quarta-feira, 5 de maio de 2021

EM SOLO BAIANO LAMPIÃO EM RIBEIRA DO POMBAL

  Por José Mendes Pereira

Sobre esta imagem acima dos cangaceiros, o pesquisador do cangaço Ivanildo Régis afirma que Ivanildo Alves da Silveira, pesquisador e colecionador do cangaço por muitos anos, faz a seguinte observação: 

Pesquisador e colecionador do cangaço Ivanildo Alves da Silveira

“Embora a identificação dos cangaceiros da foto acima seja um tanto polêmica, consultando especialistas, é quase unânime que a legenda que mais se aproxima da realidade, é a seguinte: Lampião, Ezequiel, Virgínio, Luiz Pedro, Mariano, Corisco, Mergulhão e Alvoredo".

 Um pouco da biografia deles:

1 - Virgulino Ferreira da Silva “o Lampião”, ou ainda o patenteado “capitão” Lampião. Ele nasceu no dia 04 de junho de 1898, em Vila Bela, nos dias de hoje, Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. Era filho do sofrido casal fazendeiro José Ferreira da Silva ou dos Santos, e Maria Sulena da Purificação, ou ainda dona Maria Lopes. Se quiser saber mais sobre Virgolino Ferreira da Silva o capitão Lampião clique neste link abaixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lampi%C3%A3o_(cangaceiro)

José Ferreira da Silva e dona Maria Lopes pais de Lampião

Depois de quase vinte anos como chefe de cangaceiros, totalmente plantado na caatinga do nordeste brasileiro, Virgolino Ferreira da Silva o afamado e sanguinário capitão Lampião, foi abatido juntamente com Maria Gomes de Oliveira a sua amada rainha "Maria Bonita" e mais nove cangaceiros na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe.


Maria Bonita

O ataque ao grupo de facínoras foi preparado pelo o tenente João Bezerra da Silva, para que fossem eliminados todos os cangaceiros que estavam presentes na Grota do Angico. 

Tenente João Bezerra da Silva o matador de Lampião

Mas nem todos facínoras foram abatidos, com certeza, o planejamento dos perseguidores aos cangaceiros não foi perfeito, deixando terreno sem cobertura, e assim, fugiu uma boa parte dos perseguidos. 

Se você quiser saber mais um pouco sobre o tenente João Bezerra da Silva é só clicar neste link: - https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Bezerra_da_Silva

Cabeças dos cangaceiros abatidos na Grota do Angico.

Todos estes cangaceiros que aparecem na foto acima foram abatidos na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, lá no Estado de Sergipe. O grupo era dominado pelo maior líder e comandante de cangaceiros o capitão Lampião.

2 - Ezequiel Ferreira da Silva o Ponto Fino (irmão do capitão Lampião). Nasceu também em Vila Bela, no ano de 1908, no Estado de Pernambuco. Foi abatido no dia 23 de abril de 1931 – no tiroteio da Fazenda Touro, povoado Baixa do Boi, no Estado da Bahia, ponto conhecido como Lagoa do Mel. 

Conheça mais um pouco sobre o irmão de Lampião (Ezequiel Ferreira) clicando neste link. - http://meneleu.blogspot.com/2017/10/lampiao-ressurreicao-de-ezequiel.html

3 - Virgínio Fortunato da Silva, o "Moderno" era ex-cunhado de Lampião. Teria sido esposo da Angélica Ferreira da Silva. Virgínio nasceu em 1903 e faleceu em 1936, aos 33 anos de idade. O casamento durou pouco. Casaram em 1926 e três meses depois Angélica Ferreira da Silva faleceu.

Angélica é a nº 14

Segundo o escritor e pesquisador do cangaço de nome Franklin Jorge, há suspeita, não comprovada ainda, que o cangaceiro Virgínio era da cidade de Alexandria, no Estado do Rio Grande do Norte. 

Durvalina e Moreno no período do cangaço e após.

Virgínio Fortunato da Silva no cangaço era companheiro de Durvalina, que com a sua morte, ela amasiou-se com Moreno. Durvalina faleceu no dia 30 de junho de 2008. Moreno faleceu no dia 06 de setembro de 2010.  

Quer saber mais um pouco sobre este cangaceiro de Lampião é só clicar neste link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Virg%C3%ADnio_Fortunato_da_Silva  


Neném do Ouro e Luiz Pedro.

4 - Luiz Pedro do Retiro companheiro de Neném do Ouro. Ele foi abatido juntamente com Lampião, Maria Bonita e mais oito cangaceiros, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota de Angico no Estado de Sergipe. Dizem que quem o assassinou foi o policial Mané Véio. 

Conheça mais um pouco sobre a vida do cangaceiro Luiz Pedro clicando neste link:
http://cariricangaco.blogspot.com/2011/12/um-pouco-mais-de-luis-pedro-poralfredo.html

5 - Mariano Laurindo Granja, companheiro de Rosinha.  Entrou para o cangaço em 1924. Foi um dos poucos que em agosto de 1928 cruzou o Rio São Francisco, em companhia do seu comandante Lampião, em direção à Bahia. Foi morto no dia 10 de outubro de 1936. 

Se quiser saber mais um pouco sobre o cangaceiro Mariano Laurindo Granja é só clicar no link: 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2017/04/morte-do-cangaceiro-mariano.html

Escritor Alcino Alves Costa

Segundo Alcindo Alves Costa em seu livro: (Lampião Além da Versão – Mentiras e Mistérios de Angico), o ataque foi entre os municípios de Porto da Folha e Garuru, região conhecida como o Cangaleixo. 

Juliana Pereira e Alcino Alves Costa

A pesquisadora do cangaço Juliana Pereira afirma que Rosinha do cangaceiro Mariano foi morta a mando do capitão Lampião, por não ter obedecido o dia certo do seu retorno ao coito. 

As irmãs Rosinha e Adelaide.

Quando Mariano foi abatido ela pediu uma espécie de férias do cangaço. Com muita luta Lampião aceitou, mas numa condição. Teria que voltar da sua casa para o coito o mais rápido possível. Infelizmente a Rosinha não obedeceu a ordem do capitão, e assim ganhou a morte.

Era filha de Lé Soares e irmã de Adelaide, esta última sendo companheira de Criança. Ambas eram parentas próximas da cangaceira Áurea, companheira de Mané Moreno.  Sendo Áurea filha de Antonio Nicárcio, que era primo/irmão de Lé Soares.

Se você quiser saber mais um pouco sobre a cangaceira Rosinha basta clicar no link abaixo: http://blogdoinhare.blogspot.com/2019/10/a-cangaceiracangaceira-rosinha.html

6 - Cristino Gomes da Silva Cleto o Corisco, ou ainda o Diabo Loiro lá de Água Branca, no Estado de Alagoas, que era companheiro da cangaceira Dadá. Ele foi abatido no dia 25 de maio de 1940, pelo tenente Zé Rufino, na fazenda Cavaco, em Brotas de Macaúbas, no Estado da Bahia. 

Se você quiser saber mais sobre o cangaceiro Corisco é só clicar neste link abaixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Corisco#:~:text=Cristino%20Gomes%20da%20Silva%20Cleto%2C%20mais%20conhecido%20como%20Corisco%20(%C3%81gua,era%20conhecido%20como%20Diabo%20Louro.

Dadá após cangaço

Sérgia Ribeiro da Silva mais conhecida como Dadá, companheira de Corisco foi ferida no combate e presa pela volante do tenente Zé Rufino. Ela nasceu em Belém do São Francisco, onde viveu seus primeiros anos de vida e teve algum contato com índios. A família muda-se para Macururé Bahia onde, aos doze anos, é raptada por Corisco. Ele faleceu no dia 25 de maio de 1940 e ela faleceu em Salvador no dia 7 de fevereiro do ano de 1994. Com a morte do cangaceiro Corisco, finalmente o cangaço foi enterrado juntamente com ele.

Se você quiser saber mais sobre a cangaceira Dadá é só clicar no link abaixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dad%C3%A1_(cangaceira)#:~:text=S%C3%A9rgia%20Ribeiro%20da%20Silva%20mais,fuzil%20no%20bando%20de%20Lampi%C3%A3o.

O Mergulhão I, quando posou para Alcides Fraga, em 17/12/ 1928, em Ribeira do Pombal/BA. Acervo Lampião Aceso. 

7 –  A 7 de Janeiro de 1929 travou-se o combate de Abóbora, povoado de Juazeiro, BA, morrendo o cangaceiro Mergulhão (I), cujo nome real era Antônio Juvenal da Silva, mas que aparece citado também, na literatura sobre o Cangaço como Antônio Rosa. (Não tenho maiores informações sobre este cangaceiro).

Informação: O cangaceiro Mergulhão (II) que não houve outro Mergulhão depois dele, morreu quando aconteceu o ataque aos cangaceiros na Grota do Angico, na madrugada de 28 de julho de 1938, em terras de Porto da Folha, atualmente Poço Redondo, no Estado de Sergipe. 

8 - Hortêncio Gomes da Silva o Arvoredo. – Desligou-se do bando no momento do ataque à Jaguarari, no Estado da Bahia. Fez dois meninos como reféns. Mas eles conseguiram o dominar, desarmando-o. Em seguida mataram-no a facadas. Achando que o serviço ainda não tinha sido concluído, degolaram-no e cortaram as suas mãos. Após o trabalho concluído acionaram a polícia. (Não tenho maiores informações sobre este cangaceiro).

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segunda-feira, 26 de abril de 2021

DONA FRANCISCA DA SILVA TAVARES VIÚVA DO EX-CANGACEIRO ASA BRANCA

  Por José Mendes Pereira

Dona Francisca está ladeada pelos pesquisadores do cangaço Aderbal Nogueira e Kydelmir Dantas.

1º. CASAMENTO

O cangaceiro Asa Branca fez matrimônio por duas vezes. Ainda na Cadeia Pública de Mossoró casou-se pela primeira vez com dona Sebastiana Venâncio. Ela natural de Mossoró, e com ele teve três filhos, os quais são: José Luiz Tavares (já falecido, Jeová Luiz Tavares (já falecido) e Dijanete Luiz Tavares (até o ano de 2017 ele estava vivo. residindo em Fortaleza. E mesmo dona Francisca sua enteada não sabe se ele ainda está vivo, porque perdeu o contato. 

Cangaceiro Asa Branca

Mas posteriormente, o seu primeiro casamento foi de água abaixo, e foi a partir daí que os  dois resolveram não mais conviverem no mesmo teto, e cada um procurou o seu destino. 

2º. CASAMENTO

O segundo casamento foi realizado com dona Francisca da Silva Tavares, natural de Brejo do Cruz, no Estado da Paraíba. Ela nasceu no dia 21 de Novembro de 1937, e é  filha de Máximo Batista de Araújo e de Dona Severina Guilermina Silva, ambos paraibanos. Mas o casamento com dona Francisc só aconteceu  dezessete anos depois que ambos já viviam juntos. 

Com o ex-cangaceiro de Lampião, Dona Francisca teve nove filhos, e destes, apenas três estão vivos, os filhos são:

Antonio Esmeraldo Tavares faleceu há 3 anos passados. Eu o conheci pessoalmente.

Nascido no dia 10 de Novembro de 1957, na cidade  de São Bento, no Estado da Paraíba. Tinha como profissão, Motorista.

Francisco Tavares da Silva assassinado por um primo. Não o conheci.

Nascido no dia 14 de Abril de 1959, na cidade Caridade, no Estado do Ceará. Este foi assassinado aos 24 anos de idade, por um primo, por coisas banais. O assassino foi logo morto. 

Certo dia dona Francisca me falou em sua residência que o Asa Branca não tomou conhecimento do assassinato do filho, vez que toda família temia uma vingança por parte do ex-cangaceiro. 

Maria Gorete Tavares Barbosa. - Conheço-a pessoalmente. Gente fina.

Ela ascida no dia 1º. de Junho de 1960. Esta exerce a profissão de artesã de Biscuit. 

Maria da Conceição Tavares da Silva. Conheço-a pessoalmente. Gente fina.

Nascida no dia 25 de Fevereiro de 1963, em Caridade, no Estado do Ceará. Exerce também a profissão de artesã de Biscuit. 

Máximo Neto Batista. Não o conheço.

Nascido no dia 04 de maio de 1964, em Caridade, no Estado do Ceará. Reside atualmente em São Paulo e exerce a profissão de Motorista.

Os demais filhos do casal não foram citados aqui, porque faleceram ainda criancinhas.

 Como  Francisca da Silva Tavares conheceu o "Asa Branca"

No ano de 1954, dona Francisca já era casada e mãe de um filho. Mas nesse período ela contraiu uma doença, ficando por alguns meses  sem andar. Procurando recursos para se livrar da maldita doença que ora a perseguia, soube que na região havia um curandeiro, já de idade. Não foi tão difícil, pois dias depois um velho fazia as curas ao pé de sua cama. O tempo foi se passando, finalmente dona Francisca se livrou da maldita e desconhecida doença. 

Com aquele contato de reza vai, reza vem, os dois findaram  apaixonados. E no ano de 1955, resolveu abandonar  o seu marido e um filho de sete meses, fugindo com o curandeiro, cujo destino de apoio, Mossoró.

Mas veja bem leitor, quem era o curador. Antonio Luiz Tavares, o ex-cangaceiro "Asa Branca", que deve ter aprendido as milagrosas rezas com o seu ex-comandante, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. 

CONTOU-ME DONA FRANCISCA EM SUA CASA EM MOSSORÓ

Pelo que se ver é que dona Francisca da Silva fez o mesmo papelão que fez a rainha do cangaço, Maria Bonita, quando abandonou o sapateiro José Miguel da Silva, o Zé de Neném, para acompanhar o afamado Lampião.

Maria Bonita e Lampião

A única diferença entre as duas é que Maria Gomes de Oliveira a Maria Bonita tornou-se cangaceira, sendo companheira do capitão Lampião. E  Dona Francisca jamais participou de cangaço.

Mas  assim que o seu pai, o Máximo Batista tomou conhecimento que ela havia fugido com o rezador, isto é, o "Asa Branca", mandou dois dos seus funcionários procurá-la por todos os recantos de Mossoró.

Já fazia três dias da permanência do casal em Mossoró, e assim que Asa Branca soube que estava sendo procurado, resolveu fugir às pressas com a companheira para Fortaleza, capital do Ceará. Lá, foi assistido por um médico, o doutor Lobo, que logo solucionou o seu problema, e o empregou em uma mina de ametista.

De Fortaleza, foram morar em Itapipoca, posteriormente para Caridade, e lá o casal teve quatro filhos, mas sempre trabalhando na agricultura.

Anos depois a família mudou-se para Macaíba, já no Estado do Rio Grande do Norte. Com alguns anos passados, Asa Branca resolveu retornar a Mossoró, onde aqui criou a sua família e viveu os seus últimos dias de vida.

Nos anos 70, o Dr. José Araújo, ex-dentista, e diretor de algumas escolas de Mossoró, juntamente com João Batista Cascudo Rodrigues, conseguiram um emprego na FURRN, atualmente UERN, e Asa Branca trabalhou nela até morrer.

CASAMENTO FEITO ÀS PRESSAS PARA SE EMPREGAR

Como Asa Branca necessitava se empregar, e era necessária a sua documentação para ter direito aos benefícios do INSS, e não querendo retornar a sua terra natal, Cajazeiras do Rio do Peixe, na Paraíba, foi feito um casamento às pressas. Ele resolveu ir à cidade  de Porta Alegre, no Estado do Rio Grande do Norte, e lá fez novos documentos.

De documentos em mãos, foi feito o seu casamento com dona Francisca da Silva Tavares, no dia 14 de Janeiro de 1974, no 4º. Cartório Judiciário em Mossoró, Nº. 6.256, fls. 256, do livro B-16, do Registro Civil de Casamento, assinado pelo tabelião Joca Bruno da Mota.

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sexta-feira, 26 de março de 2021

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A ASSASSINA METRALHADORA DO JOÃO BEZERRA DA SILVA

 Por José Mendes Pereira


Esta é uma das metralhadoras que o tenente João Bezerra da Silva usou para exterminar o bando de Lampião, na madrugada de 28 de Julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe.

Sobre a mira desta metralhadora, apesar da pouca tecnologia na época (e para os dias de hoje, elas apenas eram um tipo digamos assim, protótipos, com outras metralhadoras bem mais modernas), foram mortos: o rei do cangaço capitão Lampião, sua rainha Maria Bonita, 9 cangaceiros, e um volante que era comandado pelo o Aspirante Francisco Ferreira de Melo.



Os demais cangaceiros que estavam no coito conseguiram fugir, mesmo no meio de tantas balas lançadas por esta e mais outras duas perversas metralhadoras.

O policial que aparece na imagem acima é o famoso homem que conseguiu exterminar a vida do cruel e sanguinário  cangaceiro Lampião e sua rainha Maria Bonita.

Até hoje, a morte do cangaceiro Lampião continua sendo mistério, vez que alguns estudiosos do cangaço afirmam que o cangaceiro Lampião não morreu neste combate, fugindo para Minas Gerais. Mas todos que estudam cangaço, não têm dúvida da morte do capitão na Grota do Angico naquela madrugada fria e triste.

Na foto, a primeira cabeça sobre a escadaria da prefeitura de Piranhas não há dúvida, é a de Lampião. Mas talvez Lampião tenha feito a foto antes, como se tivesse morrido, e depois fugiu para Minas Gerais.  

Cangaceiro Candeeiro, cineasta Aderbal Nogueira e a esposa do Candeeiro.

Mas os cangaceiros que conseguiram escapar da chacina, inclusive Manoel Dantas Loyola, o Candeeiro, que segundo o cineasta Aderbal Nogueira que teve contato direto com ele e fez gravações, disse que era um home de palavras, sem invencionices afirmou que não há dúvida, o rei do cangaço foi mesmo assassinado lá na Grota juntamente com a sua esposa, nove cangaceiros e mais o volante Adrião. 

Homenagem ao soldado Adrião Parte I - Por Paulo Brito
http://cariricangaco.blogspot.com.br/2011/06/homenagem-ao-soldado-adriao-parte-i-por.html

Volante Pedro Adrião de Souza

"O soldado Adrião Pedro de Souza componente da volante do Aspirante Francisco Ferreira de Melo, veio a ser morto, infelizmente, logo no início do combate de Angico. 

Com a subdivisão da tropa comandada pelo Tenente João Bezerra, para a execução do cerco ao acampamento de Lampião, o grupo liderado pelo Aspirante Ferreira, foi quem primeiro teve contato com os cangaceiros, ao ponto de se verem forçados a dar início a ofensiva. Cessado o combate, constatou-se a morte do soldado Adrião, ferimento no braço do soldado Guilherme Francisco da Silva e ferimento transfixante na mão e na coxa, com a bala se alojando no quadril do comandante da volante. 

Em seu livro, o comandante faz o seguinte comentário: “Sofrendo então muitas dores, baleado como estava na perna e na mão, perdendo muito sangue, cansado e sem dormir há mais de 24 horas, via-me em dificuldades para resolver vários problemas que necessitavam ser resolvidos com a máxima urgência".

Diante das afirmativas dos remanescentes da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia", não temos dúvidas. O rei do cangaço morreu mesmo na madrugada de 28 de Julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe.

Historinhas fundidas nas caldeiras do "disse me disse" para venderem livros, contrariam a literatura lampiônica, desconsiderando tudo que os escritores e pesquisadores têm batalhados pela verdade.


Vamos admitir que Lampião fugiu da chacina, e foi embora para Minas Gerais. E quem seria o cangaceiro morto, que supostamente foi indicado como sendo o corpo de Lampião? Hein! Pega na mentira! 

Lampião foi exterminado aqui no nordeste do Brasil e ponto final.

Lampião morreu mesmo na Grota do Angico no Estado de Sergipe.

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O CANGACEIRO GORGULHO.

    Por Fabio Costa Este Cangaceiro estava no grupo de Mané Moreno em Poço da Volta quando em meio ao forró foram emboscados pela volante de...