quinta-feira, 30 de julho de 2026

FRANCISCAS E JANUÁRIAS: O ECO DA CORTE IMPERIAL NA GENEALOGIA DA FAMÍLIA PEREIRA DO PAJEÚ

 Por Valdir José Nogueira de Moura.

Publicando os meus dois personagens. Seu Galdino caçador de onças, e seu Leodoro o seu amigo inseparável. A imagem não tem nada a ver com o texto do Valdir José Nogueira de Moura. É só para conhecerem as duas personalidades. Quase nada é o nome de fantasia do meu comércio.

​A lealdade política, no sertão do Império, não se manifestava apenas nos palanques, nos tiroteios de pleitos eleitorais ou nas atas das câmaras municipais. Ela se entalhava no próprio sangue, no papel velado das certidões de batismo e no nome cotidiano das filhas da terra. Na genealogia da tradicional família Pereira do Pajeú, o eco da Corte Imperial ressoa com uma insistência singular no repetir compassado de dois nomes: Francisca e Januária.

​Longe de ser mera coincidência ou falta de inventiva dos padrinhos, a profusão desses nomes pelas veredas e fazendas do Pajeú era uma afirmação de fé monárquica. Ao batizarem suas herdeiras em homenagem às princesas Dona Francisca e Dona Januária de Bragança — filhas de Dom Pedro I —, os patriarcas dos Pereira selavam publicamente o seu alinhamento com o Partido Conservador e a sua irrestrita devoção ao trono. O nome da criança tornava-se, assim, uma bandeira hasteada na pia batismal, visível a todos os aliados e rivais da região.

​Essa fidelidade ao imperador e ao Partido da Ordem não era um gesto unilateral. No tecido político do Século XIX, a Coroa recompensava a lealdade das elites rurais do interior com a moeda mais valiosa da época: a distinção social e o salvo-conduto do poder.

​Da Corte no Rio de Janeiro até os confins de Pernambuco, a aliança política se traduzia em títulos altissonantes e honrarias concedidas aos membros da família. As patentes da Guarda Nacional — de Capitão a Major e o cobiçado posto de Coronel — conferiam a autoridade legal para comandar homens e gerir a ordem local. As comendas das ordens imperiais, como a Imperial Ordem da Rosa e a lendária Ordem de Cristo, ostentadas no peito dos chefes de família, atestavam que aqueles sertanejos tinham a atenção e a estima do próprio Imperador. Títulos de nobreza como os de Barão vinham para coroar essa integração entre o poder oligárquico do Pajeú e o destino político do Brasil Império.

​O tempo passou, o Império caiu e os títulos perderam a sua função jurídica, mas a memória daquela aliança permaneceu gravada nas páginas amareladas dos livros de tombo. Em cada Francisca e em cada Januária que nasceu ao longo das gerações, a família Pereira não apenas perpetuou a lembrança de suas mulheres, mas guardou a marca indelével de uma época em que o sertão do Pajeú conversava diretamente com os salões do Paço Imperial.

https://www.facebook.com/jose.mendes.pereira.52603

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. 

E entenda que:

 "Perdoar é devolver ao outro o direito de ser bem feliz".

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morreu, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

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FRANCISCAS E JANUÁRIAS: O ECO DA CORTE IMPERIAL NA GENEALOGIA DA FAMÍLIA PEREIRA DO PAJEÚ

  Por Valdir José Nogueira de Moura. Publicando os meus dois personagens. Seu Galdino caçador de onças, e seu Leodoro o seu amigo inseparáve...