverso capitão Lampião, vez que a sua aparência, principalmente os seus olhos, são totalmente diferentes dos olhos do capitão que era cego do olho direito. O que tinha de defeito no olhar de Lampião de Buritis, era em sua pálpebra, e não na visão. Veja esta foto abaixo do capitão Lampião e compare com a do Lampião de Buritis que está lá no início do texto. 

Segundo o fotógrafo-pesquisador José Geraldo Aguiar, o esquartejamento de Lampião e outros jagunços, não passava de uma farsa, vez que o verdadeiro cangaceiro teria desistido do ofício antes da emboscada, juntamente com Maria Bonita e outros seguidores, fugindo para a cidade de Paulo Afonso e, de lá, para o Norte de Minas Gerais, num roteiro que inclui Manga, Itacarambi, Missões, povoados de Brejo do Amparo, São Joaquim e Tijuco, em Januária, Pedras de Maria da Cruz, Matias Cardoso, Capitão Enéas, Arinos, Urucuia, São Francisco, e finalmente Buritis, onde ele veio falecer no ano de 1993, aos 96 anos de idade. 

Mas vejam bem amigos leitores, no mesmo site e no mesmo texto diz que: "a história do livro (o livro que se refere é Lampião, o Invencível – Duas vidas e Duas mortes), relata que ao sair de Angico em 1938, o capitão Lampião teria procurado um porto seguro, e este, foi no Estado do Piauí. Lá, ele viveu por alguns anos, depois passou a residir na Bahia e, gradativamente, foi descendo pelas bordas do gigantesco Rio São Francisco, chegando em Minas Gerais, e esteve em muitas cidades de lá, sendo Manga a primeira delas.

Eu como quase leigo no assunto, e nem devia  falar sobre isso, acho que quem está maluco sou eu, porque só leio coisas sobre este Lampião de Buritis que não são verdadeiras. 

O escritor José Geraldo Aguiar diz lá bem próximo ao início do texto, segundo site abaixo, que o capitão Lampião teria fugido para Paulo Afonso no Estado da Bahia e depois para o Norte de Minas Gerais. Mas na sequência, ele afirma que ao sair de Angico, o capitão Lampião procurou um "porto seguro" no Piauí, mas não revela a cidade ou o sítio que morou. O leitor já tem conhecimento disto. 

O escritor José Geraldo Aguiar falou ainda que, a partir do momento em que ele disse que queria filmar o Lampião de Buritis, nunca mais o viu. Leia as palavras do escritor:

“- No dia seguinte, quando retornei à sua casa, ele já havia ido embora para Buritis”.

Escritor José Geraldo Aguiar, se o senhor ainda estivesse aqui conosco, eu diria: Quando o senhor levou o assunto para filmá-lo, ele não quis, porque, sabia muito bem que tudo que dissera era mentira. Um verdadeiro impostor. Jamais ele foi Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião do Nordeste do Brasil, e pelo que eu tenho lido,nem um dia se quer, Lampião verdadeiro esteve no Estado de Minas Gerais.

Amigo leitor, o que eu escrevi, como protesto às informações do depoente, não tem nenhum valor para a literatura lampiônica. E em nenhum momento falei mal do saudoso escritor José Geraldo Aguiar. 

Não tenho conhecimentos suficientes sobre o tema, sendo assim, não posso discordar de trabalhos lampiônicos de escritores e pesquisadores. Todas as minhas inquietações são sobre depoentes que escorregaram nas suas informações aos entrevistadores, e os profissionais deste tema que é cangaço, não têm culpas de forma alguma sobre mentiras ditas por eles.

Se você quiser conferir para não achar que eu estou criando fatos, aqui está o site:

 https://www.tvriopretoburitis.com.br/2019/01/lampiao-morreu-em-buritis/ 

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segunda-feira, 6 de março de 2023

LIVINO FERREIRA IRMÃO DE LAMPIÃO.

  Por José Mendes Pereira


Livino Ferreira da Silva é irmão do cangaceiro capitão Lampião, e é o segundo filho (dela), dona Maria Sulena da Purificação e é o primeiro com José Ferreira da Silva ou dos Santos.

O primeiro filho de dona Maria Sulena é o Antônio Ferreira da Silva, que na literatura lampiônica ele aparece como sendo filho de um fazendeiro de nome Venâncio. 

Antônio Ferreira da Silva irmão de Lampião
http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2014/12/25-de-dezembro-de-1926-morre-antonio.html

Mas o escritor e pesquisador do cangaço José Bezerra Lima Irmão, afirma em seu livro "Lampião a Raposa das Caatingas", que Antônio Ferreira também era filho de José Ferreira, sendo assim, ele é o primeiro do casal. Como ele soube desta informação? Soube através da Certidão de Casamento do casal, e ele garante que tem em mãos documentos que comprovam isto.


Todos os filhos de José Ferreira dos Santos e dona Maria Sulena da Purificação foram:

1895- Antonio Ferreira dos Santos, 1896- Livino Ferreira da Silva, Virgolino Ferreira da Silva - 1898 - Virtuosa Ferreira, 1902 - João Ferreira dos santos, Angélica Ferreira, 1908- Ezequiel Ferreira, 1910- Maria Ferreira (Dona Mocinha) e 1912- Anália Ferreira.

O escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Basseti, já falecido, ele afirmou que Lampião tinha mais duas irmãs que nasceram mais ou menos 1912 1913, e uma delas faleceu queimada. 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2019/04/joao-ferreira-irmao-de-lampiao.html

Adquira-o com o professor Pereira através deste e-mail:

 franpelima@bol.com.br

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terça-feira, 31 de janeiro de 2023

BAR DOS DOIDOS

Por José Mendes Pereira

Meus amigos e irmãos Antônio Galdino da Costa, Railton Melo, João Agusto Braz e Manoel Flor de Melo, não sei se vocês foram fregueses do seu "Nosim" e seu "Ovídio", em época muito distante no centro da cidade de Mossoró, ou talvez, no Grande Alto do São Manoel. 

Quando se fala no antigo "Bar dos Doidos" que funcionou por pouco tempo em Mossoró, e era localizado à Rua Coronel Gurgel, com o cruzamento da Rua Felipe Camarão, muita gente pensa que lá só tinha doidos, malucos, mas na verdade, não existiam pessoas doentes mentais, e que os verdadeiros donos eram dois irmãos, e de família que tinha boa condição financeira, e que aquele bar era apenas uma maneira de ocuparem o tempo, porque, além de um bom poder aquisitivo, já eram aposentados. 

Seu "Ovídio" e seu "Nosim" como eram chamados, ambos eram tios do comerciante Porcino Costa, e do empresário Anibal Fernandes Porto, proprietário da Anibaltec, que funciona na Rua Lopes Trovão, centro, também da Loja Balanças e Complementos, situada na Avenida Alberto Maranhão, e além desta, proprietário de uma filial em Natal.

Aqui vou fugir um pouco da minha história, mas voltarei logo, só para falar sobre o amigo Aníbal Fernandes Porto, sobrinho dos donos do Bar dos Doidos que há mais de 4 anos que está adoentado, e passou mais de mês na UTI, mas  ele já está em casa se recuperando muito bem. 

Quando eu saí da Casa de Menores Mário Negócio fiquei como formiga sem formigueiro, sem saber para onde ir. Eu não quis procurar família. Mesmo com muita dificuldade no que diz respeito à vida sozinho, para me manter sem meus pais e meus irmãos ao meu lado, porque eles moravam no sítio, e antes de ir para casa do meu primo Manoel Gomes Pinheiro  e a sua esposa Maria Beatriz de Melo (que todos nós da instituição de menores a adotamos como mãe  e  que infelizmente ela  faleceu há dois  ano), várias e várias vezes eu almocei na casa do seu Eliseu Porto e dona Nazaré, pais do Anibal Fernandes Porto, convidado por qualquer um deles como: pais, irmãos e irmãs,  e hoje, só tenho a agradecer ao apoio que eles me deram. Muito obrigado a todos que lá me ampararam por meses, como se eu fizesse parte da família!  Uma família extraordinária e com a maior simplicidade.

Voltando à nossa historinha:

Este nome "Bar dos Doidos" surgiu porque, os proprietários nunca colocaram portas, e como não fechavam nem para dormir, os próprios beberrões  nomearam de "Bar dos Doidos".

Nesse tempo, na década de setenta, eu morava na Almirante Barroso, nos igapós do bairro Pereiros, e sempre, à noite, quando eu vinha do Ginásio Municipal de Mossoró eu fazia uma paradinha para merendar ou mesmo tomar uma ou duas pinguinhas.

Algumas pessoas não gostavam muito do seu Ovídio, porque alegavam que ele era um pouco ignorante. Mas a sua ignorância era devido o stress de passar a noite toda acordado, já que o prédio não tinha nenhuma porta, e eles reversavam entre si. Uma noite ficava seu "Nosim" responsável pelo funcionamento do bar, a noite seguinte seu "Ovídio" era o administrador.

Posteriormente, os irmãos estabeleceram o serviço de bar na Avenida Presidente Dutra, onde funciona o Posto de Gasolina do Ceguinho.

Minhas simples histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.

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sábado, 4 de junho de 2022

LAMPIÃO FUGIU BALEADO DA GROTA DO ANGICO?

  Por José Mendes Pereira


Mas um querendo aparecer no mundo cangaceiro com sua história cheia de fantasia. Muito difícil o volante cabo José Panta de Godoy, ter dito isso a este senhor que aparece no vídeo, inventando conversa. Uma das razões que a sua história não tem fundamento, é afirmar que Lampião fugiu do combate da Grota do Angico baleado. E de quem é esta cabeça que aparece na foto abaixo no meio dos 11 cangaceiros chacinados, seu Nivaldo Vieira? Seria uma montagem?

A cabeça de baixo da foto é de Lampião.

O senhor Nivaldo Vieira quer reservar um cantinho famoso para ele, no meio daqueles famosos que fizeram partes do cangaço. E também, ficar no meio dos escritores, pesquisadores e cineastas, como sendo uma peça de muito valor no estudo cangaceiro. 

O senhor Nivaldo deve parar com esta conversa sem fundamento, porque, nenhum dos remanescentes que foram salvos das balas vomitadas pelas metralhadoras das volantes policiais, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, em terras de Porto da Folha, no Estado de Sergipe, falou sobre esta possibilidade, do capitão Lampião ter ludibriado as volantes, e sair de lá apenas baleado. 

imagine meus amigos de pesquisas, seu Nivaldo ter ouvido da boca do próprio cabo Panta de Godoy, uma aberração dessa, que jamais ele diria a nenhum pesquisador, escritor... 
 
https://www.youtube.com/watch?v=LlRUVNBD4-E&t=0s&ab_channel=TVMARIABONITA

Em entrevista feita no dia 8 de março do ano de  2020, pelos pesquisadores Raul Meneleu Mascarenhas e Osvaldo Abreu, o Sr. Nivaldo Vieira relatou que, o volante militar da polícia que perseguiu o bando de Lampião até a morte, cabo José Panta de Godoy, teria lhe dito pessoalmente, que Lampião tinha fugido baleado do combate do Angico. 

Raul Meneleu Mascarenhas

Mas como é que um homem tem essa coragem de criar esta conversa, que o Panta de Godoy teria afirmado isso sem fundamento? O senhor Nivaldo Vieira que me desculpe, só diz isso, porque o cabo já faleceu. Se ele estivesse vivo, jamais diria isso para nenhum pesquisador, porque, o Panta poderia tomar conhecimento desta invenção, e com certeza, não o perdoaria, sujeito a cobrar dele a sua criação.

E a cabeça que aparece na foto, é de quem, seu Nivaldo Vieira? Seria uma montagem, que na época desta chacina, ainda não existia esta possibilidade de criar, e nem tão pouco internet? 

O senhor está conversando coisa com coisa. Tenho real certeza que o cabo José Panta de Godoy nunca lhe disse isso, e nem diria a ninguém. Panta de Godoy tinha modos para conversar, sem inventar mentiras para se promover na cultura cangaceira. 

Quem acreditar nesta história contada por seu Nivaldo Vieira, nunca estudou nem só um pouquinho sobre o movimento social de cangaceiro, principalmente sobre a Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia., do afamado capitão Lampião.

Que seu Nivaldo Vieira que me desculpe, por favor, as minhas dúvidas!

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O CANGACEIRO GORGULHO.

    Por Fabio Costa Este Cangaceiro estava no grupo de Mané Moreno em Poço da Volta quando em meio ao forró foram emboscados pela volante de...