sábado, 12 de setembro de 2020

5 OSSADAS DE CANGACEIROS PARA SEREM FEITAS "DNAs" E O PODER PÚBLICO NÃO TEM INTERESSE.

Por José Mendes Pereira

Para os homens que dirigem os Estados e municípios brasileiros a cultura não é considerada de grande importância. Ou eles se enganam ou não têm nenhum interesse para cuidar dela. Mas eles precisam saber que a cultura é o conjunto de conhecimentos, tradições, ideias, símbolos, valores, costumes e práticas de um Estado, município ou país que se tornam características de um grupo, seja social, familiar, étnico, religioso e assim por diante. A cultura não pode faltar em uma nação. A cultura faz bem a uma nação que não pode viver sem ela.

A cultura brasileira ainda permanece no meio de nós porque existe uma porção de estudiosos que a sustenta viva com todo esforço, correndo atrás e registrando em livros, jornais e revistas os acontecimentos que se tornam históricos, e que muitas vezes, abandona o lar por alguns dias e vai pesquisar e entrevistar pessoas que têm um pouco de conhecimento sobre o assunto escolhido. 

https://www.blogcariri.com.br/2015/09/crato-ce-cariri-cangaco-contara-com.html

Muitos escritores e pesquisadores fazem estes trabalhos simplesmente pelo o prazer de pesquisar, registrar os fatos que serão históricos para as gerações de hoje e para as futuras, sem imaginarem o que irão ganhar, porque a publicação de livros é caríssima no Brasil, devido os custos tipograficamente. Eu fui tipógrafo e não estou mais atualizado sobre gráfica, mas eu via o quanto era altíssima a publicação de um livro na Editora que eu trabalhava. 

Mas se dependesse dos governantes a cultura não existiria. Eles alegam a falta de dinheiro para mantê-la viva, mas recursos existem e existem muitos, o que não existe é vergonha na cara desses malandros, porque misturam os recursos públicos com os seus e depois não sabem separar o que é público do seu, aliás, saber, sabem, é porque são raposas velhas mesmas. Roubam e quando são comprovadas as suas desonestidades, ninguém devolve nada.

5 ossadas que devem ser feitas os (DNAs) para estudos, e saber se realmente têm procedências o que afirmam alguns estudiosos do cangaço. 

Cabeça de Lampião

E qual seria a finalidade dos "DNAs"? 

Uma das razões é ter a certeza a quem pertence aquela cabeça que está guardada no Cemitério Quinta dos Lázaros em Salvador. Sabemos que os escritores e pesquisadores não têm dúvidas que Lampião morreu na Grota do Angico, mas como eles são responsáveís por este trabalho de juntar todas as peças do dominó da literatura lampiônica, é muito importante o esclarecimento para desmascarar quem anda mentindo, dizendo que não é a cabeça do capitão Lampião. 

A cabeça de Lampião que antes permanecia no Instituto Nina Rodrigues e ficou 30 anos, seis meses e nove dias insepulta, aguardando pronunciamento da Justiça, e só foi enterrada em fevereiro de 1969, no cemitério Quinta dos Lázaros, em Salvador no Estado da Bahia, depois que a Presidência da República (governo Costa e Silva) o indultou. 

Colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio - BA.

E também, para tirar dúvidas que permanecem no meio de muitos brasileiros, os quais não acreditam que o capitão Lampião e Maria Bonita tenham sido assassinados na madrugada de 28 de julho de 1938, na "Grota do Angico", em Porto da Folha, atualmente pertencente à cidade de Poço Redondo, no Estado de Sergipe. Lógico que a sua morte aconteceu lá mesmo em Sergipe, no Nordeste do Brasil, e não em Minas Gerais, mas esta dúvida permanece diante de muitos, e faz uma porção de anos que já deveria ter sido esclarecida ao povo brasileiro através do "DNA".

Lampião de Buritis

A outra dúvida que continua viva no seio dos estudiosos do cangaço é sobre a ossada de um fazendeiro que viveu em Buritis, no Estado de Minas Gerais, e esse senhor, segundo o escritor José Geraldo Aguiar já falecidose dizia ser o próprio Lampião do nordeste brasileiro. O Aguiar detalhou tudo em seu livro "Lampião, o Invencível. Duas Vidas, Duas Mortes. O Outro Lado da Moeda" sobre o mesmo, a cidade onde faleceu,  o cemitério que foi enterrado, o local do seu túmulo, o nome da esposa etc, e principalmente nomes de alguns filhos do suposto Lampião que residem por lá. Para isso, não será difícil encontrar os seus restos mortais. E  o "DNA" tem que ser feito com urgente, para que o tempo não dê fim ao seu túmulo.

Lamentável! José Geraldo Aguiar faleceu ainda moço. 

Mas vejam leitores, a mentira do depoente (vale lembrar que eu não me refiro ao pesquisador José Geraldo Aguiar, porque ele fez baseado nas informações do Lampião de Buritis), que se ver logo na sua fotografia; o olho direito de Lampião do nordeste é branco, isto é com glaucoma, e o olho direito do suposto Lampião de Buritis nem aparenta cegueira. Sem sombras de dúvidas, o homem mentiu mais do que devia ao pesquisador José Geraldo Aguiar.'

Blog Negro Nicolau | Cidadania, Empoderamento e Diversidade: Lampião não  morreu em Angico?

Dúvidas não só minhas, mas tenho certeza que muitos que estudam o cangaço têm.

1 - Para que Lampião tivesse renunciado o cangaço como disseram alguns que não têm compromisso com a verdade sobre os estudos cangaceiros, que ele teria feito acordo com o tenente João Bezerra da Silva, chefe alagoano das volantes policiais que atacou a "Grota do Angico", para fugir do coito, teria sido um dia antes da véspera da chacina, isto é, no dia 26, e na madrugada de 28 de julho de 1938, seria a vez do ataque com segurança aos cangaceiros, porque os reis do cangaço capitão Lampião e Maria Bonita já não mais estavam lá. 

Tenente João Bezerra está sentado à esquerda

A suposta e mentirosa fugida da "Grota do Angico" seria fácil Lampião enganar aos seus cangaceiros, coisa que  ele jamais faria covardia com o(s) (as) seu(s) sua(as) amado(a)(as) amigo(a)(as). Se Lampião tivesse essa ridícula intenção de colocar os seus comandados na mira de uma metralhadora, bastaria ele ter comunicado ao seu bando que iria fazer visita a um amigo juntamente com Maria Bonita, e desapareceriam de uma vez por toda. Mas jamais isso aconteceu. Lampião estava no coito na madrugada do ataque aos facínoras, e ele era bandido mesmo e perigoso, assumido, mas jamais faria tamanha covardia com os seus companheiros de crime. O cangaço era uam família e construído de amigos de verdade.

Ao centro Sila e à direita Zé Sereno

A noite que se passara lá na "Grota do Angico" a "Sila" que era companheira do ex-cangaceiro Zé Sereno, esteve sentada em uma pedra fumando com Maria Bonita. E enquanto isso, ela percebeu luzes um pouco distantes em sua frente, como se fossem lanternas. Mas a Maria disse a ela que não se preocupasse, aquilo que ela estava vendo não assustava, era vagalume.

Grota do Angico onde foram assassinados Lampião, Maria Bonita e mais 9 cangaceiros.

Uns falam que tudo foi combinado entre o tenente João Bezerra da Silva e o capitão Lampião, para que ele e sua Maria Bonita fossem embora, e depois que partissem as volantes fariam a chacina aos cangaceiros que haviam ficado. Mas isso não tem procedência e muito menos credibilidade, porque o desejo de todos policiais que procuravam os cangaceiros nas caatingas, principalmente os reis do cangaço Lampião e Maria Bonita, era  eliminá-los do sertão sertanejo, e que com certeza, receberiam troféus, e que na história cangaceira, ficasse registrado eternamente quem teria sido o homem responsável pelas mortes dos reis do cangaço.

2 - Nada existe para dizer que  Lampião não morreu na "Grota do Angico", Isto é indiscutível e fantasia de quem escreveu e saiu espalhando. Ele morreu naquela madrugada de 28 de julho de 1938. Mas é preciso ser realizado com urgência o teste do "DNA" com os restos mortais do fazendeiro Lampião de Buritis, para colocar um ponto final nesta história tão sem graça e sem fundamento, que é do fazendeiro que se fazia ser o próprio Lampião do nordeste brasileiro.

Cabeça de Lampião

3 - Por que o suposto Lampião de Buritis afirmou ao escritor José Geraldo Aguiar que não poderia aparecerer, e só permitia a publicação da sua entrevista quando ele morresse, aí sim, o pesquisador podia publicar o seu trabalho sobre ele?

Ora! Após cinquenta anos que havia sido feita a chacina aos cangaceiros de Lampião, inclusive ele e a Maria Bonita foram assassinados, todos os marginais que escaparam do atague estavam libertos pelo indulto do então Presidente da República Getúlio Vargas, e ainda temia algo? O certo é que ele não era o Lampião do Nordeste do Brasil, e sabia demais que, se fizesse exposições das suas invencionices os escritores e pesquisadores do nordeste os pegariam de imediado na mentira. Então, o melhor mesmo era ser rei do cangaço ocultamente na região Sudeste do Brasil.

4 - "Vou morrer no ano que vem!"

O que eu sei e aprendi bem direitinho a lição, através dos escritores e pesquisadores que o capitão Lampião era um grande estrategista, mas evidente, aquele que adivinha o que irá acontecer com ele,  e anunciar até o ano da sua morte, nunca ouvi falar isso dele em lugar nenhum. 

5 - "O óbito foi registrado em nome de Antônio Maria da Conceição". Por que o suposto Lampião de Buritis tinha tanto medo de ser lembrado no meio do povo brasileiro? A verdade era porque ele soltava uma mentira atrás da outra. Ou então estava se escondendo de outros problemas dele até mesmo contra a justiça de um Estado qualquer do Brasil. Lampião de verdade não temia autoridade nenhuma quando estava no cangaço, e muito menos depois que foram indultados todos os cangaceiros

https://www.youtube.com/watch?v=S4twtECfeHA&ab_channel=KinkoPelegrine

6 - O suposto Lampião de Buritis disse ao escritor José Geraldo Aguiar que fugiu da chacina, porque recebeu ajuda de algumas pessoas amigas, inclusive o seu padim pade Cíço Romão Batista de Juazeiro do Norte, que teria o ajudado também para se ocultar do nordeste. 

Incrível! Quando aconteceu a chacina da "Grota do Angico" aos cangaceiros, o padre Cícero Romão Batista da cidade de Crato e radicado em Juazeiro do Norte, já fazia 4 anos e 8 dias que  estava tranquilamente repousando em seu belo túmulo. O religioso morreu no dia 20 de julho de 1934, e ajudado ao "Lampião de Buritis" na madrugada de 28 de julho de 1938, para desaparecer do nordeste através de milagres, e principalmente depois de morto, com certeza, o padre não lhe fizera de forma alguma. O Buritis criava coisa com coisa e o amigo Aguiar acreditava.

Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores
Túmulo do padre Cícero Romão Batista

Observe amigo leitor, de Virgulino Ferreira da Silva o suposto Lampião de Buritis passou a ser chamado João Teixeira Lima, e foi sepultado com o nome Antonio Maria da Conceição. Que medo ele tinha ainda da polícia, hein! Mentiroso o depoente! O José Geraldo Aguiar não criou. Escreveu o que depoente informou. 

Mas esta de padre Cícero Romão Batista ter ajudado o suposto cangaceiro  para fugir da "Grota do Angico", irá ficar na história como uma grande falha por parte do escritor, por não ter percebido que o religioso morreu no ano de 1934, e o que aconteceu com o fujão suposto "Lampião de Buritis" foi em julho de 1938. Que falha do escritor e jamais será consertada! Mas o erro pertence a nós mesmos racionais. Os animais irracionais jamais erraram e nem errarão algum dia desse.

Meu grande amigo escritor José Geraldo Aguiar, por onde estiver, nada tenho contra o que você escreveu, apenas um erro grande sobre o padre Cícero, o resto você repassou o que lhe informaram, mas tudo fantasiado pelos seus depoentes. 

Ezequiel Ferreira

Também existem as dúvidas até hoje sobre o ex-cangaceiro Ezequiel Ferreira da Silva, o irmão mais novo do capitão Lampião, que a sua morte indiscutível, aconteceu no dia 24 de abril de 1931, em Paulo Afonso, Bahia, no povoado chamado Baixa do Boi, terras pertencentes na época a Santo Antonio da Glória do Curral dos Bois. O tenente Arsênio que conseguiu efetuar uma rajada de metralhadora e acabou acertando a barriga de Ezequiel Ferreira. 

Cruz fixada nas proximidades da Lagoa do Mel (Povoado Baixa do Boi - Paulo Afonso/BA). Local onde ocorreu o combate entre o bando de Lampião e a Volante baiana comandada pelo Tenente Arsênio Alves de Souza. Pesquisadores Sandro Lee e João de Sousa Lima ladeando a cruz do Ezequiel Ferreira da Silva fixada nas mediações onde aconteceu o confronto entre o bando cangaceiro e a Volante baiana. - http://cangacologia.blogspot.com/2018/07/cruzes-do-cangaco.html

"A arma depois emperrou e o tenente conseguiu retirar o percussor (ferrolho) e fugiu levando a peça que deixaria a matadora inutilizável. Nesse dia Lampião chorou amargamente a morte do irmão caçula e teve que enterrá-lo, com a ajuda de Antonio Chiquinho, próximo a Lagoa do Mel. Era a vida dos que viviam pelo poder das armas, que tombavam no dia a dia, pelo aço lacerante do pipocar das artilharias dos diversos grupos que traçaram as páginas do cangaço no nordeste brasileiro". (J. de Sousa Lima).

Ângelo Osmiro e João de Sousa Lima - http://joaodesousalima.blogspot.com/2014/08/cariri-cangaco-em-sousa-paraiba-os.html

Muitos estudiosos do cangaço já escreveram sobre a morte do Ezequiel Ferreira da Silva, inclusive os escritores e pesquisadores João de Sousa Lima e Ângelo Osmiro Barreto. O João fez trabalho  sobre o fim do ex-cangaceiro Ponto Fino juntamente com o pesquisador e cineasta de Fortaleza Aderbal Nogueira.

https://www.youtube.com/watch?v=U2W9z7ZLDfE&feature=youtu.be&fbclid=IwAR0PBtbrJxqDA8CmX_-Upifj6WLrtmO-1254pT0efcGezf8SHCbGMLfEm1g&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Mas aí não termina a história. No ano de 1984, apareceu em Serra Talhada um homem de idade avançada, e foi hospedado na casa do Sr. Genésio Ferreira, primo de Lampião verdadeiro, e segundo ele, dizendo ser Ezequiel Ferreira da Silva irmão mais novo dos Ferreiras, que  precisava tirar documentos e cuidar de uma possível aposentadoria. Ele disse que ficou no grupo do irmão até julho de 1938, quando Lampião fez uma reunião para comunicar aos companheiros que abandonaria o cangaço, e com ele, fugiram disfarçados: Lampião, Luiz Pedro Cordeiro ou do Retiro, Félix da Mata Redonda e ele, tendo ficado no Estado do Piauí, mas Luiz Pedro e Lampião tomaram o destino de Goiás, onde o rei do cangaço teria morrido no ano de 1981.

Cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira
 
O mais interessante é que na lista dos que estavam no coito lá na Grota do Angico, organizada por pesquisadores o Ezequiel Ferreira não aparece, e nenhum que sobrou da saga do capitão Lampião, nunca relatou que ele estava lá. Para alguns que acreditam nesta hipótese é porque ainda não viu a lista e nem tem interesse de vê-la. O mais correto para eles é acreditar no que foi dito por pessoas que nem pesquisaram, apenas acompanharam o disse me disse de rodas de amigos.

O cangaceiro Luiz Pedro

O suposto Ezequiel Ferreira da Silva falou ao Genésio Ferreira que o ex-cangaceiro Félix da Mata Redonda também teria fugido com eles, antes dos policiais iniciarem a chacina aos cangaceiros. Mas em nenhum momento ele fez referência sobre o cangaceiro Félix da Mata, isto é, onde teria ficado depois que se separaram. 


Sobre os documentos que ele não tinha ainda não dá para a gente acreditar, porque o senhor José Ferreira dos Santos não deixou nenhum dos seus filhos sem serem registrados, e por que somente ele não fora escrito em cartório nenhum em Vila Bela ou em outra cidade de Pernambuco, atualmente Serra Talhada?

O cangaceiro Félix da Mata Redonda

A história da morte do Virgolino Ferreira da Silva o capitão Lampião - o suposto Ezequiel disse que ele morreu em 1981. Já o José Geraldo Aguiar diz em seu livro "Lampião, o Invencível. Duas Vidas, Duas Mortes. O Outro Lado da Moeda" que o perverso e sanguinário Lampião morreu com o nome de Antônio Maria da Conceição, em 3 de agosto de 1993, em Buritis, no Estado de Minas Gerais. De ambas as partes são histórias que a gente não tem como acreditar. Ezequiel informa uma data, já o José Geraldo Aguiar esclarece outra. 

Suposta Maria - https://manoelhiginoconsultor.wordpress.com/tag/o-livro-de-jose-geraldo-aguiar/

O fotógrafo José Geraldo Aguiar diz em seu livro que a Maria Bonita (oficialmente Maria Gomes de Oliveira) viveu por lá com o nome de Maria Teixeira Lima, e teria morrido aos 67 anos em 3 de agosto de 1978, na cidade de Montes Claros, no Estado de Minas Gerais. 

Mas o suposto Ezequiel Ferreira não falou que Maria Bonita os acompanhou quando fugiram da "Grota do Angico" em julho de 1938. Tanto o suposto Lampião de Buritis como o que se dizia ser o próprio Ezequiel Ferreira criaram datas sem fundamentos para os falecimentos da Maria Bonita e do capitão Lampião. Sendo assim, nós que estudamos o cangaço de modo geral, notamos que as histórias dos dois depoentes, tanto o Lampião de Buritis como o do Genésio Ferreira não têm fundamentos de forma alguma. 


Agora aparecem as sepulturas das cangaceiras Rosinha Soares filha do vaqueiro Lê Soares, e também da ex-cangaceira Lídia Pereira, companheira do ex-cangaceiro Zé Baiano, que foi morta a pauladas por ele mesmo. 

Pesquisador Robério Santos

Esta novidade é muito importante para os que estudam o cangaço de modo geral. Ela foi descoberta pelo jornalista, escritor e pesquisador do cangaço Robério Santos, que desde alguns anos vem fazendo um excelente trabalho sobre a literatura lampiônica. E  além do que ele escreveu para o nosso aprendizado, fez belas gravações das covas das duas ex-cangaceiras. Parabéns para o escritor.

https://www.youtube.com/watch?v=d6nPz8Jjbms

E agora, será que isso irá ficar como as outras ossadas que estão até hoje sem uma comprovação, que são ou não dos verdadeiros Ferreiras? O Brasil quer saber, principalmente o nordeste brasileiro. 

Quem tomaria de conta disto? As cidades que pariram estes cangaceiros e cangaceirasDizem que para ser feito um "DNA" de cadáver histórico, é uma burocracia assutadora. Mas se todos governantes quiserem, nada será difícil. 

OS "DNAs" do suposto Lampião de Buritis e do Ezequiel Ferreira da Silva ficariam por conta da cidade de  Serra Talhada, no Estado de Pernambuco, já que foi ela quem os pariu. 

A ossada da ex-cangaceira Rosinha do facínora Mariano Laurindo Granja quem pagaria  as despesas do "DNA" seria a cidade de Poço Redondo, porque o seu bercário de nascimento foi em terras poçoredondense. Tenho certeza que se isso for pedido por alguém ao prefeito em exercício ele mandará realizar o "DNA" da sua famosa cangaceira.

Acho que se o escritor Alcino Alves Costa estivesse vivo batalharia com a prefeitura de Poço Redondo para que o "DNA" da suposta Rosinha Soares acontecesse.

Escritor e ex-prefeito de Poço Redondo Alcino Alves Costa autor do livro Lampião Além da versão Mentiras e Mistérios de Angico.

Já a ossada da ex-cangaceira Lídia Pereira de Souza que era lá de Salgadinho, em Paulo Afonso, no Estado da Bahia, ficaria aos cuidados desta cidade para realizar o "DNA" da sua filha, e mostrar a toda população que na verdade, que aqueles restos mortais  são (não) da ex-cangaceira Lídia, considerada a mulher mais bonita de todo o bando do afamado e sanguinário capitão Lampião. 

Adquira-o através deste e-mail: franpelima@blo.com.br

Tenho plena certeza que todos os escritores e pesquisadores do cangaço brasileiro que organizam a literatura lampiônica merecem ser reconhecidos pelos seus trabalhos. E tenho certeza, quantos deles estão esperando que seja feito pelo menos o "DNA" do Lampião de Buritis, lá do Estado de Minas Gerais?  

Mas parece que as cidades que são as verdadeiras mães destes e destas facínoras temem a verdade, e se isolam por total dos que tentam com responsabilidades completarem o dominó do cangaço, principalmente da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia".

JOSÉ MENDES PEREIRA POTIGUAR: O RAPOSA DAS CAATINGAS E O PESQUISADOR MIRIM  PEDRO POPOFF CONTINUAM FAZENDO SUCESSO
O cordelista e cantor Pedro Motta Popoff

Se você quiser saber mais sobre Rosinha de Lé Soares que era companheira do cangaceiro Mariano laurindo Granja, e de Lídia Pereira de Sousa do ex-cangaceiro Zé Baiano, adquira com urgência este livro. O autor passou 11 anos pesquisando para nos entregar uma grande obra sobre o cangaço. O livro tem 740 páginas, 4 centímetros de altura e é do tamanho de folha ofício.

Informação ao leitor: 

O que eu escrevi não tem nenhum valor para a literatura lampiônica. E nada irá prejudicar o que os cineastas do cangaço gravaram e nem o que os escritores e pesquisadores já escreveram. São apenas as minhas inquietações assim dizia Alcino Alves, sobre o que informaram os depoentes.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

MANOEL DUARTE FERREIRA TIDO COMO ASSASSINO DO CANGACEIRO COLCHETE E TERIA BALEADO O JARARACA.

Por José Mendes Pereira
Manoel Duarte Ferreira 

Manoel Duarte Ferreira pertencia a uma das mais tradicionais famílias (Duarte) de Mossoró. Nasceu no dia 15 de novembro de 1895 e faleceu no dia 31 de janeiro de 1982.



Era irmão do médico e ex-Senador da República Francisco Duarte Filho (Duarte Filho),  e filho dos maiores latifundiários no leste de Mossoró, Francisco Duarte Ferreira e Maria Vicência Duarte. Manoel Duarte é acusado de ter assassinado o cangaceiro Colchete e baleado o Jararaca.

 
Francisco Duarte Ferreira e Maria Vicência Duarte

Como já é do conhecimento dos leitores meus irmãos e eu nascemos na propriedade do Manoel Duarte, no sítio Mururé, mas que fazia e continua fazendo parte da antiga Fazenda Barrinha, distante de Mossoró 8 km, porque a cidade já caminha para ocupar as suas terras. Já os meus pais nasceram nas terras do seu pai Francisco Duarte ou simplesmente Chico Duarte, porque a propriedade ainda não tinha sido dividida. 

A propriedade era uma só, mas quando a Maria Inácia faleceu o Chico Duarte fez o inventário, e alguns dos filhos que gostavam da vida camponesa edificaram as suas fazendas independentes da fazenda do pai. Em 1955 Chico Duarte faleceu e dona Chiquinha Rodrigues Duarte 2ª. esposa do fazendeiro fez o segundo inventário, entregando mais outra parte de terras a cada um dos seus enteados.


Historiadores Raimundo Soares de Brito e Geraldo Maia do Nascimento 

Segundo o saudoso historiador Raimundo Soares de Brito o Raibrito em seu livro "Ruas e patronos de Mossoró" - coleção mossoroense, afirma que na defesa de Mossoró contra o bando de Lampião, Manoel Duarte ocupou a trincheira de onde se comenta terem saído os tiros que abateu Colchete e alvejaram Jararaca.


Paulo Nobre de Medeiros

Após o falecimento do Manoel Duarte em em 31 de janeiro de 1982, o jornal "O Mossoroense" comentando o fato informou:

"num reconhecimento ao seu valor e acatando a sugestão de Paulo Nobre de Medeiros, delegado do Oriente Independente Maçônico do Rio Grande do Norte, o prefeito João Newton da Escóssia decretou luto Oficial por três dias, permitindo que fosse coberto o esquife do conterrâneo com a bandeira do município".

DÚVIDAS QUE AINDA NÃO FORAM ESCLARECIDAS:

Sobre a morte do cangaceiro Colchete ainda não se tem uma certeza quem foi o seu matador. Na literatura cangaceira aparece o nome do civil Manoel Duarte Ferreira, como sendo o assassino do cangaceiro Colchete e ter baleado o José Leite de Santana o Jararaca. 

Certa vez um jornalista e escritor de Mossoró, mas atualmente reside em Natal, me falou que não se tem certeza que foi o Manoel Duarte quem assassinou o Colchete e baleou o Jararaca.


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UMA FOTO POSTADA SEM AUTORIZAÇÃO VOCÊ PODERÁ PAGAR CARO POR ISSO.

Por José Mendes Pereira
O Michael Jackson é público e outros tantos.

Quando se trata de pessoa pública você pode postar fotos livremente nas suas páginas sociais, mas se não for e não pediu permissão, tenha cuidado, porque você poderá pagar muito caro por isso, e geralmente é acionada a justiça; um advogado é logo contratado para tomar de conta disso, e diariamente azucrinar os teus ouvidos, Uma volta, volta e meia ele ali aparece, sempre ligando e com tom de ignorância para tentar fazer você temer os seus arrufos.

Quase não deixa você falar nada. É a voz daquele que manda calar a boca como se ele é o poderoso chefão, e você fique tremendo de medo. Só porque faz parte da jurisdição, e ainda expressa poder, sempre fala grosso no que diz respeito às leis, não todos. "- Aqui quem fala sou eu, o advogado encarregado da causa contra você...!" E você para ver se paga bem barato o seu erro assumido, obedece como um cão que foi repreendido pelo seu dono  e desconfiadamente foi se deitar um pouco distante.


Quatro anos já se passaram depois que o que segue aconteceu comigo. Nas minhas postagens tenho preferência por uma bela ilustração, principalmente foto incolor, pois eu acho mais aconchegante para histórias antigas. Nada mais enfeita um texto do que fotos antigas, muito embora temos as atuais que não devemos desprezá-las. 

Nas minhas pesquisas encontrei um trabalho de bom nível que me chamou a atenção e interesse para eu fazer a leitura. O trabalho sobre facínoras é bem redigido, bom de se ler, e foi escrito com informações corretas isto é, até onde eu sei sobre "cangaço"E para que ficasse um trabalho que chamasse a atenção de outros leitores, procurei nas páginas de fotografias e encontrei a foto do autor, e nela, juntamente com o texto, postei-os no nosso blog. 

Posteriormente recebi  do redator daquele trabalho mil e um agradecimentos pela postagem em nosso blog, Mas o mais interessante foi que meses depois ele me enviou uma foto sua solicitando que eu excluisse a anterior e inserisse no seu trabalho àquela enviada por ele. 
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Muitos leitores já sabem que o google ou o blogspot, não sei quem foi, tirou-me o direito de mexer em páginas do http://blogdomendesemendes.blogspot.com de cinco mil postagens para trás. De cinco mil para cá eu posso corrigi-las, mudar fotografias ou palavras que ficaram faltando dígitos ou com excessos de dígitos, principalmente tudo aquilo que foi escrito por mim que tenho o direito de mexer no texto, já que foi eu quem o escreveu, eliminar o que eu não acho necessário, isto é, deixar do meu gosto. 

Comuniquei ao moço que eu não tinha condição de fazer a mudança da sua foto, porque o google ou o blogspot tinha tirado o meu direito de mexer nas página do blogdomendesemendes de cinco mil para trás. Após a informação que enviei, aí começou a pressão do jovem contra mim. Já tinha contratado um advogado para resolver isto, porque a sua foto não fora autorizada por ele, ser publicada em nosso blog. Todo dia ele me mandava e-mails me precionando para a retirada da sua fotografia. Foi um dos maiores infernos que já aconteceu na minha vida de blogueiro. 

Mas mesmo temendo pagar uma boa quantia em R$ real ao oportunista, eu resolvi atacá-lo, imaginando que "barco perdido só é bom mesmo se for bem carregado", mesmo errado eu lhe disse que ele não estava falando com pessoa leiga que não entende de lei. 

Eu fiz direito um ano e meio na atual UERN (de verdade, não é mentira), mas fui obrigado a deixar o curso devido o pouco tempo para continuar, porque eu ja era  funcionário público (hoje aposentado) tinha a escola que trabalhava nela e dirigia uma Serralheria. Era destas que eu ganhava os meus salários. então resolvi deixar o curso de direito que dele eu não ganhava nada.

Eu já havia comunicado que ele procurasse o google, sei lá quem, e pedisse para excluir a sua foto do nosso blog. A partir dos meus arrufos ele mudou o seu comportamento, e passou a me tratar como uma pessoa que tinha errado, mas com calma, seria solucinado o problema entre ele e eu. Não paguei nada, mas fui precionado de todas formas.

Depois deste acontecimento fiquei com cuidado, principalmente postar fotos de pessoas que eu não as conheço. De todos os cangaceirólgos eu não tenho receio de postaras suas fotos, porque sei que se um deles achar que a sua foto não pode permanecer em nosso blog, tenho certeza que educadamente ele me pedirá com tempo, para que não ultrapasse dos 5 mil para trás. 

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DISSERAM A ANANIAS QUE ELE ERA FILHO DE MARIA BONITA E SEM QUERER QUERENDO, ELE ACREDITOU.

Por José Mendes Pereira

Criar fatos inexistentes é bem mais fácil do que fazer a ditadura no Brasil, como disse o Bolsonaro alguns meses que se passaram, que para voltar a ditadura: "- é bem "facim", mas eu não quero...", assim afirmou ele em uma entrevista a um canal de televisão.

Um acontecimento do cangaço que me deixa sem rumo é sobre a paternidade do  Ananias Gomes de Oliveira que era irmão da Maria Bonita do capitão, e alguns familiares colocaram na sua mente, que ele não era irmão de Maria e sim, filho. E o Ananias que era irmão mesmo da rainha do cangaço, infelizmente, sem querer querendo, acreditou na conversa. Impossível! Por que só depois de algumas décadas passadas é que foi descoberto que ele era filho da Maria? E a visinhança não viu ele nascer do ventre de Maria filha ou de Maria mãe?

Não aparece quem a coloriu.

Na história do cangaço o velho guerreiro Lampião só tem uma única filha reconhecida historicamente, que é dona Expedita Ferreira Nunes, e que mora em Aracaju, no Estado de Sergipe. Ela nasceu em Porto da Folha sob a proteção de um umbuzeiro no ano de 1932,  e com 21 dias de nascida foi entregue pelos pais a um casal de vaqueiros, os quais eram Severo e sua esposa Aurora, que já eram pais de 11 filhos, e segundo dona Expedita Ferreira, foi bem criada com muito carinho por todos eles. O casal sempre dizia que ela não era filha dele, e sim, dos cangaceiros Lampião e Maria Bonita.
 

Sabemos que a rainha do cangaço Maria Bonita durante o tempo em que viveu com o capitão Lampião teve três abortos, fazendo um total de quatro filhos gerados em seu útero contando com dona Expedita. Mas o capitão Lampião mesmo sem saber, poderá ter deixado alguma namorada grávida pelos sertões que passou. Não se tem conhecimento disso, mas não é difícil, porque homem que não obedece as leis é poderoso e domina fácil uma mulher, principalmente quando ela não tem nenhum compromisso amoroso. Dois que apareceram por aí dizendo que eram filhos do rei, foram invenções. 

João Peitudo suposto filho de Lampião e Maria Bonita

O João Ferreira (João Peitudo) que era lutador de box e se dizia ser filho do casal de cangaceiros, que segundo ele, nasceu no ano de 1938, Vera Ferreira que é neta de Lampião diz que não há nenhuma possibilidade do João ser filho dos seus avós, porque ele nasceu em 1942, e os seus avós já estavam mortos há quatro anos. João Peitudo morreu tentando provar que era filho do Lampião.

Vera Ferreira neta de Lampião e Maria Bonita

Em 2005, surgiu o mais recente caso e com grande possibilidade de ser real, segundo alguns especialistas, um dos onze filhos de Maria Joaquina da Conceição, conhecida como "Dona Déa" e José Gomes de Oliveira, o "Zé Filipe" o Ananias (foto no início da página) seria filho de Maria Bonita com Lampião. Acontece que Dona Déa e Zé Filipe são pais da Maria Bonita.

Dr. Antonio Amaury e Manoel Severo.

Li que uma descoberta do Dr. Antônio Amaury Correia teria ouvido de um major reformado do exército de nome José Mutti, um ex-volante da polícia, e que este foi  genro dos pais de Maria Bonita que ele foi esposo de Antonia Gomes de Oliveira, a sogra segredou-lhe que o Ananias era filho do "homem", ela quis dizer referindo-se a ao capitão Lampião.


Antonia Gomes de Oliveira irmã de Maria Bonita

Quem ler sobre cangaço e assim como eu que não tem muita segurança sobre o tema, opino sem atrapalhar os pesquisadores e escritores, e com essa informação de dona Déia, fico meio assustado e me perguntando: Mas quem seria a mãe, Maria Bonita com o Lampião ou a dona Maria Joaquina com o “homem” que seria o Lampião?

O mais interessante é que Ananias nasceu no ano de 1929 e Maria Bonita entrou para o cangaço em meados do ano de 1930. E quem viu Maria Bonita grávida neste período de 1929 a 1930? Ninguém fala que a viu gestante durante este tempo em que ela estava tentando se aconchegar a Lampião.


Volta Seca com a sua esposa

O cangaceiro Volta Seca que ainda era menino na época e que entrou para a empresa de cangaceiros de Lampião em 1929, falou ao Jornal “O Pasquim” que viu Maria Bonita grávida, mas de Expedita Ferreira que nasceu no ano de 1932, e quem cuidou dela foi a sua própria mãe Maria Joaquina.

Expedita Ferreira filha de lampião e Maria Bonita

A verdade não aparece em nenhum caso deste. Ananias que foi considerado neto e ao mesmo tempo filho de criação de dona Maria Joaquina é também uma criação dela, para que ele se tornasse filho de Lampião e Maria Bonita. Com certeza, grávida ela não foi para o cangaço, porque nenhum remanescente de Lampião falou nessa possibilidade entre 1929 a 1930, principalmente o Volta Seca que entrou para o cangaço no ano de 1929. E se Maria Bonita teve o Ananias, não era filho de Lampião e sim, do seu primeiro esposo Zé de Neném. 

Maria Bonita e seu primeiro esposo José de Neném.

O mais interessante é que dona Maria Joaquina segredou ao seu genro a paternidade do Ananias sendo Lampião e Maria Bonita. E qual seria a sua intenção de falar isto em boca de cumbuca, já que a vizinhança sabia muito bem quem seria o pai e mãe do Ananias? 

Informação: 

O que eu escrevi não tem nenhum valor para a literatura lampiônica. São apenas as minhas inquietações. Não prejudica de forma alguma e não contraria os trabalhos dos escritores e pesquisadores. Afinal, tudo que os escritores escrevem eu muito os agradeço, porque é com eles que eu tento conhecer e viajar com os reis do cangaço nas caatingas nordestinas. Um tema apaixonante que é cangaço.

Leia este trabalho no Lampião aceso: 


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

JOSÉ FELIPE DE OLIVEIRA PAI DE MARIA BONITA NÃO SE AFINAVA COM O SEU GENRO CAPITÃO LAMPIÃO

Por José Mendes Pereira

Parece que o que dizem sobre Virgolino Ferreira da Silva o capitão Lampião que era bem recebido na casa do José Felipe de Oliveira, seu sogro, não tem muita credibilidade. Aqui eu apresento aos amigos o trabalho abaixo do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros. O natalense fala claramente sobre a recusa de José Felipe de Oliveira com o seu novo genro que era Lampião, companheiro da sua filha Maria Gomes de Oliveira a Maria Bonita. 

Se você quiser saber tudo sobre o que disse o pai da Maria Bonita ao repórter A. C. Rangel do periódico carioca “O Jornal”, que era autodenominado o “órgão líder dos Diários Associados”, e tinha como poderoso chefão o paraibando de Umbuzeiro o jornalista, empresário e político brasileiro Francisco Assis Chateaubriand, clique no link abaixo e faça uma boa leitura. É bem redigido pelo o Rostand Medeiros. Gostosa e prazerosa leitura.

Vamos ouvir em segredo o que o historiógrafo diz sobre eles: 

Historiógrafo Rostand Medeiros

(...) Vinte anos após a morte de Lampião e Maria Bonita na Grota do Angico, o repórter A. C. Rangel e o fotógrafo Rubens Boccia seguiram para o sertão a serviço do periódico carioca “O Jornal”.

Este era autodenominado o “órgão líder dos Diários Associados”, sendo o primeiro veículo jornalístico adquirido pelo poderoso Assis Chateaubriand e se tornou o embrião do que viria a ser a empresa jornalística Diários Associados. O objetivo dos profissionais da imprensa era realizar uma entrevista com o pai de Maria Bonita o José Gomes de Oliveira mais conhecido como Zé Felipe.

O pai de Maria Bonita nada narrou sobre a esterilidade do sapateiro e nem sobre o primeiro marido da sua filha, mas comentou que ficou arruinado com a união de Maria e o “Rei do Cangaço”. Ele afirmou ao jornalista que em consequência daquela união passou oito anos andando pelo norte do país, verdadeiramente como um “cão escorraçado e sem sossego”.
"Se ele passou oito anos fora de casa possivelmente não estava nem um pouco satisfeito com aquela união".

Zé Felipe comentou que após Maria decidir seguir os passos de Virgulino Ferreira da Silva o Lampião, nas poucas vezes que pode estar frente a frente com a sua filha, buscou convencê-la a deixar aquela vida. Atitude bastante razoável para um pai diante daquela situação. Comentou que Lampião vivia como um “alucinado” e que não parava em parte alguma. Mas como bem sabemos, ele não conseguiu convencer a filha.

(...) O jornalista Rangel informa que Zé Felipe lhe narrou que em uma ocasião em meio a uma caminhada forte, com a polícia seguindo nos calcanhares, Maria Bonita foi ficando cada vez mais para trás, pois trazia embalada uma criança sua, com pouco tempo de nascida. Sem explicar como, a reportagem informa que a cangaceira com seu filhinho pegou um cavalo e conseguiu chegar próximo ao bando. Como a criança chorava muito, Lampião se exasperou e, para evitar que o bando fosse encontrado pela polícia, quis “sangrar” com um punhal seu próprio filho. Mas Maria saltou de punhal na mão e encarou o chefe cangaceiro frente a frente e este desistiu de sua ação. 

Noutra ocasião Zé Felipe narrou ao jornalista Rangel que Maria tinha ficado raivosa com o companheiro e chegou a quebrar-lhe uma cabaça d’água na cabeça. [2]
Em outra parte da narrativa, o velho Zé Felipe narrou uma desobediência de sua filha perante Lampião. (...)

Não deixa de fazer uma visitinha ao Rostand Medeiros. Basta clicar no link abaixo. Seus trabalhos são excelentes, tanto faz cangaço como aviação e outros.

https://tokdehistoria.com.br/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CANGACEIRO GORGULHO.

    Por Fabio Costa Este Cangaceiro estava no grupo de Mané Moreno em Poço da Volta quando em meio ao forró foram emboscados pela volante de...