sábado, 21 de março de 2026

EZEQUIEL FERREIRA DA SILVA - DUAS VIDAS, DUAS MORTES. (FARSA).

     Por José Mendes Pereira

Suposto Ezequiel Ferreira da Silva irmão de Lampião

Todos aqueles que me conhecem nesse mundo de pesquisas sobre o cangaço sabem muito bem que eu não sou nenhuma autoridade no assunto, e tenho a dizer aos amigos, as minhas inquietações são somente sobre depoentes e mais ninguém. Se caso eu discordar de um escritor, pesquisador ou mesmo sobre os trabalhos de cineastas do cangaço, estou querendo aparecer, vez que eu não tenho profundos conhecimentos sobre o tema para guerrear contra qualquer um desses que organiza a literatura lampiônica. Sou um estudante que conheço o meu lugar no estudo cangaceiro, e o meu pouco conhecimento que tenho adquirido, vem dos pesquisadores, escritores e cineastas. E para que eu ir contra eles?

Antiga Villa Bella - Pernambuco terra de Lampião

O caso do suposto Ezequiel que morava no Piauí e que em 1984, chegou à Serra Talhada, antiga Villa Bella, no Estado de Pernambuco, se dizendo ser o verdadeiro Ezequiel Ferreira da Silva, irmão mais novo dos Ferreiras, e que tinha ido lá tirar seus documentos para uma possível aposentadoria, mas lamentavelmente, as suas informações, para mim e para pesquisadores que são famosos, não são verdadeiras, tudo mentira.

Capitão Lampião e seu irmão mais novo Ezequiel Ferreira da Silva

Alguns que conheceram o Ezequiel  irmão de Lampião, em Serra Talhada, acharam que o homem tinha muito a ver com o Ezequiel verdadeiro, principalmente amigos de infância e outros mais, como por exemplo, o Genésio Ferreira - primo de Lampião, que o acoitou por mais de 20 dias em sua residência, acreditando nas palavras do velho.

Mas você, leitor, poderá até me perguntar o porquê da minha discórdia, quando ele detalhou tim-tim por tim-tim, a alguns antigos amigos e familiares de Serra Talhada.

Primeiro, quando o Ezequiel verdadeiro saiu de Villa Bella ainda era muito pequeno, com aproximadamente 9 anos de idade, porque ele nasceu em 1908, e toda encrenca de Zé Saturnino com os Ferreiras ou os Ferreiras com Zé Saturnino, foi mais ou menos a partir 1916. Então nenhum de seu tempo de criança que viu ele nascer tinha condições de reconhecer o menino de ontem que hoje já era velho e muito velho, além de caduco e este mentiros.

Outra, segundo informações, quando perguntado os nomes dos seus pais, ele não soube responder, principalmente de alguns irmãos. Ora, é muito difícil esquecer os nomes dos seus pais e muito menos de irmãos.

E há quem diga que, isso de não saber os seus nomes, foi simplesmente devido a avançada idade que já tinha o feito esquecer os nomes dos pais e de alguns irmãos. Mas mesmo sendo bem velho, ele soube muito bem procurar o seu direito de se aposentar,e para este fim, não tinha nada de velho...

Pais e irmãos de Lampião, inclusive ele está na foto. As duas irmãs que morreram ainda pequeninas não estão na fotografia. (Desenho de Lauro Villares utilizando-se de antigos retratos)

Disse que tivera 6 irmãos. Mas nós sabemos que a prole do casal era um total de 11 filhos, incluindo ele, caso fosse o Ezequiel verdadeiro. Ele foi irmão de 09 filhos de José Ferreira com dona Maria Sulena da Purificação, e 10 contando com Antonio Ferreira da Silva, que era só filho de dona Maria, com um senhor chamado Venâncio, porque quando seu José casou-se com dona Maria, segundo pesquisadores, ela já o levava no seu ventre. 

Mas, de acordo com documentos nas mãos do escritor José Bezerra Lima Irmão, pela contagem do dia do casamento dos seus pais, o Antonio Ferreira  também era filho legítimo do pequeno fazendeiro José Ferreira da Silva, ou dos Santos.

Escritor José Bezerra Lima Irmão

Sem ordem de nascimento todos seus irmãos eram: Antonio Ferreira da Silva, Livino Ferreira da Silva, Virgulino Ferreira da Silva, Virtuosa Ferreira da Silva, João Ferreira dos Santos (este era dos Santos), Angélica Ferreira da Silva, Ezequiel Ferreira da Silva, Maria Ferreira da Silva (dona Mocinha), e Anália Ferreira da Silva.

Saudoso Escritor José Sabino Bassetti

Além dos seus irmãos que nós todos já os conhecemos através dos nossos estudos cangaceiros, o casal teve mais duas filhas, as quais nasceram mais ou menos nos anos de 1913 e 1914 do século XX, e, segundo o pesquisador do cangaço e escritor o saudoso José Sabino Bassetti, as crianças faleceram ainda pequeninas, e uma delas foi tristemente queimada numa língua de fogo de uma lamparina, ao clarear de um certo dia. 

Supõem-se que criancinha levantou-se da sua redinha e caminhou para uma mesa onde estava a lamparina acesa, e acredita-se que ela tenha puxado a toalha da mesa, fazendo com que o querosene derramasse sobre a sua camisolinha, e a partir daí, o fogo tomou de conta das suas vestes. Ela teria durado alguns dias vivas, mas não resistiu às queimadura e veio a óbito. O escritor não revela o ano de seu falecimento.

Ainda segundo José Bezerra Lima Irmão, o suposto Ezequiel Ferreira foi entrevistado pelos escritores Hilário Lucetti e Magérbio de Lucena, os quais são autores do livro “Lampião e o Estado-Maior do Cangaço”, e fizeram várias perguntas ao forasteiro, homem sem rédeas, mas ficaram abismados com tantas contrariedades ditas pelo depoente.

Escritor e pesquisador do cangaço Hilário Lucetti

Mas o homem  impostor descaradamente estava querendo adivinhar o que lhe era solicitado pelos mestres da cultura, e, escorregava constantemente, porque não  tinha  firmeza do passado da família "Ferreira", a qual ele se dizia fazer parte. O certo é que, aquelas alturas, ele queria apoio de alguém para permanecer por alguns dias na cidade de Serra Talhada, enquanto resolvia o que tinha ido fazer lá.

Escritor e pesquisador do cangaço Magérbio de Lucena

Com tudo em mãos, caneta, papel e outros materiais necessários para os seus trabalhos, os pesquisador Hilário Lucetti e Magérbio de Lucena resolveram iniciar as suas perguntam ao suposto Ezequiel:

- O senhor é mesmo irmão do Virgolino Ferreira da Silva o capitão Lampião?

E ele desavergonhadamente, mas talvez um pouco nervoso, que nessa hora, aparece a quem está mentindo, assegurou dizendo:

- Sou sim, o irmão mais novo de Lampião.

- E como são os nomes dos seus pais...?

O dono da farsa literalmente não soube responder.

Os autores perguntaram-lhe:

- Por que é que todo mundo diz que o senhor foi assassinado e testemunhado por pessoas que lá estavam, no Estado da Bahia, no ano de 1931, no mais ferrenho combate feito pelo capitão Lampião e a polícia, que aconteceu nas terras da cidade de Paulo Afonso, no povoado chamado Baixa do Boi, e agora o senhor aparece vivo em Serra Talhada?

Cova do cangaceiro Ezequiel Ferreira irmão de Lampião

E ele:

- Tudo era mentira, senhores.  O meu irmão Lampião inventou a história para eu sair do cangaço.

- Quantos irmãos o senhor teve?

E ele respondeu:

- Tive 3 irmãos e 3 irmãs.

O que não é verdade a resposta do suposto Ezequiel...

Mas veja leitor, que ele não tinha segurança no que dizia. Fantasiava a descrição dos combates e citava cangaceiros que não foram do seu tempo.

Depois de tantas mentiras, os escritores perderam o gosto e desistiram de continuar a entrevista com o suporto Ezequiel Ferreira da Silva.

Apesar de admitirem que o homem tinha mais ou menos a mesma idade e aparentando fisicamente, que teria Ezequiel se fosse vivo, Hilário Lucetti e Magérbio de Lucena consideraram que na verdade era um verdadeiro embusteiro. Os estudiosos do cangaço ficaram sem saber a finalidade de tanta mentira, porque, na história não havia valores e nem promessas.  

Dr. Antonio Amaury, João de Sousa Lima, Ângelo Osmiro e Dr. Leandro Cardoso

Mas aí não termina a farsa. O escritor e pesquisador do cangaço Ângelo Osmiro, residente na capital  de Fortaleza-CE, em um dos seus trabalhos com o título “A morte de Ezequiel Ferreira (Ponto Fino) irmão de Lampião”, nos diz que segundo o Ezequiel, teria ficado na “Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia” até  julho de 1938, quando o irmão fez uma reunião para comunicar aos companheiros que abandonaria o cangaço.  

O cangaceiro Luiz Pedro

E fugiram disfarçados: o próprio Ezequiel; o capitão Lampião, Luiz Pedro e mais Félix da Mata Redonda, tendo ele permanecido no Estado do Piauí, enquanto Luiz Pedro e Lampião tomaram o destino de Goiás, onde esse teria morrido no ano de 1981. Mais uma vez o homem mentiu. Lampião morreu no dia 28 de julho de 1938 indiscutivelmente.

O cangaceiro Félix da Mata

Veja leitor, fugiu do bando de Lampião em 1931, quando, segundo ele, Lampião teria forjado a sua morte, e 7 anos depois, ele aparece na empresa do irmão, em 1938, na Grota do Angico, em Porto da Folha, hoje Poço Redondo, nas terras sergipanas, e possivelmente antes da chacina.

O JUIZ DE DIREITO DEIXOU DE SER DIREITO, MANDOU REGISTRAR HOMEM QUE SE DIZIA SER IRMÃO DE LAMPIÃO. QUAL ERA A PROVA? SOMENTE A SUA PALAVRA?

Não dá para entender por ter  sido lavrado o registro de Ezequiel novamente, porque se era ele ou não, no período que ele nasceu, seu pai José Ferreira dos Santos estava gozando a liberdade e vivendo a paz, e tenho quase certeza que ele não deixou nenhum dos seus filhos sem registrá-lo. Todos nasceram em Villa Bella, hoje Serra Talhada. Agora se ver, talvez Ezequiel Ferreira registrado duas vezes.

Mas quem foi o culpado? 

Foi o juiz de nome Clodoaldo Bezerra de Souza e Silva, juiz de direito da comarca de Serra Talhada, que segundo informações, admirado (ficou de queixo caído, coisa que um juiz de direito tem que ir pela lei e a razão, e não pelo o coração); com o que afirmava o suposto Ezequiel. Mandou chamar alguns antigos moradores da cidade, e a eles fez perguntas se confirmavam ou não, que aquele sujeito era Ezequiel Ferreira da Silva, irmão de Lampião. Os entrevistados afirmaram que sim.

Mas as pessoas não podiam testemunhar nada, vez que o rapaz estava longe dali, e já haviam se passados muitos anos se fosse ele mesmo, e assim, a garantia daquele sujeito ser Ezequiel, irmão do rei do cangaço capitão Lampião, era uma verdadeira incógnita.

Como juiz de direito da cidade de Serra Talhada, ele tinha que mandar fazer uma busca nos cartórios da cidade, e até mesmo em outros municípios adjacentes, para saber se existia ou não, registro em algum livro oficial do Ezequiel Ferreira da Silva, tendo como pais José Ferreira dos Santos e Maria Sulena da Purificação. Mas é quase certo que não mandou fazer este levantamento nos cartórios, pois o procedimento legalmente seria este, e não ir em conversas de pessoas que queriam que o homem fosse reconhecido e registrado como irmão de Lampião, e sendo assim, desnecessariamente autorizou que o homem fosse registrado no cartório que ele procurou, como sendo irmão dos Ferreiras, e sem outra providência.

Sobre Ezequiel ter relembrado muitas coisas quando morava em Villa Bella, isso não é difícil para ninguém, e muito menos para quem quer se passar por outra pessoa. Eu moro na região Leste de Mossoró e sei quase tudo dos tempos passados em bairros que já morei, que se eu andar em alguns deles, mesmo sem conhecer quase mais ninguém, porque muitos já se foram, contarei com perfeitos detalhes o passado dali, como se eu estivesse ainda vivendo por lá. 

O suposto Ezequiel Ferreira com certeza era um antigo morador da região, e como tinha uma certa semelhança com o Ezequiel verdadeiro, fez muita gente de besta em Serra Talhada.

https://www.facebook.com/ComunidadeCangaco/photos/o-canga%C3%A7oa-morte-de-ezequiel-ferreira-ponto-fino-irm%C3%A3o-de-lampi%C3%A3opor-%C3%A2ngelo-osmi/650487585087340/

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

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sexta-feira, 20 de março de 2026

QUEM M4TOU BENJAMIN ABRAHÃO (O ÚNICO HOMEM A CONSEGUIR FILMAR O BANDO DE LAMPIÃO).

  Por Cangaço Eterno

https://www.youtube.com/watch?v=Wj0-6vs5Xk4&t=5s

Conheça a vida e morte de Benjamin Abrahão Callil Botto, o sírio-libanês que conseguiu filmar o cotidiano de Lampião e seus cangaceiros. veja quem são seus possíveis assassinos...

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

Muito chato para você me ver sempre chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem.

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

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Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.

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quinta-feira, 19 de março de 2026

SUPOSTO EZEQUIEL FERREIRA, IRMÃO DE LAMPIÃO E O VEREADOR LUIS ROSA.

  

Suposto Ezequiel Ferreira do Piauí. Conheciam esta foto?

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10164017608962840&set=a.486697157839

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terça-feira, 17 de março de 2026

O FORRÓ DO JOÃO DE MOCINHA

Por José Mendes Pereira

Antônio Alexandre da Cunha Filho - Tota  - cantor do conjunto musical João de Mocinha.

Meus amigos que foram adeptos das inesquecíveis Casa de Menores Mário Negócio e a famosa Editora Comercial, Railton Melo, Jorge Braz, Pedro Nascimento, Manoel Flor de Melo e João Augusto Braz, sei que vocês não foram festeiros daquele clube “Forró do João de Mocinha” estabelecido à Rua da Harmonia em Mossoró, no grande Alto de São Manoel, fundado entre os anos de 1966 a 1967, por Francisco de Assis Lemos (o Chico), filho do homem que o forró recebera o seu nome, mas sabem que durante muitos anos, aos sábados e aos domingos à noite, algumas vezes, uma matinê no sábado, animou os festeiros do São Manoel e de outros bairros com o som da amada sanfona, triângulo e zabumba, onde lá, o cavalheiro pegava a sua dama, e só no bico do sapato, divertia a si mesmo e a sua morena, ali, aconchegado, e de ponta a ponta, o casal rodopiava o salão do ambiente.

O forró não tinha regras para se participar da festa, podia entrar quem quisesse, mulheres de bons modos, mulheres de vida livre, desde que pagassem a entrada de acordo com o preço estabelecido na portaria, e rigorosamente, os festeiros respeitassem o ambiente. Nada grátis, afinal, o dono fazia gastos e mais gastos com instrumentos musicais, e procurava manter o conjunto com bons músicos, para que o forró funcionasse nos finais de semanas, e fizesse mais ainda sucesso, e divertisse os festeiros.

O nome do conjunto era “Os Diamantinos” de propriedade do Chico, que começou com instrumentos improvisados, e aos poucos, foi se aperfeiçoando, e era administrado por seu pai João de Mocinha, tendo como componentes: Crooner Antônio Alexandre da Cunha Filho (vulgo Tota), cujo, foi meu colega  de trabalho da empresa do Governo Estadual, na Educação. No triângulo, João Batista (vulgo Doidelo), este é meu primo de 2º grau, porque, as nossas avós eram irmãs. Ainda no triângulo e bateria o Antonio Aírton de Carvalho (já falecido) e no baixo o Edilson de Teotônio, irmão de Alcimar dos Teclados, nosso grande amigo e primo dos meus primos. 

Alcimar dos Teclados e sua esposa - também é cantora. Grandes artistas musicais.

Quando Edilson saiu do grupo, quem assumiu o contrabaixo foi o Geniel, também meu primo de 2º grau, filho do Olegário Ismael Jácome e de Francisca de tia Adelaide Maria da Conceição. Na guitarra, era responsável pelo som um jovem com o vulgo de Chico Cascudo.

Com este nome, o conjunto musical “Os Diamantinos” permaneceu durante 13 anos, e foi uma homenagem a uma freira do Ceará, amiga do padre Sales, que por aqui vivia, e sugeriu aos proprietários este nome de fantasia, o qual foi muito bem escolhido e abençoado por Deus.

O proprietário do clube acreditou e com muito sacrifício, investiu, chegando a ser uma das casas de shows melhores da periferia de Mossoró. O forró do João de Mocinha era tradição na cidade, e conquistou a população fazendo grande sucesso. Esta foi a primeira fase do conjunto musical “Os Diamantinos” que durou de 1966 a 1979.

A segunda fase do ”Forró do João de Mocinha”, teve início logo a seguir, em 1979, quando o conjunto “Os Diamantinos” deixou de existir, recebendo o nome de “The Black Som” possivelmente, que seria considerada a fase de “ouro” do grupo, mas não foi, tendo sido comprado mais instrumentos com maiores potências no que diz respeito a decibéis. Nesse período, alguns componentes deixaram de fazer parte do conjunto, como por exemplo: Geniel, que abandonou o grupo, e que a sua vaga de baixista foi preenchida por um jovem chamado Neto. O crooner de “Os Diamantinos” o “Tota”, permaneceu até dois anos no “The Black Som”, mas posteriormente, ele deixou a banda, e a vaga foi preenchida pelos cantores Sales de Aleixo e uma jovem com o nome de Aledir.

A fama do forró fez com que o Chico investisse mais ainda, comprando instrumentos como teclado, caixas de som de alta potência, além de baterias e tumbas de alto curto.

O forró andava bem, obrigado, mas quando o proprietário resolveu colocar um empresário, que havia mudado o nome para “The Black Som”, e por ironia do destino, não se sabe se foi afastamento dos festeiros, porque já existiam outros clubes nas periferias de Mossoró, ou se foi administração do empresário que não chegou a satisfazer aos frequentadores, e a partir dali, o conjunto caminhou para a decadência.

E para ver se recuperava o sucesso que fez o conjunto antes, pai e filho resolveram convidar os antigos componentes, como o Tota, o Geniel, o Airton, o João Batista (Doidelo), o Edilson..., e como ninguém quis mais fazer parte do grupo, ele foi fracassando, sem mais ter casa cheia no ambiente, e assim foi de água abaixo, chegando a falência.

Se o grupo “Os Diamantinos” fez bastante sucesso, mais ainda fez o “The Black Som”, e com a entrada do empresário, o conjunto perdeu o rumo, chegando o proprietário encaixar os seus instrumentos, guardando-os, esperando por uma outra oportunidade, a qual, nunca mais existiu.

Que pena! Um clube que fez muito sucesso só restou a saudade a quem nele frequentou, e o prédio todo desmoronado que ainda tenta resistir em pé, lá na Rua da Harmonia, no grande Alto de São Manoel em Mossoró..

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segunda-feira, 16 de março de 2026

PALMEIRA IMPERIAL: conheça a história no Brasil e saiba como cuidar

 

https://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Jardim/Paisagismo/Plantas/noticia/2021/11/palmeira-imperial-conheca-historia-no-brasil-e-saiba-como-cuidar.html

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domingo, 15 de março de 2026

VISITando.

 Clerisvaldo B. Chagas, 13 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3378

PEDRA DO PADRE CÍCERO, EM DOIS RIACHOS (FOTO: B. CHAGAS).

Estamos reservando esta sexta-feira para fazermos uma visita ao povoado Areias Brancas (Santana do Ipanema) e a Pedra do Padre Cícero, em Dois Riachos. Em Areias, iremos visitar familiares dos fundadores do povoado que hoje parece uma cidade e cujos iniciantes não moram mais ali. E nós, que escrevemos a história do povoado (ver: o BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA) queremos pelo menos conhecer a neta dos fundadores, Manoel Joaquim e Rosa. Inclusive, o casal fundador do povoado está em nosso livro PADRE CÍCERO, 100 MILAGRES NORDESTINOS, INÉDITOS. Assim vamos também confirmar o recebimento do livro pela neta do casal. Areias Brancas fica no limite dos município de Santana com Dois Riachos, cortado pela BR-316.

Assim iremos dar um esticadinha até a pedra do Padre Cícero, no município vizinho de Dois Riachos. Sim, uma visita de fé e pagamento de promessa programada. Não, não é dia de romaria na Pedra, romaria maior de Alagoas realizada no dia 20 de julho, mas um dia comum, um dia calmo nas imediações da Pedra. Mas também iremos ter a honra de conhecer familiares do homem que construiu o oratório no topo da rocha. Aliás, também fazer a entrega do livro do padre Cícero, em cujas páginas estar registrada a ação de agradecimento do milagre alcançado no Juazeiro de quem construiu o oratório. Portanto, uma viagem curta com dois motivos de honra e alegria. Amanhã, sábado, continuação desse mister de outro maneira. Na padre estarei com Ivan e Jeane, irmão e irmã. No sábado, com o escritor Marcello Fausto, distribuindo livros remanescentes a quem faltou o lançamento.

Pois, enquanto determinado país, semeia guerras, terror, mortes e assassinato frios, vamos semeando livros em nosso pedaço de chão. Infelizmente tem o que mata em briga comum, o que mata para roubar, o que mata por vingança e o que mata estando no poder se reafirmando como o assassino do mundo. Para onde irão esses tipos de almas sebosas? Enquanto isso, os livros continuam divulgando a arte, o belo, o conhecimento, acalentando a alma do seu leitor.

Ah! Mundo véi sem porteiras!

Que achas, tu?

https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/03/visitando-clerisvaldo-b.html

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

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As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

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sábado, 14 de março de 2026

TEXTO ESCRITO PELO AMIGO, PROFESSOR, ESCRITOR E POETA DAMIÃO SIRIDÓ, COMO FORMA DE HOMENAGEM A KYDELMIR DANTAS .

 

KYDELMIR DANTAS

Escritor do ano na Paraíba, homenageado pelo IFPB.

Nada é mais satisfatório do que obter o justo e merecido reconhecimento. E nada mais gratificante do que ver um grande homem sendo honrado, sobretudo um conterrâneo nosso. E se é pra ser louvado, que seja em vida para continuar o sendo também, sempre, pois todo reconhecimento é um ato de gratidão; e a gratidão é no dizer do poeta e filósofo picuiense Abílio César: “– traço nobilitante do homem de caráter!”

A verdade é que, no campo das Artes e das Letras nem todos são assim agraciados em vida pela dama fortuna ou pelos gênios do fado e do destino. Nesta parca lista inserem-se alguns como: Bernardo Guimarães, Machado de Assis, José de Alencar, Euclides da Cunha, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Ariano Suassuna, Patativa do Assaré, Antônio Francisco, Chico Pedrosa, Cecília Meireles, Auta de Souza, Zila Mamede, dentre outros.

Antônio Kydelmir Dantas de Oliveira é um paraibano que teve essa honra e felicidade, e merecidamente. Este ano, ele foi escolhido para ser homenageado pelo IFPB, em todo território paraibano e o 5º SELICULT – Seminário de Linguagens, Literatura e Culturas do IFPB – Campus de Picuí, o homenageou com uma programação especial, ampla, variada, rica e belíssima. Vieram prestigiá-lo de perto e de longe, da Paraíba e de fora dela. As homenagens ao poeta este ano por parte do IFPB de todo o estado abrangeram ainda o 4° Concurso Literário do IFPB e o 3° Festival de Arte e Cultura do IFPB - Campus de Cajazeiras.

O escritor destinatário desta láurea é um veterano, sertanejo “testado e aprovado” nas lides mais diversas dos chãos catingueiros que vão desde o Seridó e Curimataú e por toda a Paraíba, passando pelos chãos da terra potiguar, onde viveu por cerca de trinta anos, marcando-a e sendo marcado pelas águas, sol, sombras e poeiras de Mossoró, onde constituiu família e fez longa carreira. Daí que se designa de “paraiguar”, paraibano e potiguar este bardo, que é simultaneamente mestre e menestrel; poeta e cordelista, professor e pesquisador; cronista e ensaísta; agrônomo e escritor, em suma, um entusiasta das coisas nordestinas: de Lampião, rei do Cangaço a Luiz Gonzaga, rei do Baião; do Folclore de Câmara Cascudo à Ariano Suassuna; do Cinema, a Sétima Arte às culturas nordestinas em geral, como as coisas, as evocações dos humores, amores e reminiscências de sua grei, de sua terra, sua gente e de tudo o que emana de dona Angelita Dantas, sua querida mãe e de seu Né, seu dileto pai; sendo ambos: solo, húmus e semente do seu ser, constituindo-o nesta essência inspiradora e contagiante.

O evento durou três dias consecutivos, de 04 a 06 de dezembro do ano da graça de 2025, com a realização de minicursos, palestras, exposições, mesas-redondas, apresentações de trabalhos e oficinas, além de lançamento de livros. Teve, ainda, a presença de autores, poetas, estudantes, estudiosos e escritores picuienses, de outras cidades paraibanas e potiguares, que vieram abrilhantar o evento e prestigiar o homenageado. Vale salientar que, na Paraíba esta é a segunda grande homenagem feita por uma instituição pública, nesse caso, pelo IFPB a Kydelmir Dantas. A primeira foi realizada pela 4ª Gerência Regional de Educação – Cuité/PB, que o homenageou como o autor do ano de 2019 na I Festa Literária da Rede Estadual de Ensino (FLIREDE) e em 2021 ele foi eleito Poeta Destaque por uma agência de publicidade do estado do Rio Grande do Norte.

E assim, se me perguntas: – Quem é o homem? Eu te respondo parafraseando Nietzsche: – Ecce homo! ( – Eis o homem!)

É o andarilho errante nas sendas das coisas boas, que por onde passa aspira e inspira benfazejas ações e impressões, colhendo os bons frutos e plantando a boa semente, dentre as sementes que a terra e cultura mãe nordestina e brasileira nos possam dar. Poço fundo e inesgotável da melhor aluvião que há, mitigando secas, transpondo cercas de lá e de cá, nele há um pouco de tudo que é cultural, pairando aí a essência armorial, que lhe plantou no espírito seu primo Ariano Suassuna. Seja em essência ou de fato, pelo que exala ou faz, é um epítome completo do autêntico nordestino reunindo em si todas as facetas de um genuíno sertanejo, pois nele há um pouco de tudo, do tudo que a terra catingueira dá: é cantador, é repentista ou rabequeiro; é o bardo, aedo, jogral ou trovador, herdeiro das baladas medievais e das trovas ibéricas; é o seresteiro ou boêmio das noites estreladas, o apoiador dos desertos da caatinga, bandoleiro das hostes lampiônicas, o violeiro em noites enluaradas; é o forrozeiro com o pé na gafieira, nos sambas às altas madrugadas, o vaqueiro nos campos da Petrobras; é o obstinado historiador do cangaço desde Jesuíno Brilhante, Antônio Silvino, Lampião, Chico Pereira e todos os demais; também das mulheres cangaceiras, das cordelistas pioneiras; é o consultor histórico do espetacular Chuva de Bala no País de Mossoró que um dia aportou por uns tempos em Currais; é o humanista magnânimo, filantropo e altruísta, mão rápida em servir e ajudar, sem ser de julgar nem apedrejar, coroado dos mais nobres atos de profunda humanidade; cultor da Cultura, Letras e Artes brasileiras e locais; Dom Quixote nordestino, aguerrido, pelos nobres e elevados ideais; ser de vida rural e urbana, homem de fibra, de lealdade e de fé; grande na dignidade e na simplicidade, de sorriso farto e o coração mais grande ainda é para nós um baluarte, amante da equidade e da justiça; devoto, que nunca melindra e nunca de tão pouco se ufana, mas ama as coisas suas, da sua terra, da sua gente e aos seus infalivelmente. Atualmente com pouso em Nova Floresta, sua terra natal, eis, o poeta Kydelmir Dantas, pai de Joaquim Adelino e João Daniel, filho de Angelita e seu Né.

Viva Kyldemir Dantas, o bardo da nossa terra!

Damião Siridó

14 do12 do ano da graça de N. S. Jesus Cristo de 2025

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ALERTA AOALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

Muito chato para você me ver sempre chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem.

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

http://sednemmendes.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

COM DAVI, IRMÃO DO VAQUEIRINHO GABRIEL.

  Por Rangel Alves da Costa Hoje (Sábado 12/09), após a Missa de Sétimo Dia, conversei alguns instantes com o irmão do Vaqueirinho Gabriel, ...